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10/04/2016
SANTOS DO DIA 10 DE ABRIL
SANTA MADALENA DE CANOSSA E BEM AVENTURADO ANTÔNIO NEYROT, BEATO E MÁRTIR.
 
 
 

 

SANTA MADALENA DE CANOSSA

Virgem, Fundadora da Família Canossiana Filhos e Filhas da Caridade.
 
 
 
 
 
     Madalena Gabriela Canossa nasceu no dia 1º de março de 1774 na cidade italiana de Verona, que pertencia à sua nobre e influente família, terceira de seis irmãos. Ela descendia da famosa Matilde da Toscana, Senhora de Canossa. Seu pai faleceu quando tinha cinco anos. Sua mãe abandonou os filhos para se casar novamente. As crianças foram entregues aos cuidados de uma péssima educadora, que ela detesta, e em consequência Madalena adoeceu várias vezes. Deus a guiou por essas etapas dolorosas para ligá-la mais a Ele.
 
 
 
 
     Com 17 anos desejou consagrar sua vida a Deus e por duas vezes fez experiência no Carmelo de Trento e no de Conegliano (Treviso), mas intuiu que não era aquela a sua via. Voltou para a família, guardando secretamente no coração a sua vocação. No Palácio de Canossa aceitou a administração do vasto patrimônio familiar, surpreendendo a todos com seu talento para os negócios. Entretanto, nunca se interessou pelo matrimônio.
     Os tristes acontecimentos do final do século XVIII - políticos, sociais e eclesiais - marcados pelas repercussões da nefanda Revolução Francesa, bem como as alternâncias dos vários imperadores estrangeiros na região italiana, deixavam os rastros na devastação e no sofrimento humano, enchendo a sua cidade de pobres e menores abandonados.
 
 
 
 
     Em 1801, duas adolescentes pobres e abandonadas pediram abrigo em seu palácio. Então ela compreendeu qual era a sua vocação: não “reinaria” no palácio da família, que havia hospedado Napoleão e Alexandre I da Rússia. Ela não só as abrigou como recolheu muitas outras. Pressentiu que este era o caminho que Deus desejava que ela seguisse e descobriu em Cristo Crucificado o ponto central de sua espiritualidade e de sua missão. Abriu o Palácio dos Canossa e fez dele não uma hospedaria, mas uma comunidade de religiosas, mesmo contrariando seus familiares.
     Sete anos depois, superou as últimas resistências de sua família, deixando definitivamente o palácio. Madalena foi para o bairro mais pobre de Verona para concretizar aquela que interiormente reconhece ser a vontade do Senhor: servir aos mais necessitados fundando a Congregação das Filhas da Caridade, para a formação de religiosas educadoras.
     O amor à Cristo Crucificado ardia no coração de Madalena; suas companheiras se tornaram testemunhas do mesmo amor em cinco âmbitos específicos: a escola; a catequese a todas as categorias, privilegiando os distantes; a assistência voltada principalmente aos enfermos dos hospitais; os seminários residenciais para formar jovens professoras de áreas rurais; cursos de exercícios espirituais anuais para as damas da alta nobreza, com o objetivo de incentivá-las espiritualmente e envolvê-las nas várias áreas caritativas.
 
 
 
 
     Madalena escreveu as Regras da Congregação das Filhas da Caridade em 1812, obteve de Pio VII a aprovação inicial pontifícia para sua obra, após a queda de Napoleão, e entre 1819 e 1820 obteve a aprovação eclesiástica nas várias Dioceses onde as Comunidades existiam. Leão XII aprovou a Regra do Instituto com o Breve Si Nobis em 23 de dezembro de 1828.
     Em 1816, o Imperador Habsbourg Francisco I, que reinava sobre o sul Lombardo-Vêneto, visitou Verona com sua terceira filha, Maria Luiza d’Este, que adoeceu e faleceu naquela cidade; seu velório foi feito em uma das salas do Palácio de Canossa. Mas Madalena não aparecia mais com frequência no palácio: ia de Veneza a Milão, e depois a Roma e a Trento, para fundar novas sedes e escolas.
     Depois de várias tentativas malsucedidas, perto do fim de sua vida Madalena conseguiu dar andamento à Congregação masculina, como havia projetado inicialmente. No dia 23 de maio de 1831 abriu em Veneza o primeiro oratório dos Filhos da Caridade para a formação cristã dos jovens e adultos, confiando-o ao sacerdote veneziano Francesco Luzzo, auxiliado por dois leigos de Bergamo: José Carsana e Benedito Belloni.
 
 
     Madalena encerrou sua intensa e fecunda existência terrena numa Sexta-feira da Paixão, dia 10 de abril de 1835, com apenas 61 anos, em Verona, assistida pelas suas Filhas.
     Em 2 de outubro de 1988, João Paulo II proclamou-a Santa, determinando o dia de sua morte para seu culto litúrgico.
     Santa Madalena legou aos seus Filhos da Caridade a grande herança de viver "dispostos pelo divino serviço a ir a qualquer país, até mesmo o mais remoto" (Madalena, Ep. II / I, p. 266). As Filhas da Caridade atravessaram o oceano para o Oriente em 1860, atualmente são cerca 4.000, presentes nos cinco continentes; os Filhos da Caridade são cerca 200 e atuam em diversas cidades da Itália e além-mar. Os filhos de Madalena são chamados de Irmãs e Irmãos Canossianos.
 
 
 
BEATO ANTONIO NEYROT - Mártir
 
 
 
 
 
 
Antônio Neyrot nasceu em Rívoli, no Piemonte. Moço, deixou a terra natal e foi apresentar-se ao convento de São Marcos de Florença, então cedido aos irmãos pregadores de Fiesole, a pedido de Santo Antonino. Neyrot foi o derradeiro a receber o hábito e a professar no priorato de Antonino.
 
 
Inconstante, Antônio, muitas vezes, abandonava-se aos vôos da imaginação. Assim, sentiu desejos de passar à Sicília.
Embora Antonino lhe pedisse que não o fizesse, tendo-o mesmo ameaçado, Antônio conseguiu autorização superior, e partiu. Tempos depois, de volta a Nápoles, foi feito prisioneiro por piratas, a meio caminho. Levado a Túnis com outros passageiros, prisioneiro, lembrou-se das predições de Antonino.
 
De ânimo mais ou menos exaltado, levou o cativeiro com grande impaciência. E a fé, a pouco e pouco, foi-se abatendo, abatendo, até que chegou ao ponto de renegar o Senhor Jesus Cristo, publicamente, e contratar um casamento sacrílego.
 
A Túnis, constantemente, chegavam mercadores vindos da Itália. E, um dia, um deles. Antônio ficou sabendo que Antonino falecera. Foi um choque. E, sabedor dos grandes milagres que ocorriam à tumba do bispo amigo, profundamente abalado, conjurou o bem-aventurado a socorrê-lo.
 
Antonino apareceu-lhe, restituiu-lhe a perdida confiança, e Antônio arrependeu-se das extravagâncias de há pouco. Para melhor reparar o mal, decidiu fazer a abjuração na presença das testemunhas mesmas da sua apostasia.
 
Mudado, todo dado, e com fervor, aos exercícios da piedade, penitente, o bem-aventurado, na presença do rei, com grande coragem, disse-lhe que cria em Jesus Cristo, e que detestava imensamente o crime que cometera. Convidando-o, brandamente, a voltar a Maomé, o rei viu, com surpresa, que a determinação do antigo cativo era inabalável. Preso, Antônio, edificando os demais prisioneiros, tomava para si um único pedaço de pão e distribuía o resto entre os companheiros.
 
Dias mais tarde, levado à presença do juiz, este, inutilmente, tentou fazê-lo apostatar. Condenou-o então, à morte: teria os membros partidos e o corpo amassado.
 
Levado, sem tardança, ao lugar do suplício, Antônio, ali, pediu aos carrascos, tirando o hábito, que tornara a envergar desde o aparecimento de Antonino:
 
- Guardai este hábito. Se vós o preservardes de toda a mancha, os cristãos vos recompensarão.
 
Em seguida, pedindo uns momentos para a última oração, ajoelhou-se e dirigiu-se a Deus, ardorosamente. Como demorasse, a populaça, enraivecida e impaciente, lapidou-o. E, acendendo imensa fogueira, procuraram queimar-lhe o corpo, mas as chamas sobre ele não tiveram qualquer efeito.
 
Atirado, então, a uma fossa cheia de imundícias, ali o deixaram. Os mercadores genoveses que com Antônio se davam, recolheram-no, lavaram respeitosamente e o enviaram para Gênova, para, naquela cidade, ser enterrado, o que se deu a 10 de abril de 1460.
 
Inúmeros milagres foram, naquela oportunidade, operador pelo Senhor, que assim manifestava a glória do bem-aventurado servidor.
 
Amadeu IX, duque da Sabóia, transferiu-lhe o corpo para Rívoli. Clemente XIII aprovou-lhe o culto em 1766.
 
(Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume VI, p. 235 à 237).
 
Outros Santos, Beatos e Bem Anenturados do dia 10 de abril.
 
Bademo (abade), Mártires trucidados sob os dinamarqueses, Macário de Gand, Fulberto de Chartres (bispo), Paterno de Abdinghof, Marcos Fantucci (beato), Miguel dos Santos, Ezequiel, Pompeu, James Oldo (bem aventurado, confessor franciscano da 3ª ordem).

 

 
 
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