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30/08/2008
A Ascensão de Jesus aos céus
Jesus sobe aos céus e se assenta à destra de Deus Pai.
 
 
 

       Dir-te-ei alguma coisa sobre este particular, de acordo com tua capacidade, para que entendas, em parte, os triunfos nas alturas do céu, por ocasião de minha solene entrada e para minha exaltação. A mente humana não é capaz de entender como realmente foram. Deves saber, contudo, que, ao aproximar-me do céu, escancararam-se as portas eternas, até então fechadas, de modo que ninguém poderia entrar. Ao subir ao céu, triunfante e vitorioso, levando comigo todas as almas justas, isto é, as almas dos patriarcas e profetas, e todas as do purgatório- que levei comigo por ocasião da ressurreição, - escancararam-se as portas eternas. Os coros angélicos vieram receber-me como seu Rei, cantando meus triunfos e minhas vitórias. E se, quando vim ao mundo, sob os andrajos da humanidade, cantaram e fizeram festa, podes imaginar os cânticos e as festas em meu retorno ao céu, e em meu triunfo. Seguiram-me todos, até ao trono do divino Pai, cantando sublimes cânticos de louvor, e ressoavam por todo o empíreo júbilo e festa, jamais havidos antes. Experimentavam todas as hierarquias celestes maior gáudio e maior alegria do que anteriormente. O divino Pai, por ocasião de meu triunfo, fazia com que todos fruíssem de gáudio inenarrável, para demonstrar o aprazimento que Ele também tinha, por minha entrada no céu, e das vitórias alcançadas, durante a vida terrestre. Admiravam-se todas as hierarquias celestes ao ver a profusão das grandezas do divino Pai, com tanta liberalidade a mim transmitidas, e tamanho gáudio também a elas comunicado. Ele destacava maravilhosamente a grandeza de seus atributos e de suas perfeições.

 Junto do Pai

        Entre tantos aplausos e solenes pompas, tendo alcançado o trono do divino Pai, em primeiro lugar troquei com Ele atos de congratulações, enquanto Deus igual a Ele, fruindo do gáudio imenso de sermos, embora três pessoas distintas, um só Deus. Depois, enquanto homem, inferior a Ele, adorei-O e como tal mostrei-me a Ele sujeito e inferior. Agradeci-Lhe por tudo quanto se havia dignado operar em Mim, o grande Nome que me dera e a sublime exaltação de ter-me preparado assento à Sua destra e haver-me dado todo o poder sobre a criação. Depois, como cabeça da natureza humana, agradeci-Lhe, em nome de todo o gênero humano, pelo grande benefício de ter-lhe dado o seu Unigênito, para que assumisse carne humana e fosse o Redentor. Também lhe agradeci todos os outros benefícios distribuídos aos homens. Em seguida, apresentei ao Pai o tesouro infinito de meus méritos, por parte de todo o gênero humano, ao qual eu fazia desses méritos um dom assás liberal. O divino Pai recebeu o grande tesouro com sumo aprazimento, mostrando-se não apenas aplacado e satisfeito relativamente à natureza humana, mas ainda bem pronto a conceder a todos as graças que lhe pedissem, em virtude de meus méritos infinitos; e pronto a perdoar a todos o débito, quando, arrependidos dos próprios erros, lhe oferecessem   o dito tesouro dos meus méritos, em satisfação de suas culpas.

 A destra do Pai

        Colocado, depois, no trono, à destra do divino Pai, e tendo tomado posse do meu reino e alcançado o domínio universal, todas as hierarquias celestes vieram Me adorar e reconhecer-Me por Rei e Senhor, prestando-Me a devida vassalagem, com sumo gaudio e aprazimento. Também as almas dos ressuscitados que havia conduzido comigo, após adorarem o divino Pai, prestaram as devidas adorações e obséquios à minha Pessoa, reconhecendo-me por Rei e Salvador. Depois também elas foram colocadas nas respectivas sedes e mansões, segundo o grau de virtude alcançado durante a vida terrestre.

 Impetra o Espírito Santo

        Depois de terminadas as funções, mas continuando cada vez mais o júbilo e a alegria, sem fim, a primeira graça que pedi ao Divino Pai foi que se dignasse enviar o Espírito Santo aos Apóstolos e discípulos, conforme havia prometido. Apenas feito o pedido, o Pai executou tudo prontamente e enviou ao Cenáculo o Divino Espírito. Tomou este a forma de línguas de fogo ardente, e ficando unidos ao Pai, desceu à terra para cumular os apóstolos de Seus dons e inflamá-los pelas chamas divinas, de acordo com a capacidade de cada um. Cumulou mais do que todos a divina Mãe, enquanto lugar mais vasto para receber a sua plenitude. Muito me aprouve ver o Pai tão liberal para com os apóstolos e discípulos, mandando-lhes logo o divino Espírito e tornando-os partícipes de seus divinos dons. Agradeci ao divino Pai por este dom tão liberal aos apóstolos e agradeci em nome e de todos, louvando-Lhe a liberalidade e magnificência. Nisto pôs o Pai suma complacência e mostrava-se cada vez mais liberal em doar graças a todos aqueles que as haviam pedido em meu nome. E eu lhe mostrava suma gratidão, e a alegria era mútua. Como cabeça da natureza humana, agradecia-lhe em nome de todos as graças concedidas, e louvava sua beneficência e liberalidade. E como cabeça de todos os homens, entrei de posse do ofício de advogado junto do Pai, em favor de todos os homens. Tal ofício exerço continuamente em favor de todos os que me reconhecem como Cabeça, Rei e Senhor, e em prol daqueles que se recomendam a mim, sem excluir ninguém, pedindo por todos ao divino Pai e aplacando a Sua ira quando provocada pelos homens. E para aplacar a indignação paterna, apresento-lhe minhas chagas, em nome do gênero humano, e todas as dores que sofri. Ai do mundo, se no céu eu não exercesse o ofício de advogado! Oh, quantos flagelos descarregaria sobre ele a justiça divina, tão irritada pelos homens, transgressores da Lei divina e dos preceitos divinos!

 Rei Munífico

         Da sublimidade do meu trono, como chefe da natureza humana, fruindo de imenso gáudio, jamais deixei de olhar para todos os homens em geral e cada um em particular, impetrando para todos e cada um graças e concedendo favores, segundo a necessidade de cada qual, em vista da salvação eterna. Satisfaço assim o desejo de que cada qual se salve e aproveite o fruto da Redenção. Vou me comunicando às almas justas, fazendo com que provem a suavidade do meu espírito e a doçura do meu amor, cuidando com suma vigilância daquelas que se entregam a mim inteiramente, e tendo solicitude particular das que se põem totalmente em minhas mãos. Faço isto com sumo gosto meu e aprazimento do divino Pai. Aprecio muito que me supliquem e apraz-me conceder graças a quem pede. E sendo advogado dos homens junto do Pai, escolhi também minha querida Mãe para advogada deles junto de Mim; porque sendo eu Juiz Justíssimo, era necessário haver uma poderosa advogada junto do Juiz em favor dos réus, e que o juiz, muito irritado pelas contínuas ofensas, fosse assistido por uma advogada inteiramente misericordiosa, piedosa e amorosa, que impetrasse perdão e graça para os réus. Exerce esse ofício continuamente a querida Mãe e o faz com grande amor, como Mãe e advogada poderosíssima de todo o gênero humano.

Ex libris: A Vida íntima de Nosso Senhor Jesus Cristo  revelada à Abadessa Maria Cecília Baij, OSB

 
 
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