Newsletter
Receba nossos artigos diretamente no seu email.
Nome
Email
Cadastro manual: Entre em contato
 




 
 
26/10/2008
A santificada morte de José
São José morreu no dia 19 de março, aos 61 anos aproximadamente.
 
 
 

      Havendo atingido o cume da santidade conforme lhe determinara o Senhor, e todos os méritos correspondentes, o Altíssimo houve por bem separar a sua alma do corpo e enviá-la ao seio dos Patriarcas e a eles transmitisse a notícia da próxima libertação, através da obra da Redenção da humanidade. José sentia aproximarem-se os últimos instantes e ouvia suaves e doces cânticos, que, ternamente, convidavam sua alma para o seio de Abraão. Sentia-se cada vez mais inflamado pelo amor a Deus, tão grande que verdadeiramente o consumia. Teve um extraordinário êxtase e permaneceu por horas desfrutando as delícias do paraíso, em sagrados colóquios com o Senhor. Voltando a si, a duras penas, conseguiu falar com Maria e Jesus que estavam a seu lado. Solicitou que o perdoassem pelas falhas cometidas durante o longo período de convivência o que fez entre lágrimas. Mostrou-se grato por toda a caridade que havia tido, pela grande paciência com suas faltas, pelos benefícios que lhe haviam proporcionado e, por todas as graças que solicitaram a Deus por ele. Agradeceu profusamente os cuidados mostrados e assistência durante sua longa enfermidade. Em seguida, rendeu graças ao Redentor pela redenção que faria da humanidade e por todo o sofrimento que já tivera, e que teria ainda, para consecução desta tão grande obra. Finalmente, em sinal de seu grande amor por Maria, fez recomendações a Jesus em favor dela, embora desnecessárias. Mostrou a Ela o seu grande compadecimento pelo que ainda deveria enfrentar por ocasião da paixão e morte de Jesus, época em que Ela estaria completamente só, imersa em um grande mar de dores e atribulações. Jesus então confirmou para ele a sua posição de defensor e protetor dos agonizantes, notícia que o santo recebeu com grande alegria. Depois disso, solicitou as bênçãos de Jesus e Maria. Todavia, ambos desejavam, na verdade, que ele os abençoasse, mentor que era a eles destinado pelo Pai Celeste. E ele o fez, com grande carinho e ternura, recebendo deles também as bênçãos que lhes solicitara que o cobriram de alegria. Mesmo reduzido à agonia, entre dores, permanecia inflamado de amor por Deus, mantendo os seus olhos para o alto ou então fixando Maria e Jesus como que confirmando estar tendo assistência de seus dois tesouros terrenos. A cada respiração pronunciava os nomes do Senhor, de Jesus e Maria, com indescritível doçura. Segurando a mão de José e mantendo a cabeça próxima a dele, Jesus falava sobre a infinita bondade, o amor e as grandes obras do Pai Celeste. Essas palavras penetravam na alma do agonizante, aumentando ainda mais o seu amor.

         Chegado o ultimo e derradeiro instante de seu pai, Jesus convidou sua abençoada alma a deixar seu invólucro humano e a recebeu em suas santas mãos, consignando-a então aos anjos celestes para que a conduzissem ao Seio de Abraão. Com convite tão terno e amável, o santo expirou invocando ainda os nomes do Senhor, Maria e de Jesus, Salvador e Redentor da humanidade. Até mesmo  o seu ultimo suspiro representou um extraordinário ato de amor por Deus.

        Tendo em suas mãos a alma de José, Jesus permitiu que Maria tivesse um vislumbre dela para que se consolasse da morte de seu tão querido marido. E Ela pode sentir aquela presença santa, tão rica em merecimentos, condecorada de virtudes e graças. Esses fatos realmente a confortaram pela perda sofrida. Rendeu então suas graças ao Senhor pelo alegre vislumbre que tivera da santificada alma de José.

         O santo faleceu em uma sexta-feira, dia 19 de março, aproximadamente aos 61 nos. Seu corpo inanimado apresentava tal beleza que lembrava até um anjo do céu com odor extremamente suave.

         Espalhou-se por toda a cidade a notícia da morte de José e ele foi chorado por muitos, especialmente amigos e mais chegados. Comentavam suas virtudes, não tendo havido pessoa que se exprimisse em sentido contrário, pois todos conheciam suas virtudes e raras qualidades. No caminho para o local de sepultamente, grande multidão amiga acorreu para poder vê-lo pela ultima vez e dar-lhe honroso sepultamente. Todos admiravam sua beleza e choravam ternamente, nominando-o de verdadeiro homem de Deus, profundo seguidor das Leis divinas.

        Maria e Jesus também acompanhavam o cortejo juntamente com pessoas amigas e devotas que os consolavam. Seguiram também junto todos os anjos que cantavam louvores a ambos, não ouvidos pelos demais presentes, mas sim, apenas por eles. O próprio ar era sereno e tranqüilo, pode-se dizer até mesmo sorridente. No final das cerimônias habituais, pássaros cantavam festivamente, o que causava espécie de admiração a todos os presentes, que também sentiam o suave odor que exalava do corpo santo. Terminadas as funções cerimoniais e religiosas, segundo as leis e ritos hebraicos, Maria e Jesus retornaram a sua casa, onde novamente tiveram consolação e conforto dos amigos e vizinhos mais chegados.

     No instante em que o santo expirava, ocorreram outras mortes em Nazaré e também em outras regiões seguidoras das leis ditadas pelo Senhor a Moisés no deserto. E o Senhor informou José a esse respeito, enquanto elas ainda se encontravam  agonizantes. Ele então pediu que Ele lhes concedesse a paz eterna, representando o seu papel de protetor. E Deus o atendeu e concedeu a salvação a todos em razão dessas súplicas, pois o Senhor não deixava de atender seus pedidos. Como poderia mesmo recusar-se a isso, se aquelas súplicas vinham de alma tão santa, leal e amorosa, que atendera a todas as Suas ordens com humildade e resignação e que imitara com perfeição os magníficos exemplos de Seu Unigênito e de Sua Mãe, e que havia sido sempre rigoroso servidor de sua Lei?

 SÃO JOSE EM SUA GLORIFICAÇÃO

       Quando o Redentor da humanidade ressuscitou três dias após sua penosa morte, glorioso e triunfante, libertando todas as almas no Limbo e as conduzindo ao céu com Ele, a alma de José também entrou no Paraíso e foi glorificada como a de todos os santos. José está sentado – em posição de grande relevo – muito próximo ao Cordeiro Imolado e também à Rainha dos Anjos, como tendo sido seu fiel e casto esposo e semelhante.

     No céu, desfruta de glória superior a de qualquer outro santo, tão grande que jamais poderia ser aquilatada pela humanidade, que não teria possibilidade para entender essa verdadeira dimensão, embora São José seja muito admirado por todos os habitantes do Paraíso e por inúmeros na terra. Continua exercendo suas funções de defensor dos agonizantes, tarefa que executa com grande diligência e com amor junto a Deus. É também muito solícito em termos de paz eterna das almas redimidas e salvas através do Sangue de Jesus Cristo. Impetra graças e intercede em favor de todos, especialmente para as que se mostram suas devotas. Todas as graças que suplica ao Senhor ou à Santíssima Virgem, são concedidas, seja qual for a condição das pessoas envolvidas, mas muito particularmente pelos angustiados, pois ele também foi grande sofredor de angústias durante a sua vida. Empenha-se muito pelo espírito dos vivos, fato que recomenda devoção especial a Ele.

Livro: A Vida de São José revelada à Irmã Maria Cecília Baij. Tradução: Moisés Gomes Balthazar.

     

 

 
 
Artigo Visto: 3072 - Impresso: 83 - Enviado: 25
 

ATENÇÃO! Todos os artigos deste site são de livre cópia e divulgação desde que sempre sejam citados a fonte www.salvaialmas.com.br

 

Visitas Únicas Hoje: 219 - Total Visitas Únicas: 1635030 - Usuários Online: 36
Copyright 2015 - www.salvaialmas.com.br - Todos os Direitos Reservados
Desenvolvido por: www.espacojames.com.br/sites