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29/09/2014
UM PADRE NO PURGATÓRIO - Primeira Parte
História verídica narrada para reflexão dos sacerdotes
 
 
 
No Purgatório, existem milhares de Padres, mas também Bispos e Cardeais e, porque não, até Papas, vão para lá... Graças a Deus! Porque graças a Deus? Porque muitos mereceriam mesmo é o inferno. Mas por graça divina, que só Deus sabe explicar e por Sua Grande Misericórdia, isso não acontece.
Eis o relato impressionante de um destes Sacerdotes:
“Chamo-me Jean Claude Boisseau. Desde menino, tive a firme convicção de ser Sacerdote, para salvar milhões de almas. Queria ser parecido com nosso pároco, Padre Maurice, o bom anjo de nossa família. Foi ele quem me ensinou os primeiros passos nos caminhos da Igreja: a primeira Comunhão, coroinha, Crisma, Eucaristia... preparação para o seminário!
Padres existem muitos, mas bons padres existem poucos. A responsabilidade do Padre diante de Deus é imensa e a paga por seus erros, é maior ainda.
Claire Ploinott (o anjo soletra as letras porque não sei francês), minha santa mãe, me iniciara desde bebê em uma vida santa e piedosa e, por muitas vezes, ao me sentir vocacionado me dizia:
- Seja então um bom Padre! Não apenas um Padre mercenário! Seja um bom Padre, filho, um verdadeiro Padre.
As palavras dela me calavam profundamente e pedia a Deus que a atendesse, pois a mãe sabe o que quer e as mães sempre querem o melhor para seus filhos. No seminário me comportei perfeitamente bem e aprendi que é Deus Misericordioso, extremamente Bom e Maravilhoso, e soube passar aos outros tais impressões. Sentia-me realmente vocacionado e meu coração batia forte em favor das almas e em favor dos pecadores.
Excitava-me ver grandes pecadores converterem-se e trilharem o bom caminho. Ao ordenar-me Sacerdote, sabia perfeitamente o que queria: salvar muitas almas e para isto lutaria com todas as minhas forças. Claire Ploinott assistiu a minha ordenação emocionadíssima, sempre com lágrimas a escorrerem de seu lindo e maravilhoso rosto... Ah! Aquelas lágrimas...
Após o ato que me consagrava ela veio abraçar-me e a beijei freneticamente. Pedi-lhe a benção, mas ela tomou-me nas mãos e as beijou pedindo a mim as bênçãos! Senti como que o mundo cair sobre mim! Senti o tamanho da minha responsabilidade. Mamãe me pede a benção Deus meu! Oxalá eu realmente consiga abençoá-la. Terei que ser ainda mais santo que ela!
- Seja um bom Padre!...
- Serei, mamãe, certamente!
- Se não lembrares mais de mim, lembra da Mãe de Deus!...
- Lembrarei, mamãe, terei a senhora sempre em mim!
- Carrega a Mãe de Deus sempre contigo...
E carreguei... Nossa Senhora foi sempre a minha companheira de todas as horas, de todos os meus momentos felizes e infelizes. Nos bons caminhos... e nos deslizes! Sim! Porque deslizei! (malditas lembranças).
As palavras de Claire ficavam para trás... cada vez mais longe. E mais ainda quando me foi entregue a Paróquia de San Martin. Nunca deveriam fazer isto! Nunca a Igreja deveria colocar Paróquias nas mãos de jovens Padres. Deveria deixá-los amadurecer. Aprender mais. Conhecer mais. É verdade que me sentia capaz e até solicitei isto. Mas tudo começou ali: minha decadência espiritual começou ali.
Eu era enérgico, mas muito bom. Era homem de muita fé, de muita caridade e piedade, mas muito exigente em tudo. A Santa Missa era tudo para mim e a minha piedade deveria se refletir em todos os assistentes. Chamava a atenção de todos por qualquer ato contrário a fé ou que pudesse desviar os outros de seus êxtases ou concentrações, tais como, vestes insinuantes, cochichos, falta de piedade junto ao Santíssimo etc. Eu era realmente piedosíssimo.
Consegui muitas amizades. Homens, mulheres, rapazes, moças, crianças, velhos... muitos me amaram... e a fama de bom Sacerdote se espalhava. A fama de minha piedade para com as coisas de Deus começou a atrapalhar outras ideias, mas, mesmo sabendo disto, continuava lutando com ardor por aquilo que eu acreditava. Um novo círculo de amizades começou a formar-se a meu redor: Jovens rapazes procuravam-me após as liturgias ou encontros de formação e passaram a me convidar para alguns passeios, bate-papos, enfim, alguma diversão. A princípio hesitei, pois sabia que meu divertimento maior seria sempre zelar pelas coisas de Deus, mas ao ver a alegria nos jovens, inclusive durante as Missas, nas reuniões, etc. comecei a achar que não faria mal algum em acompanhá-los. E aprendi a vida devassa! Depois mulheres... e acabei por mergulhar fundamente na escuridão.
Nos grupos de jovens, ficava sempre com as garotas... e eu as seduzia. No coral, insistia para que as mocinhas usassem roupinhas mais insinuantes.. e eu as seduzia.
Para as equipes de liturgia, as moças eram especialmente convidadas... e eu as seduzia. Tornei-me um inveterado mulherengo, sem escrúpulos e aprazia-me ver na Igreja mulheres mal vestidas.
Recebi também muita ajuda financeira* para as obras da Paróquia – eu fui um grande obreiro – ajuda de gente “muito importante”! E não tive mais coragem de combater a perversão, embora, por algum tempo, ainda houvesse combatido o roubo e a injustiça.
Calma, Padre! me disse certa vez Mr. Jean Badott, (maçom) o senhor recebe tantas coisas de graça para sua Igreja, para as suas obras, e até um carro (charrete) estou lhe presenteando hoje, então porque não fazermos as pazes? Reze padre, ensine o Evangelho, mas deixe a vida lá fora apenas para nós...
Olhei o carro: Meus sonhos estavam ali! Sabia que estaria vendendo a minha alma.
Lutei! Mas não “vi” minha mãe... e nem quis vê-la! Será ótimo passear com as meninas...
Nunca mais critiquei qualquer ato de injustiça social. 
 
 
 
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