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22/01/2014
DOGMAS DA FÉ CATÓLICA - Conclusão
Sacramentos e Escatologia
 
 
 
Dogmas sobre os Sacramentos
 
1.     O Batismo é verdadeiro Sacramento instituído por Jesus Cristo   
O Concílio de Trento (1545-1563), sob Paulo III (1534-1549), afirma: 
  
"Se alguém disser que os Sacramentos da Nova Lei não foram instituídos por Jesus Cristo, a saber: Batismo, Confirmação... e que algum destes não é verdadeira e propriamente Sacramento, seja excomungado." 
 
Sagradas Escrituras: 
  
Cristo explica a Nicodemos a essência e necessidade do Batismo, em Jo 3,5: "Aquele que não nascer pela água e pelo Espírito não entrará no Reino de Deus". 
 
Antes de subir aos céus, ordenou a Seus Apóstolos que batizassem a todas as pessoas, cf. Mt 28,19: "Me foi dado todo poder no céu e na terra; ide então e ensinai todas as pessoas, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". 
 
Escreve São Boaventura: 
  
"O Batismo foi instituído, quanto a sua matéria, quando Cristo se fez batizar, e quanto à sua forma quando o Senhor ressuscitou e nos deu essa forma (cf. Mt. 28,19); quanto a seu efeito: quando Jesus padeceu, pela paixão, o Batismo recebe toda sua virtude, e a seu fim, quando predisse sua necessidade e suas vantagens: 'Respondeu Jesus: -Em verdade, em verdade vos digo, aquele que não nascer da água e do Espírito não entrará no Reino de Deus' (cf. Jo 3,5)." 
 
O Batismo pela água pode ser substituído, em caso legítimo, pelo Batismo de Sangue. 
2.     A Confirmação é verdadeiro e próprio Sacramento   
O Concílio de Trento (1545-1563), sob Paulo III (1534-1549), diz: 
  
"Se alguém disser que a Confirmação dos batizados é cerimônia ociosa, e não um verdadeiro e próprio Sacramento..., seja excomungado." (Dz. 871). 
 
Diz São Tomás de Aquino: 
  
"Este Sacramento concede aos batizados a fortaleza do Espírito Santo para que se consolidem interiormente em sua vida sobrenatural e confessem exteriormente com valentia sua fé em Jesus Cristo. 
 
Sagradas Escrituras: 
  
Jesus promete enviar o Espírito e se cumpre no dia de Pentecostes: "Ficaram todos cheios do Espírito Santo" (At 2,4). 
 
"Pedro e João são enviados à Samaria, para que recebam ao Espírito Santo, pois ainda não havia vindo sobre nenhum deles" (At 8,14). 
 
"E impondo-lhes Paulo suas mãos, desceu sobre eles o Espírito Santo" (At 19,6). 
 
Os Apóstolos eram conscientes que efetuavam um rito sacramental, consistente na imposição das mãos e a oração que tinha como efeito a comunicação do Espírito Santo. 
  
 
3.     A Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo   
Define o Concílio de Trento (1545-1563), sob Júlio III (1550-1565): 
  
"...foi comunicada aos Apóstolos e a seus legítimos sucessores o poder de perdoar e de reter os pecados para reconciliar aos fiéis caídos depois do Batismo." (Com. 3; Dz. 894.). 
 
Sagradas Escrituras: 
  
Mt 16,19: "Eu te darei as chaves do reino de os céus." - O possuidor das chaves do Reino dos céus tem a plena potestade para admitir ou excluir qualquer pessoa deste Reino. 
 
Jo 20,21: "... a quem perdoares os pecados, lhes serão perdoados, a quem não perdoares, lhes serão retidos...". 
 
Assim como Jesus tinha perdoado os pecados durante sua vida terrena (cf. Mt 9,2; Mc 2,5; Lc 5,20), assim também agora participa a seus Apóstolos esse poder de perdoar. As palavras de Jesus Cristo se referem ao perdão real dos pecados pelo Sacramento da Penitência (Dz. 913). 
O poder de perdoar não foi concedido aos Apóstolos como carisma pessoal, mas sim à Igreja como instituição permanente para passá-lo aos sucessores dos Apóstolos. 
  
 
4.     A Confissão Sacramental dos pecados está prescrita por Direito Divino e é necessária para a salvação   
Diz o Concílio de Trento (1545-1563), sob Júlio III (1550-1555): 
  
"Se alguém disser que a Confissão Sacramental não foi instituída ou não é necessária para a salvação, por direito divino, ou disser que o modo de confessar secretamente apenas com o sacerdote, como a Igreja Católica sempre observou desde o princípio e segue observando, é alheio à instituição e mandato de Cristo e é uma intervenção humana, seja excomungado." (Dz. 916). 
 
Os reformadores, negaram que a Confissão particular dos pecados fosse de instituição Divina e necessária para a salvação. 
Sagradas Escrituras: 
  
Não se expressa diretamente a instituição Divina da Confissão particular mas se deduz: o poder para reter ou perdoar não se pode exercer devidamente se aquele que possui tal poder não conhece a culpa da disposição do penitente. Para ele é necessário que o penitente se acuse. 
O Papa Leão Magno, contra os abusos da confissão pública declarou: "basta indicar a culpa da consciência apenas aos sacerdotes mediante confissão secreta." (Dz. 145). 
 
 
5.     A Eucaristia é verdadeiro Sacramento instituído por Cristo   
O Concílio de Trento (1545-1563), sob Paulo III (1534-1549), expressa: 
  
"Se alguém disser que os Sacramentos da nova Lei não foram instituídos todos por Jesus Cristo, e que são sete: Batismo, Eucaristia... e que algum destes não é verdadeiro e propriamente Sacramento, seja excomungado." 
Sagradas Escrituras: 
  
O feito de que Cristo instituiu a Eucaristia se vê em suas palavras: "Fazei isto em memória de Mim..." (Lc 22,19). Nelas se cumprem todas as notas essenciais da definição do Sacramento: 
  
o A matéria: o pão e vinho. 
 
o A forma: as palavras da consagração. 
 
o A graça interna: indicada e produzida pelo signo é a união com Cristo e a vida eterna: 
  
1. "Quem come Minha Carne e bebe Meu Sangue permanece em Mim e Eu nele" (Jo 6,56). 
 
2. "Aquele que come Minha Carne e bebe Meu Sangue tem a vida eterna." (Jo 6,54). 
 
 
6.     Cristo está presente no sacramento do altar pela Transubstanciação de toda a substância do pão em seu corpo e toda substância do vinho em seu sangue   
O Concílio de Trento (1545-1563), sob Júlio III (1550-1555), declara: 
  
"Se alguém disser que no sacrossanto Sacramento da Eucaristia permanece as substâncias do pão e do vinho, juntamente com o Corpo e o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, e negar aquela maravilhosa e singular conversão de toda a substância do pão e do vinho em Corpo e Sangue, permanecendo apenas as espécies de pão e vinho, conversão essa que a Igreja muito corretamente chama 'Transubstanciação', seja excomungado." (Dz. 884-877). 
 
"Transubstanciação" é uma conversão no sentido passivo; é o trânsito de uma coisa a outra. Cessam as substâncias de Pão e Vinho, pois sucedem em seus lugares o Corpo e o Sangue de Cristo. A Transubstanciação é uma conversão milagrosa e singular diferente das conversões naturais, porque não apenas a matéria como também a forma do pão e do vinho são convertidas; apenas os acidentes permanecem sem mudar: continuamos vendo o pão e o vinho, mas substancialmente já não o são, porque neles está realmente o Corpo, o Sangue, Alma e Divindade de Cristo. 
Sagradas Escrituras: 
  
Mc 14,22: "Tomai, este é Meu Corpo...". 
 
Lc 22,19: "Tomou o pão, e dando graças o deu a seus discípulos dizendo: Este é Meu Corpo...". 
7.     A Unção dos enfermos é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo 
O Concílio de Trento (1545-1563), sob Júlio III (1550-1555), declara: 
  
"Se alguém disser que a Extrema Unção não é verdadeira e propriamente um Sacramento instituído por Cristo, nosso Senhor, e promulgado pelo bem-aventurado São Tiago Apóstolo, mas apenas um rito aceito pelos Padres ou uma invenção humana, seja excomungado." (Dz. 926). 
 
Pio X condenou a sentença modernista que pretende que o Apóstolo São Tiago tenha, em sua carta, apenas recomendado uma prática piedosa (Dz. 2048). 
Sagradas Escrituras. 
  
Mc 6,13: "Expulsavam muitos demônios e ungiam com azeite a muitos enfermos e os curavam". 
 
Tg 5,14: "Existe algum enfermo entre nós? Façamos a unção do mesmo em nome do Senhor..." 
 
Esta última passagem expressa as notas essenciais do Sacramento: 
  
1. Sinal exterior da graça: óleo. 
 
2. Matéria e forma: oração dos presbíteros. 
 
3. Efeito interior da graça expresso no perdão dos pecados. 
 
4. A instituição por Cristo: "no nome do Senhor", "por encargo e autoridade do Senhor." cf. Tg 5,10. 
 
 
8.     A Ordem é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo   
O Concílio de Trento 1545-1563, sob Pio IV (1559-1565), afirma: 
  
"Se alguém disser que no Novo Testamento não existe um sacerdócio visível e externo, ou que não se dá poder algum de consagrar e oferecer o verdadeiro Corpo e Sangue do Senhor e de perdoar os pecados, mas sim, apenas o dever e mero ministério de pregar o Evangelho...seja excomungado." (Dz. 961). 
 
Como se vê, existe na Igreja um sacerdócio visível e externo: "Se alguém disser que na Igreja católica não existe uma hierarquia instituída por ordenação Divina, que consta de Bispos, Presbíteros e Ministros, seja excomungado." (Dz. 966). E é uma hierarquia instituída por ordenação divina. 
Sagradas Escrituras: 
  
At 6,6: "Os quais (7 varões) foram apresentados aos Apóstolos, os quais, orando, lhes impuseram as mãos" - Instituição dos diáconos. 
 
At 14,22: "Os constituíram presbíteros pela imposição das mãos". 
 
 
9.     O matrimônio é verdadeiro e próprio Sacramento   
O Concílio de Trento (1545-1563), sob Pio IV (1559-1565), declara: 
  
"Se alguém disser que o matrimônio não é verdadeiro e propriamente um dos sete Sacramentos da Lei do Eangelho, e instituído por Cristo Senhor, mas sim inventado pelos homens da Igreja, e que não confere a graça, seja excomungado" (Dz. 971). 
 
Sagradas Escrituras: 
  
Mt 19,6: "Assim, pois, já não são dois, mas apenas uma só carne". 
 
Gn 2,23: "Pelo qual, abandonará o homem a seu pai e a sua mãe, e se juntará a sua mulher, e serão dois em uma só carne". 
 
Mc 10,9: "O que Deus uniu o homem não o separe". 
 
Ef 5,32: "Este Sacramento é grande mas em Cristo e na Igreja". 
 
O Matrimônio, como instituição natural, é de origem divina. Deus criou os seres humanos varão e fêmea (cf. Gn. 1,27) e depositou na mesma natureza humana o instinto de procriação. Deus abençoou o primeiro casal e lhes ordenou que se multiplicassem: "crescei e multiplicai, e povoai a terra" (Gn 1,28). 
Cristo restaurou o matrimônio instituído e bendito por Deus, fazendo que recobrasse seu primitivo ideal da unidade e indissolubilidade e elevando-o a dignidade de Sacramento.
 
Dogmas sobre as Últimas Coisas (Escatologia) 
 
1.     A Morte e sua origem   
A morte, na atual ordem de salvação, é conseqüência primitiva do pecado. O Concílio de Trento (1545-1563), sob Paulo III (1534-1549), ensina: 
  
"Se alguém não confessa que o primeiro homem, Adão, ao transgredir o mandamento de Deus no paraíso, perdeu imediatamente a Santidade e Justiça em que havia sido constituído e incorreu por ofensa... na morte com que Deus antes havia amenizado... que toda pessoa de Adão foi mudada para pior, seja excomungado." 
Ainda que o homem seja mortal por natureza, já que seu ser é composto de partes distintas, por revelação sabemos que Deus dotou o homem, no paraíso, do Dom pré-natural da imortalidade do corpo. Mas por castigo, ao quebrar a ordem Divina, ficou condenado a morrer. 
Sagradas Escrituras: 
  
Gn 2,17: "Adão havia sido ameaçado: 'O dia que comeres daquele fruto, morrerás...'". 
 
Rm 5,12: "Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte..." 
 
 
2.     O Céu (Paraíso)   
As almas dos justos que no instante da morte se acham livres de toda culpa e pena de pecado entram no céu. Benedito XII (1334-1342), pela Constituição "Benedictus Deus", de 29 de Janeiro de 1336, proclama: 
  
"Por esta constituição que há de valer para sempre e por autoridade apostólica definimos... que segundo a ordenação de Deus, as almas completamente purificadas entram no céu e contemplam imediatamente a essência divina, vendo-a face a face, pois a referida Divina essência lhes é manifestada imediata e abertamente, de maneira clara e sem véus, e as almas em virtude dessa visão e esse gozo, são verdadeiramente ditosas e terão vida eterna e eterno descanso" (Dz. 530). 
 
Também o Símbolo apostólico declara: "Creio na vida eterna" (Dz. 6 e 9). 
Sagradas Escrituras: 
  
Jesus representa a felicidade do céu sob a imagem de um banquete de bodas: "...enquanto iam comprá-lo, chegou o noivo, e as que estavam preparadas entraram com o noivo ao banquete de boda, e a porta foi fechada" (Mt. 25,10). 
 
A condição para alcançar a vida eterna é conhecer a Deus e a Cristo: "Esta é a vida eterna, que te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro e a Teu enviado Jesus Cristo." (Jo 17,3). 
 
"Bem-aventurados os limpos de coração porque eles verão a Deus." (Mt 5,8). 
 
"Nem o olho viu e nem o ouvido ouviu segundo a inteligência humana, o que Deus preparou para os que Lhe amam." (1Cor 2,9). 
 
A vida eterna consiste na visão de Deus: "Seremos semelhantes a Ele porque O veremos tal qual é..." (Jo 5,13). 
 
Os atos que integram a felicidade celestial são de entendimento, e este por um Dom sobrenatural "lumen gloriae" é capacitado para o ato da visão de Deus (Sl 35,10; Ap 22,5) de amor e gozo. 
3.     O Inferno 
As almas dos que morrem em estado de pecado mortal vão ao inferno. Benedito XII (1334-1342), na Constituição "Benedictus Deus", de 29.01.1336, declara: 
  
"Segundo a comum ordenação de Deus, as almas dos que morrem em pecado mortal, imediatamente depois da morte, baixam ao inferno, onde são atormentadas com suplícios infernais." (Dz. 531). 
 
O inferno é um lugar de eterno sofrimento onde se acham as almas dos réprobos. Negam a existência do inferno aqueles que não acreditam na imortalidade pessoal (materialismo). 
Sagradas Escrituras: 
  
Jesus ameaça com o castigo do inferno: "Se teu olho direito é causa de pecado, retira-o e afasta-o de ti; muito mais te convém que percas um de teus membros do que tenhas todo o corpo jogado na geena..." (Mt 5,29). 
 
"E não temais aos que matam o corpo e não podem atingir a alma; temais bem mais àquele que pode levar a alma e o corpo à perdição, destinando-os à geena..." (Mt 10,28). 
 
"Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que percorreis mar e terra para fazer um prosélito, e quando chegais a fazê-lo, o fazeis filho da condenação ao dobro de vós mesmos!" (Mt 23,15). 
 
Trata-se de fogo eterno: "Então dirá também aos de sua esquerda: 'Afastai-vos de mim, malditos, ao fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos...'" (Mt 25,41). 
 
E de suplicio eterno: "E irão estes a um castigo eterno, e os justos a uma vida eterna." (Mt 25,46). 
 
São Paulo, em 2Ts 1,9, afirma: "Serão castigados à eterna ruína, longe da face do Senhor e da glória de Seu poder..." 
 
São Justino, funda o castigo do inferno na idéia da Justiça Divina, a qual não pode deixar impune aos transgressores da Lei. 
4.     O Purgatório   
As almas dos justos que no instante da morte estão agravadas por pecados veniais ou por penas temporais devidas pelo pecado vão ao purgatório. O purgatório é estado de purificação. O II Concílio de Leão (1274), sob Gregório X (1271-1276), afirma: 
  
"As almas que partiram deste mundo em caridade com Deus, com verdadeiro arrependimento de seus pecados, antes de ter satisfeito com verdadeiros frutos de penitência por seus pecados de atos e omissão, são purificadas depois da morte com as penas do purgatório..." (Dz. 464). 
 
Sagradas Escrituras: 
Ensinam indiretamente a existência do purgatório concedendo a possibilidade da purificação na vida futura. 
Os judeus oraram pelos caídos, aos quais se haviam encontrado objetos consagrados aos ídolos, afim de que o Senhor perdoasse seus pecados: "Por isso mandou fazer este sacrifício expiatório em favor dos mortos para que ficassem liberados do pecado..." (2Mc 12,46). 
 
"Quem falar contra o Espirito Santo não será perdoado nem neste tempo nem no vindouro...". 
 
Para São Gregório Magno, esta última frase indica que as culpas podem ser perdoadas neste mundo e também no futuro. A existência do Purgatório se prova especulativamente pela Santidade e Justiça de Deus. Esta exige que apenas as almas completamente purificada sejam exibidas no céu; Sua Justiça reclama que sejam pagos os restos de penas pendentes, e por outro lado, proíbe que as almas unidas em caridade com Deus, sejam atiradas ao inferno. Por isso se admite um estado intermediário que purifique e de duração limitada. 
  
 
5.     O Fim do mundo e a Segunda Vinda de Cristo   
No fim do mundo, Cristo, rodeado de majestade, virá de novo para julgar os homens. O Símbolo Niceno-Constantinopolitano, aprovado pelo I Cóncílio de Constantinopla (381), sob São Dâmaso (366-384), declara: 
"...e outra vez deverá vir com glória para julgar aos vivos e aos mortos... " (Dz. 86). 
 
Sagradas Escrituras: 
  
Jesus predisse muitas vezes sua segunda vinda: "porque o Filho do homem há de vir na glória de Seu Pai, com seus anjos, e então cada um pagará segundo sua conduta..." (Mt 16,27). 
 
"Porque quem se envergonhar de Mim e de Minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, também o Filho do Homem dele se envergonhará quando vier na glória de Seu Pai com os Santos Anjos..." (Mc 8,38; Lc. 9,26). 
 
"O Filho do homem há de vir na glória de Seu Pai com Seus anjos, e então julgará a cada um segundo suas obras..." (Mt 24,30; cf. Dn 7,13). 
 
"A finalidade da Segunda vinda será ressuscitar os mortos e dar a cada um o que merece..." (2Ts 1,8). 
 
"Por isso devemos ser encontrados 'irrepreensíveis'..." (1Cor 1,8; 1Ts 3,13). 
 
Sinais precursores da segunda vinda: 
  
1. Pregação do Evangelho por todo o mundo: "Esta Boa Nova do Reino deverá ser proclamada no mundo inteiro, para dar testemunho a todas as nações. E então, virá o fim..." (Mt 21,14). "E é preciso que antes seja proclamada a Boa Nova a todas as nações..." (Mc 13,10). 
 
2. A conversão dos judeus: "Então não quero que ignoreis, irmãos, este mistério, que não ocorra que vos presumais de sábios, o amadurecimento parcial que sobreveio a Israel, perdurará até entre a totalidade dos gentios, e assim todo Israel será salvo, como diz a Escritura: Virá de Sion o Libertador, afastará de Jacó as impiedades. E esta será Minha Aliança com eles quando tenham apagado seus pecados... " (Rm 11,25-27; totalidade moral). 
 
3. A apostasia da fé: "Jesus lhes respondeu: Olhai para que ninguém vos engane, porque virão muitos usurpando Meu nome e dizendo 'Eu sou o Cristo', e enganarão a muitos..." (Mt 24,4; falsos profetas). "Que ninguém os engane de nenhuma maneira. Primeiro deverá vir a apostasia e manifestar-se o homem ímpio, o filho de perdição, o adversário que se eleva sobre tudo o que leva o nome de Deus, ou é objeto de culto, até o extremo de sentar-se ele mesmo no Santuário de Deus e proclamar que ele mesmo é Deus..." (2Ts 2,3; apostasia da fé Cristã). 
 
4. Antes da apostasia, manifestar-se-á o Anticristo: "Antes da apostasia, se manifestará o homem com iniquidade..." (2Ts 2,3; pessoa determinada a ser o instrumento de Satã). 
 
5. Grandes calamidades: enchentes, calamidades ou catástrofes naturais serão o prelúdio da vinda do Senhor: "Imediatamente depois da tribulação daqueles dias, o sol se escurecerá, a lua não dará seu resplendor, as estrelas cairão do céu e as forças dos céus serão sacudidas..." (Mt 24,29, cf. Is 13,10: "Quando as estrelas do céu e a constelação de Orion já não iluminarem, e o sol estiver obscurecido, e não brilhe a luz da lua..."). 
6.     A Ressurreição dos Mortos no Último Dia   
É declarado pelo Símbolo "Quicumque" (chamado também "Atanasiano"). De fato, este símbolo alcançou tanta autoridade na Igreja, ocidental como oriental, que entrou no uso litúrgico e deve ser tida por verdadeira a definição de fé: 
  
"...É pois, a fé certa que cremos e confessamos que ... e à Sua vinda, todos os homens deverão ressuscitar com seus corpos..." (Dz. 40). 
 
Também o Símbolo Apostólico confessa: "creio ... na ressurreição da carne..." 
Sagradas Escrituras: 
  
Jesus contesta aos saduceus: "na ressurreição nem se casarão nem se darão em casamento, pois serão como anjos..." (Mt 22,29). 
 
"E sairão, os que tiveram bons trabalhos, para a ressurreição da vida, e os que trabalharam mal, para a ressurreição do juízo..." (Mt 22,29). 
 
"Aos que crêem em Jesus e comem de Seu corpo e bebem de Seu sangue, Ele lhes promete a ressurreição..." (Jo 6,39). 
 
"Eu sou a ressurreição e a vida..." (Jo 11,25). 
 
A razão iluminada pela fé prova a conveniência da ressurreição: 
  
1. Pela perfeição da Redenção obrada por Cristo. 
 
2. Pela semelhança que tem com Cristo os membros de seu Corpo místico. 
 
3. O Corpo humano Santificado pela Graça, especialmente pela Eucaristia. 
7.     O Juízo Universal   
Cristo, depois de seu retorno, julgará a todos os homens. É o que expressa o Símbolo "Quicumque": 
  
É, pois a fé certa que cremos e confessamos que ... dali haverá de vir a julgar os vivos e os mortos..." 
 
Sagradas Escrituras: 
  
Jesus toma a miúdo como motivo de sua pregação o dia do juízo: "por isso vos digo que no dia do Juízo haverá menos rigor para Tiro e Sidon que para vós..." (Mt 11, 22). 
 
"O Filho do homem há de vir em toda glória de seu Pai, com seus anjos, e então julgará a cada uno segundo sus obras." (Mt 16,27). 
 
"Jesus Cristo foi instituído por Deus como juiz dos vivos e dos mortos." (At 10,42). 
A Infalibilidade:
Na locução de 18 de setembro de 1968, por ocasião da audiência geral de Castelgandolfo, Paulo VI insistia sobre o cuidado em procurar a informação exata e completa. Tal recomendação aplica-se também às definições da Santa Igreja. É indispensável conhecer todo o alcance do ensinamento do Magistério, dentro, porém, sempre do âmbito delimitado pelo mesmo Magistério.
Semelhante cuidado se impõe também quando se trata da infalibilidade pontifícia. - É exato que o Papa é sempre infalível?
O texto do dogma da infalibilidade impõe certas condições. Ei-lo na sua clareza e precisão: "O Romano Pontífice, quando fala ex cathedra, isto é, quando, no desempenho de sua função de Pastor e Doutor de todos os cristãos, define, em virtude de sua suprema autoridade apostólica, que uma doutrina concernente à Fé ou aos Costumes, deve ser aceita por toda a Igreja, goza, graças à assistência divina, a ele prometida na pessoa de São Pedro, daquela infalibilidade da qual quis o Divino Redentor fosse dotada a sua Igreja ao definir uma doutrina sobre a Fé ou os Costumes; assim, tais definições são por si mesmas irreformáveis, e não pelo consentimento da Igreja".
  
Para refletir:   
O estigma da heresia foi sempre e é: o orgulho. A humildade foi sempre e é o baluarte, a defesa mais segura da fé.  Diz Santo Agostinho: "Há diversos caminhos que  conduzem ao conhecimento da verdade, o primeiro é o da humildade;  humildade é o segundo e o terceiro é ainda a humildade. Eu fiquei crente, porque me pus a crer o que não compreendia". Santo Agostinho foi uma das inteligências mais esclarecidas que o mundo possuiu. O orgulho gerou as heresias antigas e novas. As mais antigas, como o arianismo, o nestorianismo, o luteranismo, o calvinismo, o metodismo, e espiritismo, são suas filhas legítimas. As contemporâneas são a macumba, o espiritismo,  o ocultismo, búzios, tarô, horóscopo, tributos a Iemanjá, dentre tantas outras.   Tais seitas procuram, de  forma sistematicamente calculada,  infiltrar suas errôneas idéias junto ao povo católico.  Procuram identificar "deuses africanos", "pais-de-santo", "'ídolos" e "videntes" aos Santos da Igreja, à Bíblia e à Sã Doutrina.  Em investidas não só heréticas, mas blasfematórias,  fazem lavagens em escadarias de igrejas, prevêem o futuro, tentam nos seduzir numa sutil leitura de horóscopo, ou numa "brincadeira"  à beira da praia na entrada do Ano Novo.  O verdadeiro católico, se afasta desse laços perigosos e altamente comprometedores à salvação da alma.   
 Verdade é que quase todas elas, antigas e novas, invocam em seu favor a Bíblia, algumas os Santos, outras a própria doutrina da Igreja, e cuja finalidade é tão somente  semear a desordem. Diante disso, devemos tomar postura firme.  Não somos varas que se deixam agitar pelo vento.  Peçamos ao Divino Espírito Santo a sabedoria necessária para que possamos identificar tais buracos, armadilhas e ciladas. De maneira atraente e sedutora o mundo se vale  de todos os artifícios para nos afastar da Igreja de Cristo.   
Como se justifica a grande quantidade de seitas cristãs, suas divergências na explicação da Bíblia?  O que os hereges não entendem  é que a Bíblia deve ser considerada como um código de verdades havendo uma só autoridade competente, para interpretá-la autenticamente. A explicação  desta autoridade todos devem sujeitar-se  e reconhecê-la como única e verdadeira.  A doutrina pregada pelos hereges hoje, amanhã é rejeitada. Os hereges, com a Bíblia na mão, contestaram já a divindade de Cristo, a eternidade do inferno, a existência e divindade do Espírito Santo, o pecado original, a autenticidade da Bíblia e muitos outros pontos de dogma; é onde chega, quem se afasta da igreja Católica. Só a ela foi dito: "convosco estou todo o tempo, até à consumação dos séculos"(Mt 28,20). Quem ouve a Igreja, ouve a Cristo, e Cristo é a verdade, o caminho e a vida.  
Para saber mais:  
Para saber mais consulte a história da Inquisição (desde a sua criação em 1231 pela bula Excommunicamus - do Papa Gregório IX, até seu restabelecimento em 1542). 
* Consulte também  o Concílio de Trento, que discutiu o corpo das doutrinas católicas baseadas nas críticas dos protestantes.  
* Para entendermos  como reis e imperadores decidiam diretamente  nos setores regionalizados dos membros do clero, inclusive, intervindo na eleição de dignitários da Igreja, fato que foi duramente  combatido pelo grande Papa Gregório VII muito antes da reforma protestante, ou seja, no século XI,  consulte  a questão das Investiduras
 
 
 
Artigo Visto: 1342 - Impresso: 65 - Enviado: 8
 

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