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01/08/2013
Vocação religiosa
Tu és sacerdote para sempre
 
 
 
 
 
Religiosos são cristãos que gostam muito de Deus e querem dedicar sua vida toda a ele e aos irmãos
Eles encontram em Deus sua segurança, sua alegria, sua realização total. Querem continuar não tanto os gestos de Cristo (vocação sacerdotal), mas sua vida para serem diante do mundo e dos demais cristãos um exemplo vivo (não no papel ou em palavras) do Evangelho, do projeto do Reino de Deus que Jesus deixou. Eles acreditam que o Evangelho é a melhor solução para os problemas do mundo. E mais: que ele não só é plenamente possível de ser vivido hoje, mas faz muito feliz quem o segue. Mas veja bem: não é tanto "conhecer" ou "anunciar" o Evangelho que faz a pessoa feliz e resolve os problemas do mundo, e sim vivê-lo! Para provar isso os religiosos se decidem em primeiro lugar a viver o Evangelho com radicalidade, isto é, de forma intensa e generosa.
O grande amor que os religiosos têm a Deus se reverte num grande amor ao próximo (1Jo 4,20), especialmente aos mais pequeninos com os quais Jesus se identificou. Por isso é que eles se dedicam a cuidar: * das crianças pobres,* dos jovens,* dos doentes,* dos velhinhos,* dos desamparados...
Os religiosos dedicam-se também, de acordo com os dons de cada um: - Ao anúncio do Evangelho pelas mais diferentes formas; - à luta pelos direitos humanos e pela justiça; - à formação e animação de comunidades; - ao serviço missionário; - ao serviço litúrgico; - à educação; - à catequese;
Lembrando-se de Jesus que disse: "Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles" (Mt 18,20), os religiosos reúnem-se em comunidades e procuram se amar como se fosse uma família. Acontece, porém, que os religiosos não se escolhem para morar juntos. São  pessoas de temperamentos diferentes, idades, culturas, regiões e até países diferentes que passam a viver como irmãos! Você já pensou colocar um grupo de homens ou de mulheres morando numa mesma casa, sem que eles se escolham, e depois combinarem e viverem felizes? É um sinal do Reino ou não? Por aí se vê que não é para fugir do mundo que os religiosos entram no convento, mas, ao contrário, para testemunharem a fraternidade entre si e irem ao encontro das pessoas. Só que de uma forma diferente: Amando-as por causa de Deus. A própria palavra convento vem do verbo latino "convenire" que significa reunir-se, encontrar-se. (Desse verbo vem também a palavra convênio que significa encontro, reunião.) O convento é uma casa, um lugar de encontro. Encontro dos religiosos entre si e com as pessoas da cidade para se amarem e se enriquecerem mutuamente de Deus. Alguns jovens querem tornar-se religiosos como sacerdotes. São padres e também religiosos. Vivem em Comunidade e fazem parte de uma Congregação religiosa. Há outros jovens que querem ser religiosos como Irmãos. Vivem também em Comunidade, fazem parte de uma Congregação religiosa sem serem padres. Assim, numa mesma Congregação, há Padres e Irmãos que vivem juntos, cada um desempenhando sua missão e juntos testemunhando o Reino de Deus entre os homens. E há também as religiosas. São aquelas moças que sentem o chamado de Deus a deixar tudo e colocar-se inteiramente a serviço dos irmãos mais necessitados. Essas moças procuram conhecer várias Congregações e aquela que mais se identificar com seus anseios, com a missão a que se sentem chamadas, nessa vão receber uma preparação adequada para posteriormente consagrarem a vida a Deus como religiosas. São Irmãs ou freiras.
Os religiosos fazem votos de pobreza, obediência e castidade. Por quê? Para imitarem a Jesus mais de perto nesses três aspectos: Pobreza, Obediência e Castidade.
 
POBREZA:
 
Jesus era pobre. Possuía menos que as raposas e as aves do céu e não tinha onde reclinar a cabeça (Mt 8,20).Na cruz, até sua túnica foi sorteada e não possuía mais nem amigos (Jo 19,23-44). =  Por isso os religiosos são também pobres. Nenhum deles possui nada. Todos os bens são comuns, como os primeiros cristãos (At 2,44). O voto de pobreza não é nada mais que um compromisso de partilha em todos os níveis: intelectual, profissional, de dotes, de cultura etc. É também a intenção de empregar os bens materiais para a construção do Reino de Deus.  =  "Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e segue-me" (Mt 19,21).
 
OBEDIÊNCIA
 
Jesus era obediente. São Paulo diz que Jesus se fez obediente até a morte e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou (Fl 2,6-9). Jesus disse uma vez: "Eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a de meu Pai" (Jo 6,38). Obedecer, em última análise, é colocar-se nas mãos e no coração de Deus. É renunciar radicalmente a qualquer dominação sobre o outro. A obediência não é o voto que confere o poder, mas que o tira. Daí, aceitar ser parte, cooperar, estar com o outro. A obediência é o grande voto que constrói a união da comunidade!
CASTIDADE:
Jesus também não se casou. Ele podia muito bem ter-se casado, mas não quis, para poder ser mais disponível a todos os que precisassem dele. Uma vez ele explicou que há pessoas que não se casam para poder dedicar-se mais ao Reino de Deus. Mas depois acrescentou: só entende isso aquele a quem é dado entender (Mt 19,12). Isto é, só entende aquele a quem Deus dá este carisma, esta vocação. Você já percebeu que quem mais se preocupa com o casamento dos padres não são os padres nem as freiras, mas os outros? O voto de castidade leva o religioso a jamais excluir alguém da sua amizade, do seu afeto. Isolar alguém é o maior pecado contra o voto de castidade. Este vem libertar o afeto de qualquer delimitação. Por tudo isso se vê que os votos não bloqueiam as riquezas e potencialidades da pessoa, pelo contrário, as dinamizam. Outra característica de voto de castidade é a alegria. Um indivíduo que consegue passar um ano inteiro de cara fechada, mostra claramente que não tem vocação para este voto!
Os padres, os Irmãos e as Irmãs não se casando, não querem que este gesto signifique um menosprezo ao casamento. Pelo contrário: não se casam para valorizar mais o sacramento do matrimônio. Por exemplo:
Cuidando das crianças abandonadas,
de velhinhos que as famílias rejeitam ou dos quais não têm condições de cuidar,
procurando unir os casais que estão em crise,
dando catecismo às crianças para suprir a falta de ensino religioso no lar etc. 
De mais a mais, todos os religiosos são filhos de matrimônios. Como poderiam desprezá-lo? 
"Todo aquele que tenha deixado casa ou irmãos ou irmãs ou pai ou mãe ou filhos, ou terras, por causa do meu nome, receberá muito mais e herdará a vida eterna" (Mt 19,29). 
Os religiosos querem dar também aos votos um sentido profético de denúncia às três grandes raízes do pecado:
Abuso do prazer e do sexo: voto de castidade.
Abuso do dinheiro e da riqueza: voto de pobreza.
Abuso do poder e da autoridade: voto de obediência.
Qual dessas três vocações específicas (leiga, sacerdotal e religiosa) é mais importante? - Nenhuma! Todas são igualmente importantes. O importante mesmo é o modo com que se vive cada uma!
Congregação ou Ordem Religiosa é um grupo de religiosos (padres, irmãos ou irmãs) que vivem juntos, formando como que uma família religiosa. Vivem em comunidades (as casas religiosas) e procuram dedicar-se juntos ao serviço de Deus e dos irmãos.O que distingue uma Congregação Religiosa da outra é a sua missão na Igreja e no mundo.CARISMA:
A palavra carisma vem do grego "cháris" que significa graça, dom. É um dom do Espírito Santo para o serviço dos irmãos. O carisma nunca é dado para o benefício da própria pessoa (ou instituição) e sim para o benefício dos outros. O Espírito Santo distribui carismas não só para pessoas individuais, mas também para grupos, instituições e até para Continentes, como por exemplo, o carisma da Igreja da América Latina. Entre as instituições, destaca-se o carisma das Congregações Religiosas. Para se conhecer o carisma de uma Congregação, precisamos primeiro conhecer o carisma de seu fundador.
 
Os dois não se identificam, mas um nasce do outro. Podemos distinguir o carisma do fundador, o carisma de cada membro da Congregação e o carisma da Congregação como tal. Não é que um fundador receba um carisma, que vá sendo partilhado ou distribuído entre os membros. Cada membro recebe um carisma pessoal direto do Espírito Santo, através do qual vai continuar (não repetir) o carisma do fundador, pois os membros da Congregação vivem em situações históricas diversas das do fundador, exigindo, portanto, uma resposta evangélica diferente.
Existem na Igreja outras formas de vida um pouco diferentes das três vocações específicas acima. São os: Institutos seculares; Sociedade de Vida Apostólica.
 
INSTITUTOS SECULARES:
 
Este caminho é seguido por cristãos, homens e mulheres, que vivem as realidades comuns a todas as pessoas: na família, no trabalho, na cultura, na política...Entretanto, assumem um compromisso de viver plenamente as exigências do Evangelho na pobreza, na castidade e na obediência, por causa do Reino de Deus. Essa consagração lhes dá uma força maior para transformar o mundo sem sair do meio em que vivem. Por isso o que os caracteriza é a chamada "secularidade" consagrada. Alguns vivem em comunidade, outros não.
SOCIEDADE DE VIDA APOSTÓLICA: 
São padres ou leigos que se unem em sociedade para se dedicar a uma atividade apostólica, e juntos procurar a perfeição da caridade. Eles geralmente não têm profissão civil, pois se dedicam em tempo integral ao apostolado. Exige-se a vida comunitária. Não se consagram pelos votos de pobreza, castidade e obediência.
"Eis-me aqui ó Deus para fazer a tua vontade" (Hb 10,7)
 
VOCAÇÃO SACERDOTAL
 
O padre é alguém escolhido do meio do povo e consagrado por Deus para o serviço deste mesmo povo nas coisas que se referem a Deus (Hb 5,1). Seu papel é continuar a missão de Jesus Cristo, o único e eterno sacerdote. Ele continua a missão de Cristo mediador entre Deus e os homens, sendo representante de Deus junto ao povo e do povo junto de Deus. Continua também a missão de Cristo cabeça da Igreja:
- Constrói comunidades como Jesus construía.
- Perdoa os pecados como Jesus perdoava.
- Prega a Palavra de Deus como Jesus pregava.
- Une e alimenta a Comunidade pela eucaristia.
Se compararmos a Igreja a um rebanho (Jo 10,10-16), o padre continua a missão de Cristo pastor desse rebanho. Como o bom pastor, ele defende o seu rebanho do lobo e do ladrão, chegando ao ponto de dar a vida pelo rebanho, se necessário for. O padre não só anuncia a verdade, mas denuncia a mentira e a injustiça. Por isso, frequentemente é perseguido (Jo 15,18-21).
Ele tem especial cuidado pelos:
+ pobres
+ doentes
+ marginalizados
+ oprimidos 
Sobretudo o padre é alguém compreensivo, paciente, amigo, reconciliador. 
O cristão torna-se padre através do Sacramento da Ordem que tem três graus:
+ o diaconato: torna o cristão diácono
+ o presbiterato: torna o diácono padre, ou sacerdote, ou presbítero
 
+ o episcopado: torna o padre bispo. 
Querem ser padres aqueles jovens que, ao mesmo tempo em que são preocupados com a humanidade, com as injustiças, são entusiasmados por Jesus Cristo. Acreditam que Cristo foi o homem que mais bem fez à humanidade e sua estratégia é a melhor, até hoje invejada para se construir um mundo melhor. Por isso se decidem a continuá-lo, dedicando a isso toda a sua vida. 
A vocação leiga é importante. Mas, sem o padre, o leigo não consegue cumprir sua missão: quem vai presidir a Eucaristia, a fonte de vida do leigo? Quando o leigo cai, quem vai perdoar seus pecados em nome de Deus? Sem o sacerdote, as Comunidades em pouco tempo se desintegrariam e acabariam. Sem o padre a Igreja não sobrevive! Todo cristão que ama a Igreja deve amar muito a vocação sacerdotal. Você já fez alguma coisa pelo aumento do número de sacerdotes?
 
"Ide, e fazei que todas as nações se tornem discípulas, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mt 28,19-20) 
 
 
Porto Belo (SC), 1º de agosto, 2013 (Mês vocacional)
 
A matéria acima é de autoria de um sacerdote que não se identificou.
 
 
Artigo Visto: 1945 - Impresso: 62 - Enviado: 15
 

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