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23/09/2012
A Vinda de Filomena e a Vinda do Rei
 
 
 

Alair Pereira do Lago1
11 de julho de 2008


Caros Amigos,

Gostaria de relatar-lhes um fato extraordinário, que diz respeito a nossa filha Filomena.

Não sei se vocês sabem mas depois que nosso filho Ricardo nasceu em 2002 depois de uma infertilidade de mais de dez anos, desejávamos ter outro filho, mas a gravidez não surgia. A um certo momento, em outubro de 2004 para ser exato, minha esposa Mônica pôs-se a pedir a intercessão de santa Filomena rezando algumas orações que nos haviam sido ensinadas. Faz parte do devocionário de santa Filomena, um sacramental criado por São João Maria Vianney e aprovado pela Igreja, um cordão que muitas vezes é usado amarrado na cintura como uma pequena penitência. Conforme quem nos ensinou a devoção nos disse, usando-se o cordão na cintura ou não, com freqüência também ocorre de que aparece um nó no cordão como sinal de que Deus decidiu atender o pedido feito através também da intercessão de santa Filomena. A Mônica começou a rezar em outubro de 2004 pedindo por uma gravidez e colocou um cordão numa gaveta, o nó apareceu em dezembro e a gravidez em janeiro. Ninguém em casa deu este nó.

Antes desejávamos por o nome de Teresa, por devoção a várias Teresas que foram santas. A um certo ponto, contando a história e mostrando o cordão a um amigo, Alexandre, ele levantou a hipótese de chamá-la Filomena, o que correspondia a um desejo que também vinha surgindo em mim. Não era um nome comum, e soava antigo, mas facilitaria a própria Filomena a lembrar-se do quanto era amada desde sua concepção. Ficamos divididos a este respeito e a dúvida permaneceu até as vésperas do nascimento. Pedíamos por um discernimento a este respeito e este discernimento veio quando um segundo nó apareceu no mesmo cordão da Mônica - desta vez pedindo uma gravidez para uma amiga nossa - e a gravidez se confirmou na concepção do Gabriel. O cordão está guardado e os nós permanecem, como pode ser visto na foto da Figura 1.

Somos agradecidos a Deus, a santa Filomena e a quem nos comunicou a devoção à santa por nos ter dado ou possibilitado alguém como a Filomena por filha. Não poderia ser diferente. Um dia apareceu um nó no cordão de meu filho Ricardo, e sua intenção era tão simples quanto a de agradecer pela Filomena. Esta carta foi escrita em agradecimento, como também para fundar a execução de uma tarefa mais árdua a ser explicitada a frente, muito mais que por uma curiosidade a respeito de um pequeno milagre.

De fato, nossa história com santa Filomena começou quando em janeiro de 2004 estávamos a Mônica, sua irmã, meu concunhado e eu conversando sobre as dificuldades deles em engravidar. Esta conversa se deu também na presença de um terceiro casal amigo, Cláudio Heckert e Norma Heckert, que eram devotos de santa Filomena. Eles tinham aprendido esta devoção com o padre Afonso Rodrigues, da Igreja de são Gonçalo (na praça João Mendes) em São Paulo, e foram eles que nos ensinaram a devoção. Àquele dia, ocorreu que o Cláudio recomendou a meu cunhado que usasse o óleo de Santa Filomena (outro sacramental) por um mês e deu-lhe, como também a nós, o óleo e o cordão. Eu e a Mônica ficamos contentes com isto e de fato esperançosos. Esperávamos que isto pudesse servir a um redirecionamento bom de suas vidas. Contudo, diante da proposta, meu cunhado se fechou e devolveu tudo a nós no dia seguinte. A Mônica tinha lá os seus poréns em relação à devoção, mas eu decidi seguir eu mesmo a recomendação no lugar dele. Mais que um filho, eu pedia pelo destino deles.

Convém que eu confesse que também a mim era estranho o uso destes sacramentais, talvez até pela ignorância católica em relação aos dons que Deus conferiu à Igreja através dos séculos, e de uma cultura já bastante avessa ao que vem da tradição da Igreja, cultura esta da qual somos todos filhos. De toda maneira, tomei umas gotinhas do óleo e comecei a usar o cordão por baixo da roupa, até porque me sentia mais confortável em usar o cordão que em usar o óleo. Fato é que depois de um tempo, apareceu um nó, o primeiro, num momento em que não estava vestindo o cordão. Fiz também outros pedidos para várias outras pessoas, e mais nós, em diversos cordões. Estes pedidos eram de difícil verificação do atendimento do pedido, mas os nós eram concretos. Houve dúvidas levantadas pela Mônica se não poderia ter sido o Ricardo a fazer os nós (ele sequer falava e viria dar nó no cadarço do sapato somente alguns anos mais tarde). Foram se tornando vários os nós (foram mais de dez) e casos em que o Ricardo não teria tido acesso ao cordão foram eliminando as últimas dúvidas. A mim estes nós foram dando confiança, e à Mônica, esperança em relação à devoção.



Figura 1: Os dois nós numa ponta e os três na outra existiam já desde a confecção do cordão. Os três nós comentados apareceram espontaneamente, prenunciando a concepção da FILOMENA, a concepção do GABRIEL e o fim do Silêncio após minha COMUNICAÇÃO a respeito da concepção da Filomena ser completa.

Um dia uma amiga nossa, também ela sofrendo de infertilidade, sabendo pela Mônica dos nós que vinham surgindo, pediu a ela que pedisse a santa Filomena uma intercessão a favor de sua gravidez. Assim foi até que apareceu um nó meio frouxo no cordão da Mônica - os meus eram apertadinhos - e ela julgou que não fosse resposta de santa Filomena mas talvez um deslize ao manipular o cordão na gaveta, desatando o nó. Naquela noite nossa amiga ligou para dizer que estava grávida, da Maria Fernanda. O nó mais frouxo que os meus havia sido desfeito, mas a confiança necessária a um pedido pela gravidez da Filomena estava aberta.

Depois dos nós da Filomena e do Gabriel no cordão da Mônica, e depois do nascimento da Filomena, continuei a fazer meus pedidos, mas passei a experimentar uma espécie de silêncio do Céu no sentido de que não via mais nós. Já depois de um tempo de silêncio, veio um nó no cordão que eu havia dado ao Ricardo, e a intenção pura que partia de seu coração tão simples era apenas a de agradecer. Se para mim era evidente que os nós não me eram mais necessários, também me era evidente que eu poderia saber ser mais grato. Se veio a gratidão a Deus e a Santa Filomena, veio também com o tempo a convicção de que era correta a minha percepção de que aqueles nós todos faziam parte de uma pedagogia do Céu, que visavam me ensinar a comunicar aquilo que o Céu mesmo desejava comunicar aos homens através da boca de um simples aposentado, de Cláudio Heckert. Para mim sempre foi mais fácil explicar a história dos nós, a história de santa Filomena, que explicar ao interlocutor que isto me foi dado conhecer através de um homem que afirma conversar com Jesus, como também com sua mãe Maria. Havia de minha parte uma certa tibiez, talvez até uma certa ingratidão, certamente a comunicação acabava sendo por mim abortada pela metade. Que o Ressuscitado tenha aparecido a Maria Madalena no domingo da ressurreição ou aos apóstolos como lemos nos Evangelhos, é mais fácil aceitar. Que isto persista ainda hoje é mais difícil de ser aceito, e também de ser relatado.

Em dezembro de 2007, estando a trabalho em Lyon e conversando com uma amiga na Universidade, Cintia, a conversa correu de tal forma que pus-me a contar-lhe a origem do nome e a história da Filomena. Ela passava por grandes dificuldades e comentando que "precisava de um milagre", dadas as circunstâncias que vivia, dei-lhe um cordão e algumas recomendações. Enquanto conversava com ela, achei adequado confessar-lhe a minha experiência do silêncio do Céu no que tangia aos nós, de forma que sua oração fosse mais eficaz e mais agradável a Deus. De forma certa e simples, também expus-lhe a minha conclusão de que se recebi tantos nós foi muito mais por uma pedagogia do Céu para que eu alcançasse certeza e segurança sobre aquilo que era dito através do Cláudio, que propriamente por um mérito meu. Enquanto lhe dizia isto e lhe confessava minha tibiez, também tinha a uma percepção de que o silêncio terminara. De volta a São Paulo, no mesmo mês, encontramos três nós em três diferentes cordões que se encontravam guardados: o cordão com o nó da Filomena, o cordão do Ricardo, e um outro em que eu pedia por um amigo. Este terceiro nó do cordão da Filomena também pode ser visto na Figura 1 abaixo, comentado com a palavra COMUNICAÇÃO, e foi o primeiro nó com uma complexidade maior que me apareceu. De fato, já quando nos foram dados os sacramentais, o próprio Cláudio nos disse que muitas graças foram prometidas por Deus à história deles através da intercessão de santa Filomena. Eu pude de alguma maneira verificar isto. Se por um lado estes acontecimentos extraordinários acima descritos corroboram no sentido de me fazer atestar os testemunhos e os relatos dados pelo Cláudio como provenientes de fonte fidedigna, não foram os nós que mais me levaram a ter esta certeza, mas tantos outros acontecimentos sem conseqüência material ou fotografáveis mas que iam de encontro às minhas próprias dores ou dificuldades morais que com freqüência são piores que as dores físicas.

Certamente que existem gradações e gradações, mas creio que ninguém discorde de que o sofrimento moral de um órfão deva ser muito maior do que o de alguém que sofre de dores reumáticas. Para nossa felicidade, nós não somos órfãos! Contudo vivemos como se fôssemos... Fomos educados a viver como se fôssemos órfãos, e vivemos como crianças de rua abandonadas aos domínios das gangues. Corruptos e corruptores, gangues que só se interessam por si mesmas e não nos amam como nosso pai nos ama. Não governam a si mesmas e governam um mundo aparentemente sempre mais desgovernado. Ter certeza de não sermos órfãos e de sermos amados por um Pai, é sempre também um conforto, como é sempre um conforto para um órfão o reencontro do pai perdido. Mesmo que se implique também um trabalho, mesmo que exista também o prenúncio de bastante sofrimento. Sofrimento que já pode ser observado mas também pressentido a partir de tantos sinais que o próprio mundo globalizado nos oferece: a imobilização da economia americana afundada em sua crise imobiliária; o prenunciado descarrilhamento da locomotiva da economia global (os EUA); a infindável guerra rápida do Iraque e tantos sinais de guerras iminentes; uma inflação globalizada com destaque para o aumento dos preços dos alimentos e das fontes energéticas. A própria ciência nos exibe sinais alarmantes dados pela Natureza de que nossa civilização tem transposto os seus limites: o aquecimento global reconhecido pela unanimidade2 dos cientistas especializados e declarado como irreversível por tantos deles; catástrofes naturais em lugares nunca antes existentes como os recentes terremotos em São Paulo, o furacão Catarina em Santa Catarina, e derretimento das calotas polares; catástrofes naturais de proporções reconhecidamente mais intensas como o Tsunami asiático, furacão Katrina, os terremotos na China, núvens de milhões de gafanhotos na África, etc. O que vem do homem e o que vem da natureza nos apontam para o fim de uma civilização. Conforme testemunha o Cláudio, a quem sou tão grato, também palavras recentes de Jesus apontam para isto:

O mundo está gemendo, filhinhos amados!
O mundo geme os gemidos de despedida!
O mundo se esvai...
E, filhinhos, muitos filhos de Deus não estão percebendo a agonia do mundo;
não estão prestando atenção aos acontecimentos que,
antecedendo às grandes catástrofes,
são avisos da vinda do Rei!
De fato, filhinhos, o Rei vem. ...
Por isso, amados, sois agora os convidados para esta missão!
O Rei vem, deveis dizer; o Rei vem, deveis gritar; o Rei vem, deveis cantar!
E o mundo vos ouvirá!
E, quantos filhos, por causa de vosso amor, voltarão à casa do Pai!
Deus confia em vós!
Contai sempre com minha ajuda!
http://www.salvaialmas.com.br/?cat=35&id=568

Quando nosso Pai nos pede de não seguir os caminhos das gangues que eventualmente se apossaram das ruas, quando nos pede de estudar ao invés de se entregar em demasia à diversão, o faz por amor, pelo bem do filho, porque deseja dele uma profissão, deseja a capacidade de ser útil e de servir a tantos outros, deseja a realização do eu do próprio filho. Que o Pai nos lembre que se aproxima o dia do exame final, também é um ato de amor. Lembrando-nos que o dia do exame final se aproxima, motiva-nos mais uma vez a fazer a lição de casa, a procurar aprender a matéria e estudar para a prova. O quanto antes iniciado o trabalho melhor, pois o aprendizado de última hora é sempre mais árduo e também nunca é completo. Justiça seja feita, quando há tanta desordem e injustiça, que venha o Rei, que venha o Rei para terminar com a baderna no reino, para exigir justiça e para lavar os pés dos seus amigos, para enxugar cada lágrima dos que choram, é motivo de alegria. Bem aventurados os que sofrem...

Também eu, se digo estas coisas aos meus amigos, é por uma grande amizade. Mais que ingrato, eu não seria amigo se me calasse.

Obrigado.

Alair (confira http://www.ime.usp.br/~alair/FilomenaAndTheKing)

Notas:

1Professor Doutor do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo. Documento PDF disponível em http://www.ime.usp.br/~alair/FilomenaAndTheKing

2Se há unanimidade em reconhecer que existe um aquecimento global nas últimas décadas, está longe de ser unânime entre os especialistas que sua causa seja a emição de gás carbônico pelo homem.

 
 
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