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22/10/2016
São João Paulo II
Guardião do Movimento Salvai Almas
 
 
 

22 de outubro – Santo do Dia - A Igreja comemora São João Paulo II

(1920-2005).

Karol Wojtyła nasceu a 18 de maio de 1920 em Wadowice, na Polônia meridional, onde viveu até 1938, quando se inscreveu na faculdade de filosofia da Universidade Jagelónica e se transferiu para Cracóvia. No outono de 1940 trabalhou como operário nas minas de pedra e depois numa fábrica química. Em outubro de 1942 entrou no seminário clandestino de Cracóvia e a 1 de novembro de 1946 foi ordenado sacerdote.

 

A 4 de julho de 1958, Pio XII nomeou-o bispo auxiliar de Cracóvia. Recebeu a ordenação episcopal a 28 de setembro seguinte. Como lema episcopal escolheu a expressão mariana Totus Tuus de são Luís Maria Grignion de Montfort.

 

Primeiro como auxiliar e depois, a partir de 13 de janeiro de 1964, como arcebispo de Cracóvia, participou em todas as sessões do concílio Vaticano II. A 26 de Junho de 1967 foi nomeado cardeal por Paulo VI.

 

Em 1978 participou no conclave convocado depois da morte de Montini e no sucessivo após o inesperado falecimento de Luciani. Na tarde de 16 de outubro, depois de oito escrutínios, foi eleito Papa. Primeiro Pontífice eslavo da história e primeiro não italiano depois de quase meio milénio, desde o tempo de Adriano VI (1522-1523).

 

Personalidade poliédrica e carismática, afirmou-se imediatamente pela grande capacidade comunicativa e pelo estilo pastoral fora dos esquemas. A têmpera e o vigor de uma idade relativamente jovem permitiu que empreendesse uma atividade intensíssima, ritmada sobretudo pelo multiplicar-se das visitas e das viagens: no total foram 104 internacionais e 146 na Itália, com 129 países visitados nos cinco continentes.

 

Desde o início trabalhou para dar voz à chamada Igreja do silêncio. A insistência sobre os temas dos direitos do homem e da liberdade religiosa tornou-se assim uma constante do seu magistério. Tanto que hoje é largamente reconhecido o contributo relevante da sua ação para as vicissitudes que determinaram a queda do muro de Berlim em 1989 e o sucessivo colapso dos regimes filo-soviéticos. Neste contexto provavelmente insere-se o gravíssimo episódio do atentado do qual foi vítima a 13 de Maio de 1981 por obra do turco Ali Agca.

 

Ao lado da polémica anticomunista, desenvolveu-se também uma leitura crítica do capitalismo, submetido a uma análise crítica em três das suas 14 encíclicas: a Laborem Exercens (1981), a Sollicitudo Rei Socialis (1987) e a Centesimus Annus (1991). Também foi assídua a sua atividade a favor da paz, que se entrelaça com a busca do diálogo com as grandes religiões, em particular com o judaísmo e com o islã  e com o novo impulso impresso no caminho ecuménico.

 

Em 1983 promulgou o novo Codex Iuris Canonici e depois providenciou à reforma da Cúria romana com a constituição apostólica Pastor Bonus de 1988. Favoreceu também a dimensão da colegialidade episcopal no governo da Igreja, sobretudo através da convocação de quinze sínodos dos bispos. Entre os números de um pontificado bastante longo — em segundo lugar por duração só ao de Pio IX (1846-1878) — podem ser mencionadas também as frequentes cerimónias de beatificação e canonização, durante as quais foram proclamados 1.338 beatos e 482 santos.

 

Com o passar dos anos a atenção do Pontífice focalizou-se sobretudo na celebração do grande jubileu do ano 2000. O evento assumiu um significado altamente simbólico no âmbito da sua missão pastoral e teve uma forte importância penitencial, expressa de modo emblemático no dia do perdão (12 de março).

 

O encerramento do jubileu abriu a fase conclusiva do pontificado, marcada sobretudo pelo progressivo agravamento das condições de saúde do Papa, que depois de uma longa e angustiante agonia morreu na noite de 2 de abril de 2005.

 

Após 26 dias do seu falecimento, Bento XVI concedeu a dispensa dos cinco anos de expectativa prescritos permitindo o início da causa de canonização. E o mesmo Papa o proclamou beato a 1 de maio de 2011.

Publicado no L'Osservatore Romano, ed. em português, n. 18 de 3 de maio de 2014.

 

O pontificado de João Paulo II foi o 3º mais longo da história. Ao longo dos anos em que esteve à frente da Igreja Católica, de 1978 a 2005, ele fez inúmeras viagens, se encontrou com muitas pessoas. O Papa Francisco, recentemente, o definiu como “um grande missionário. O novo São Paulo”.

Os 27 anos de pontificado de João Paulo II

  • visitou 317 das 333 paróquias romanas
  • publicou: 14 Encíclicas, 15 Exortações apostólicas, 11 Constituições apostólicas e 45 Cartas apostólicas
  • publicou cinco livros: “Cruzando o limiar da esperança” (1994); “Dom e mistério: no quinquagésimo aniversário de minha ordenação sacerdotal” (1996); “Tríptico romano – Meditações”, livro de poesias (2003); “Levantai-vos! Vamos!” (2004) e “Memória e identidade” (fevereiro de 2005)
  • proclamou 1338 beatos e canonizou 482 santos
  • nomeou 231 Cardeais
  • presidiu 15 assembleias do Sínodo dos Bispos
  • teve 738 audiências ou encontros com chefes de Estado e 246 audiências e encontros com primeiros-ministros

 

Os milagres que levaram João Paulo II à canonização

 

O Postulador da Causa de Canonização de João Paulo II, Monsenhor Slawomir Oder conta que conheceu pessoalmente as duas pessoas que foram curadas através da intercessão de João Paulo II. “São  duas experiências fortes e comoventes tanto do ponto de vista  humano quanto espiritual. Ao encontrar estas pessoas eu verdadeiramente tinha diante dos olhos a concreta manifestação do amor e da glória de Deus, por intercessão do nosso amado João Paulo II”, descreve o Monsenhor”.

Cura de Parkinson

 

A irmã Marie Simon Pierre, religiosa francesa, se recuperou de forma inexplicável do Mal de Parkinson.  Ela atribuiu a cura ao Papa João Paulo II: “foi obra de Deus, graças à intercessão dele”, afirmou. A religiosa pertence à congregação das Irmãzinhas das Maternidades Católicas, sofreu quatro anos com a doença que desapareceu dois meses depois da morte do Papa. Irmã Marie conta que em junho de 2005, sua superiora pediu a ela que escrevesse num pedaço de papel o nome de João Paulo II. Com dificuldade, devido a doença, ela escreveu de forma ilegível. Horas depois, quando a religiosa foi para o quarto dormir, sentiu vontade de tentar escrever novamente. Para a sua surpresa, conseguiu escrever perfeitamente, sem dificuldade: “minha mão deslizava sobre a folha de papel controlando a caneta, sendo que antes não conseguia escrever nenhuma linha ou pegar a caneta”, contou a religiosa. Horas depois, ela despertou no meio da noite e percebeu que não sentia dor alguma. Parou com a medicação e foi examinada por um neurologista que “constatou com surpresa que todos os sinais da doença haviam desaparecido”, relata irmã Marie. “Desde então, não sigo nenhum tratamento. Minha vida mudou totalmente. Não posso dizer o que senti realmente. Foi muito forte, grande demais para explicar em palavras. Estava doente e me curei. Foi como nascer de novo”, concluiu.

Cura de aneurisma

 

Floribeth Mora Díaz, da Costa Rica, sofria com um aneurisma. Em estado terminal, permanecia deitada numa cama, mal se mexia. Logo que recebeu o diagnóstico da doença, ela estava acompanhando pela TV a cerimônia de beatificação de João Paulo II quando pediu a ele que intercedesse a Deus por sua saúde. Naquela mesma noite ela conta ter ouvido uma voz que lhe dizia: “levante-se, não tenha medo”. “Não me levantei de uma vez, mas comecei a sentir paz, a minha agonia desapareceu e o processo de cura do meu corpo ocorreu paulatinamente” ela conta. Semanas depois o seu médico, sem entender o que havia acontecido, afirmava que os exames mostravam nem mesmo um mínimo sinal do aneurisma, o que ele considerou como um caso “inexplicável”.

 


ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE O PAPA.

 

 

 

 

1 - Antes de ser ordenado padre, Karol foi ator de teatro e jogador de futebol. Também trabalho numa indústria química e numa mina. Apaixonado por teatro, mesmo quando não participava de algumas peças, fazia questão de acompanhar os ensaios. Em uma ocasião, quando um dos atores desistiu de uma apresentação em cima da hora, o jovem Karol se ofereceu para substituí-lo, afinal já sabia todas as falas. Assim, salvou um grupo inteiro do fiasco que a apresentação poderia ter sido.

 

2 - Praticou durante muito tempo montanhismo, remo e esqui. O esqui era o seu esporte predileto e continuou praticando o esporte até quando já tinha 73 anos de idade.

 

 3 - Ao escolher o nome de João Paulo II, o novo papa Karol Wojtyla foi o primeiro papa a escolher o mesmo nome de seus dois antecessores: Paulo VI e João João Paulo I. Karol foi eleito papa depois de um dos mais rápidos papados da história da Igreja Católica Apostólica Romana. Seu antecessor, João Paulo I, ocupou o trono de São Pedro por somente um mês. Seu pontificado durou 27 anos, sendo um dos mais longos da história. Consta que os únicos papas que tiveram pontificado mais duradouro foram Pio IX (31 anos) e São Pedro (34 anos).

 

 

4 - João Paulo II foi o primeiro papa a rezar em uma mesquita.

 

5 - Além do polonês e italiano, João Paulo II sabia falar fluentemente inglês, espanhol, francês, português, alemão, russo, ucraniano, grego e latim. Chegou a fazer pronunciamentos em quase 90 línguas.

 

6 - João Paulo II foi um dos líderes que mais viajou na história, visitando cerca de 130 países e mais de mil cidades. Contados os dias, foi como se tivesse ficado fora do Vaticano durante dois anos e três meses. Estima-se que ele tenha percorrido mais de 1,2 milhão de km ao longo dos anos. É basicamente o mesmo que ir e voltar da Lua três vezes!

 

 

7 - Escreveu 14 encíclicas, 15 exortações apostólicas, 11 constituições apostólicas, 46 cartas apostólicas. Se tudo o que foi escrito por Karol fosse reunido em volumes, existiria o equivalente a 20 bíblias. Durante seu pontificado, escreveu em média 3 mil páginas por ano.

 

8 - Beatificou 1.340 pessoas e canonizou mais de 450 santos, uma quantidade maior que todos os seus predecessores nos cinco séculos passados. Uma vez, durante uma entrevista, João Paulo II falou sobre o dia mais feliz da sua vida: foi quando canonizou a irmã Faustina como a primeira santa do novo milênio.

 

9 - Se encontrou com 17,5 milhões de pessoas em 1.164 audiências semanais. Durante o seu papado, mais de mil chefes de Estado e de Governo passaram pelo Vaticano. Foi a pessoa mais vista da história da humanidade – estima-se que pelo menos 500 milhões de pessoas já tenham visto João Paulo II de pertinho.

 

 

10 - Ao todo, João Paulo II realizou quatro visitas ao Brasil. A primeira visita ocorreu em 1980 quando participou do Congresso Eucarístico Nacional, beatificou José de Anchieta e esteve em Aparecida para consagrar solenemente o Santuário Nacional. Em 1991 na segunda visita João Paulo II foi a Salvador visitar Irmã Dulce e também beatificou Madre Paulina. Na sua terceira passagem pelo Brasil em 1997, a visita realizou-se por ocasião do II Encontro Mundial com as Famílias, realizado na cidade do Rio de Janeiro.

 

11 - A beatificação de João Paulo II foi um evento sem precedentes, uma vez que nos últimos mil anos da história da Igreja Católica nenhum papa beatificou seu antecessor.

 

A beatificação de João Paulo II ocorreu no Vaticano em maio de 2011 numa cerimônia comandada por Bento XVI diante de uma multidão de um milhão de pessoas, poloneses na maioria.

Um dado curioso sobre a beatificação: foi a primeira cerimônia do tipo na história transmitida ao vivo pelo YouTube.

 

O escritor católico Jason Evert, autor do livro “São João Paulo II ‘O Grande’. Seus cinco amores”, revelou que “ao dialogar com um sacerdote próximo a São João Paulo II, ficou surpreendido pela frequência das visitas do Santo polonês ao Santíssimo.

Evert é um conferencista famoso porque promove, junto à sua esposa Crystalina, a vivencia da castidade entre os jovens católicos.

Jason Evert recordou: “Perguntei a um sacerdote que era amigo de São João Paulo II, quantas vezes ele visitava diariamente a Eucaristia? ”

O sacerdote, recordou o jovem escritor, declarou: “O santo adorava o Santíssimo Sacramento cerca de 20 vezes por dia”.

Na opinião de Evert, isto deixa claro que “a fonte da santidade de todos os santos foi sempre a mesma: Cristo”.

«Karol Wojtyla me salvo a vida em 1945»

 

      

Uma judia israelense revela como foi socorrida pelo Papa no final do Holocausto nazista.

«Lembro-me perfeitamente. Encontrava-me ali, era uma menina de treze anos, sozinha, doente, fraca.

Tinha passado três anos em um campo de concentração alemão, a ponto de morrer.

E Karol Wojtyla salvou minha vida, como um anjo, como um sonho vindo do céu: deu-me de beber e de comer e depois carregou-me em suas costas uns quatro quilômetros, na neve, antes de tomar o trem para a salvação».

 

Edith Zirer narra o episódio como se tivesse acontecido ontem. Era uma fria manhã no início de fevereiro de 1945. A pequena judia, que ainda não era consciente de ser o único membro de sua família que sobreviveu a massacre nazista, deixou-se levar nos braços de um sacerdote de 25 anos, alto, forte, que sem lhe pedir nada, simplesmente lhe deu um raio de esperança.

 

Hoje aquele sacerdote, conta ela, é o bispo de Roma. Edith quereria agradecer finalmente aquele gesto. «Só um pequeno obrigado em polonês por aquilo que fez, pela maneira em que o fez, para lhe dizer que nunca me esqueci dele», diz em sua bela casa localizada nas colinas do Carmelo, na periferia de Haifa.

Edith tem 66 anos e dois filhos. Reconstruiu sua vida em Israel, onde chegou em 1951, quando ainda padecia as marcas da tuberculose e os fantasmas da guerra alteravam seus sonhos.

Durante todo este tempo guardou esta história. Quando em 1978, Karol Wojtyla subiu à cátedra de Pedro, começou a sentir a necessidade de falar, de contar a alguém, de mostrar seu agradecimento. A pergunta surge imediatamente: mas, como pode estar segura de que aquele sacerdote é o Papa? por que esperou tanto?. Estas perguntas também foram feitas pelos jornalistas de «Kolbo», o semanário de Haifa que hoje publica um artigo sobre este assunto. «O relato é convincente. Não se trata de fazer publicidade, todos os detalhes que oferece parecem críveis», dizem os redatores. Tão convincentes que a embaixada israelense na Santa Sé já está se mobilizando para tratar de pôr em contato à senhora Zirer com a secretaria do Papa.

A narração fala por si mesmo. «Em 28 de janeiro de 1945 os soldados russos libertaram o campo de concentração de Hassak, onde tinha estado presa durante quase três anos trabalhando em uma fábrica de munições --explica Edith, que então tinha treze anos--. Sentia-me confusa, estava debilitada por causa da doença. Dois dias depois, cheguei a uma pequena estação ferroviária entre Czestochowa e Cracóvia». Precisamente em Cracóvia, Wojtyla acabava de ser ordenado sacerdote. «Estava convencida de chegar ao final de minha viagem. Cai por terra, no canto de uma grande sala onde se reuniam dezenas de prófugos que em sua maioria ainda vestiam os uniformes com os números dos campos de concentração. Então Wojtyla me viu. Veio com uma grande xícara de chá, a primeira bebida quente que tinha podido provar nas últimas semanas. Depois me trouxe um sanduíche de queijo, feito com pão preto polonês, divino. Mas eu não queria comer, estava muito cansada. Ele me obrigou. Depois me disse que tinha que caminhar para pegar o trem. Tentei, mas caí no chão. Então, tomou-me em seus braços, e me carregou durante muito tempo. Enquanto isso a neve continuava caindo. Lembro sua jaqueta marrom, a voz tranquila que me revelou a morte de seus pais, de seu irmão, a solidão em que se encontrava, e a necessidade de não deixar-se levar pela dor e de combater para viver. Seu nome se gravou indelevelmente em minha memória».

 

Quando finalmente chegaram até o comboio destinado a levar os presos para o Ocidente, Edith se encontrou com uma família judia que lhe pôs em guarda: «Atenta, os padres tratam de converter às crianças judias». Ela teve medo e se escondeu. «Só depois compreendi que a única coisa que queria era me ajudar. E queria dizer-lhe pessoalmente».

 

 

...Edith Zirer, casada hoje e com 2 filhos, que vive em Haifa, em uma colina do Monte Carmelo, quis estar com o Papa (59 anos depois do ocorrido) em sua histórica viagem à Terra Santa para lhe agradecer pessoalmente justamente no Memorial do Holocausto Yad Vashem. Foi um dia inesquecível para ela e para toda a população judaica, assim como uma lição universal de humanidade..."

 

Sobre o Escudo Pontifício do Papa João Paulo II.

 

 

 

Outro sinal do amor filial do Papa à Santa Maria é o escudo pontifício: sobre um fundo azul, uma cruz amarela, e debaixo do madeiro horizontal direito, uma "M", igualmente amarela, representando a Mãe que estava "ao pé da cruz", onde - segundo São Paulo- em Cristo estava Deus reconciliando ao mundo consigo. Na sua surpreendente simplicidade, o escudo dele é, pois, uma clara expressão da importância que o Papa reconhece em Santa Maria como eminente cooperadora na obra da reconciliação realizada pelo Filho dela.

 

O escudo do Papa se alça diante de todos como uma incessante e silenciosa profissão de um amor terno e filial à Mãe do Senhor Jesus, e do mesmo modo, é um constante convite a todos os filhos da Igreja para que reconheçamos o papel dela de cooperadora na obra da reconciliação, assim como sua dinâmica função materna para com cada um de nós. De fato, "entregando-se filialmente a Maria, o cristão, como o apóstolo João, "acolhe entre seus próprios bens" a Mãe de Cristo e a introduz na sua vida interior, isso é, em seu "eu" humano e cristão: "A acolheu na sua própria casa". Assim o cristão, busca entrar no raio de ação daquela "caridade maternal", com a que a Mãe do Redentor "cuida dos irmãos do Filho dela", "e a cuja geração e educação coopera" segundo a medida do Dom, própria de cada qual pela virtude do Espírito de Cristo. Assim se manifesta também aquela maternidade conforme o espírito, que chegou a ser a função de Maria ao pé da Cruz e no Cenáculo".

 

O aprofundamento da teologia e da devoção mariana em fiel continuidade com a ininterrupta tradição católica, é uma manifestação muito especial da pessoa e do pontificado do Santo Padre.

 

 

As mãos maternais de Nossa Senhora de Fátima e o trabalho de São João Paulo II mudaram a história do mundo.

 

No dia 13 de maio de 1980, o Papa São João Paulo II foi baleado na Praça de São Pedro, pelo turco Ali Agca, a mandado da KGB, polícia secreta russa, segundo o inquérito da polícia italiana: “Esta Comissão acredita, indubitavelmente, que a liderança da União Soviética tomou a decisão de eliminar o papa João Paulo II”, diz o Relatório.

 

No mesmo dia, do ano seguinte, o Papa foi a Fátima e levou a bala que o tinha atingido para ser colocada na coroa de Nossa Senhora de Fátima, como agradecimento por Ela lhe ter salvado a sua vida.

 

O atentado ao Papa foi a “queima roupa”, uma das balas atingiu o seu abdome, e por milagre de Nossa Senhora ele não morreu. Ele disse depois que “uma mão puxou o gatilho, mas outra Mão dirigiu a bala”, de modo que esta não o matasse. O Papa se referia à proteção que Nossa Senhora de Fátima lhe dera.

 

Essa bala foi colocada na Coroa de Nossa Senhora, que as mulheres portuguesas mandaram confeccionar para agradecer a Virgem de Fátima por ter livrado Portugal de participar da Segunda Guerra Mundial, e não ver seus filhos morrerem em campos de batalhas.

 

Quando os especialistas foram colocar a bala na Coroa da Virgem, não sabiam onde iriam encaixá-la sem comprometer a bela arte; mas eis que notaram que havia um orifício bem na frente da Coroa; e não sabiam por que o deixaram ali. Então os especialistas ali colocaram a bala que se ajustou perfeitamente no orifício; uma enorme surpresa. Quem poderia ter deixado ali aquele orifício?

 

O Papa foi eleito em 16 de Outubro de 1978, no auge do comunismo ateu e materialista que ele tanto condenou e trabalhou para extingui-lo. Consagrou seu pontificado a Nossa Senhora; no seu brasão colocou a frase: “Totus tuus”.

 

Juan Lara, vaticanista, disse que João Paulo II passaria para a história como o Pontífice que contribuiu decisivamente para a queda do comunismo, que nele viveu durante mais de três décadas. Fortemente ligado à Polônia, impulsionado pelo sindicato livre “Solidariedade”, e com o forte apoio da Igreja começou o trabalho de libertação do seu povo do jugo comunista.

 

O golpe definitivo viria em janeiro de 1989, quando Solidariedade foi legalizado definitivamente e, em agosto desse mesmo ano, quando o católico Tadeusz Mazowiecki, que foi assessor do sindicato, chegou ao poder, derrotando os comunistas.

 

A Polônia foi a primeira ficha do “efeito dominó”. Sua queda arrastou a Hungria, que abriu suas fronteiras e seus cidadãos fugiram para a Áustria; depois a Alemanha Oriental, cujos cidadãos também fugiram propiciando em 9 de novembro de 1989, a queda do Muro de Berlim.

 

 

Em 1º de dezembro de 1989, o Premiê russo Mikhail Gorbachov cruzou a praça de São Pedro do Vaticano para o encontro histórico com o Papa. Depois caíram os regimes da Bulgária, Tchecoslováquia, Romênia e já em agosto de 1991, o da URSS.

 

Foi um fato impressionante a queda retumbante do comunismo no Leste Europeu em 1989, sem derramamento de sangue, como queria João Paulo II. De fato, isso não pode ser explicado sem considerarmos a ação de Deus e de Nossa Senhora através do Papa. Nas aparições de Fátima, em 1917 a Virgem tinha prometido que se a Rússia fosse consagrada a Seu Coração, seu Coração triunfaria no país comunista. E isto aconteceu. Ela tinha dito às crianças que haveria uma Segunda Guerra e que a Rússia espalharia seus terríveis erros (o comunismo) por muitos países, como de fato ocorreu.

 

O mundo vivia a “guerra fria” entre a União Soviética e os países ocidentais. O medo imperava com a possibilidade real de uma Terceira Guerra mundial, e nuclear, que pulverizaria o planeta. De repente, o bloco comunista se dissolve como um castelo de areia, da noite para o dia. Como explicar isso?

 

João Paulo II viveu e sofreu sob este terrível regime na Polônia; cabendo a ele, por vontade de Deus, ser o principal artífice de sua queda, depois de ter por mais de 70 anos escravizado muitas nações da Europa e as ter confinado sob o chamado Muro de Berlim ou “Muro da Vergonha”. Milhões de pessoas foram vítimas deste terrível flagelo. O “Livro negro do comunismo” (Stephan Courtois, Ed. Bertrand Roussel, 2005) fala em cem milhões de mortos na Rússia, China, Hungria, Tchecoslováquia, Iugoslávia, Romênia, Bulgária, Polônia, Cuba, Vietnam, Laos, Cambodja, etc. Milhões viveram sob este pesadelo. Lamentavelmente ainda vivem sob este cativeiro a ilha de Cuba, a Coréia do Norte e a China.

 

O jornalista Bernard Lecomte, especializado em assuntos da União Soviética e dos países do Leste Europeu, depois de investigar os arquivos do Leste europeu e de Paris, escreveu, em 1991, um livro sobre a história da queda do comunismo, mostrando ao mundo que foi fundamental a ação do Papa João Paulo II para que isto acontecesse.

 

Quando o comunismo caiu, os autores Bernstein e Politi escreveram que: “boa parte do mundo passou a saudar Wojtyla como o vencedor de uma guerra que começara em 1978” .

 

Quando da revelação do Terceiro Segredo de Fátima, o Cardeal Ratzinger, disse que: “Com relação ao “Bispo vestido de branco” (o Papa) que é ferido de morte e cai por terra, a Irmã Lúcia concordou plenamente com a afirmação do Papa João Paulo II: “Foi uma mão materna que guiou a trajetória da bala e o Santo Padre deteve-se no limiar da morte” (Meditação com os Bispos italianos na Policlínica Gemelli, 13 de maio de 1994).”

 

O Cardeal fez questão de recordar o que a Irmã Lúcia disse ao Papa em 12 de maio de 1982, um ano após o atentado que ele sofreu: “A terceira parte do segredo se refere às palavras de Nossa Senhora: “Senão [a Rússia] espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas”.

 

Pelas mãos maternas de Nossa Senhora de Fátima, e o trabalho de São João Paulo II, o Leste Europeu ficou livre do comunismo ateu, materialista e sanguinário. Demos graças a Deus! Mudou a história do mundo.

 

12 pensamentos do Papa João Paulo II

 

1. “Sem Jesus Cristo o homem permanece para si mesmo um desconhecido, um enigma indecifrável, um mistério insondável; pois só Jesus Cristo revela o homem ao próprio homem”.

 

2. “O homem de hoje parece estar sempre ameaçado por aquilo mesmo que produz com o trabalho de suas mãos e da sua inteligência, e das tendências da sua vontade”.

 

3. “Um jovem cristão deixa de ser jovem, e há muito não é cristão, quando deixa-se enganar pelo princípio fácil e cômodo, de que, o fim justifica os meios”.

 

4. “Os pobres em espírito são aqueles que são mais abertos à Deus e às “maravilhas de Deus”.

 

5. “O homem não pode viver sem o amor. Ele permanece para si mesmo um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se o não experimenta e se não o torna algo seu próprio”.

 

6. “No mistério da Redenção o homem é novamente ‘reproduzido’ e, de algum modo, é novamente criado”.

 

7. “A Igreja existe para levar os seus filhos a serem santos”.

 

8. “A santidade é a força mais poderosa para levar Cristo ao coração dos homens”.

 

9. “O sentido essencial desta ‘realeza’ e deste ‘domínio’ do homem sobre o mundo visível, que lhe foi confiado pelo próprio Criador, consiste na prioridade da ética sobre a técnica, no primado da pessoa sobre as coisas e na superioridade do espírito sobre a matéria”.

 

10. “A fé e a razão constituem como que duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade”.

 

11. O século XX ficará considerado uma época de ataques maciços contra a vida, uma série infindável de guerras e um massacre permanente de vidas humanas inocentes. Os falsos profetas e os falsos mestres conheceram o maior sucesso possível”.

 

12. “Uma vez que se privou o homem da verdade, é pura ilusão pretender torná-lo livre”.

 
 
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