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16/01/2009
A adúltera diante de Jesus
Jesus proclama a misericórdia de Deus Pai
 
 
 

A ADÚLTERA. Enquanto me detinha no Templo, os Escribas e os Fariseus trouxeram-me uma adúltera, apanhada em delito. Ofereceu-se-lhes esta ocasião e ficaram muito contentes, porque resolveram conduzi-la a mim para poderem, nesta circunstância acusar-me, segundo o modo de comportar-me. Se a condenasse, acusar-me-iam de ser cruel e sem caridade; se a absolvesse, de transgressor da Lei. Com este ânimo fingido, mandaram que os servidores a trouxessem a mim, presentes muitos deles para ouvirem-me as palavras e a solução. Vieram e, apresentando-me a adúltera, afirmaram-me que a haviam encontrado em falta; por isso, declarasse o que deviam fazer dela, uma vez que eu me mostrava justo no julgamento e assaz observante da. Lei. Perguntei então: "Que ordena a Lei em semelhantes casos?" Eles responderam que deveriam apedrejá-la. Então, conhecendo-lhes a malícia e a consciência criminosa, nada proferi, mas inclinando-me para o chão, escrevi com o dedo na terra. Escrevi de modo que cada qual lesse as respectivas culpas e por este motivo, cheios de confusão, partiram, deixando a adúltera em liberdade. Soerguendo-me, depois, disse à mulher: "Onde estão os que te acusavam?" Respondeu que todos haviam partido. Repliquei: "Ninguém te condenou? - Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar" (Jo. 8,10-11). A mulher, arrependida de seu pecado, partiu, exaltando a minha misericórdia.

Com isso os Fariseus muito mais se apaixonaram, mas não tinham a ousadia de falar, porque cada um dos presentes verificara que eu bem conhecia a culpabilidade de sua consciência, a qual tão claramente lhes patenteara. Apesar de tudo isso, não se emendaram os pérfidos, mas resolveram mostrar-se diante de mim cada vez mais obstinados e fingidos.

Neste acontecimento, muitas foram as graças impetradas do divino Pai em favor de todos os meus irmãos, porque foi a primeira vez que tive de demonstrar a todos a misericórdia do Pai, o qual me mandara ao mundo, não para julgá-lo e condená-lo , mas para salvá-lo e a fim de que se conhecesse que não queria a morte do pecador, mas que se convertesse e vivesse depois em graça. Em muitas outras ocasiões mostrei a misericórdia do Pai para com os pecadores, pois ao restituir aos enfermos a saúde corporal, dava-lhes também a salvação espiritual, iluminando-os e perdoando-lhes as culpas, quando com boa vontade e viva fé se aproximavam de mim e se arrependiam dos pecados. Mas esta mulher, apresentada a mim como pecadora apanhada em delito, foi por mim absolvida, e este fato demonstrava quão grande é a misericórdia e bondade de meu Pai celeste. Nesta circunstância, dei a todos os pecadores a esperança de obterem o perdão e a possibilidade de aproximarem-se de mim com confiança. Manifestei também a cada um que tenho o poder de perdoar os pecados, como tenho o poder de curá-los corporalmente. Mostrei que tudo o que fazia, fazia-o por virtude divina, possuindo a divindade, na qual não acreditavam; e para confundi-los porque afirmavam que eu operava por virtude do demônio e que tinha comércio com os demônios. Perdoava os pecados e eles não podiam dizer que eu os perdoava em virtude demoníaca, porque esta remissão só é possível por virtude divina.

Muito grande foi a confusão dos Escribas e dos Fariseus devido a este acontecimento. Receberam grandes luzes para conhecerem que eu operava por virtude divina, mas não quiseram aproveitá-las. Por demais se haviam entregado como presa à paixão e ao ódio que haviam concebido contra mim.

Neste caso da adúltera, orei ao Pai desse a todos os meus irmãos que houvessem caído em pecado, claro conhecimento da queda, unido a grande esperança de obterem o perdão, assim como dor suma pela culpa cometida. O Pai fez-me ver que o realizaria. Vi ainda que muitos aproveitariam graça tão grande e copiosa e obteriam o perdão. Vi, porém, que outros disto abusariam, e senti grande pesar. Mas, não deixei de rezar continuamente ao Pai pela sua conversão. Vi ainda que muitos de meus irmãos seriam apanhados em falta, repetidas vezes por pessoas mais culpadas do que eles, e seriam punidos. Tive pesar e roguei ao Pai dar a graça a todos os que são apanhados em flagrante no pecado, a fim de que suportem a confusão em reparação da culpa, e ser mais liberal no perdão  a esses, visto que devem sofrer a confusão que não suportam aqueles que freqüentemente são mais culpados. O Pai me prometeu dar a dita graça e vi que muitos dela se prevaleceriam, abraçando com resignação a vergonha pública, em penitência pelo pecado. Com isto me alegrei. Vi, porém, que muitos abusariam da dita graça e se perverteriam ainda mais. Senti pena, tanto mais que cada vez se revelavam mais obstinados, servindo-se da confusão para se tornarem mais ousados e desimpedidos em ofender ao Pai, por sua vontade perversa. Roguei novamente que o Pai lhes desse luzes maiores e graça. Desta prece vi que muitos aproveitariam. entregando-se às disposições divinas e arrependendo-se dos pecados. Rendi por isso graças ao Pai.

Depois, supliquei-lhe por todos os que administram a justiça, no intuito de que os iluminasse para conhecerem o estado em que se acham, porque muitos são réus de delitos maiores do que aqueles mesmos que eles condenam. Fez-me ver o Pai, que não deixaria de dar luzes e remorsos de consciência a quantos, réus de muitas e graves culpas, querem proceder com grande rigor relativamente aos delinqüentes. E vi, que muitos, por meio da graça concedida pelo Pai, cairiam em si, confundir-se-iam, emendar-se-iam dos pecados e procederiam com caridade para com os delinqüentes, compadecendo-se de suas faltas, e julgando-os com justiça, acompanhada de misericórdia. Por estes tributei graças ao Pai. Vi que muitos rejeitariam as inspirações divinas e desprezariam a graça, tornando-se surdos aos remorsos, e puniriam os delinqüentes com rigor sumo, embora conhecessem claramente terem culpas maiores do que aqueles mesmos que eles condenavam e puniam. Estes não se emendariam e nem sequer se compadeceriam do pecado e faltas do próximo, fazendo-se juízes severos, sem misericórdia. Causaram-me imenso pesar, pois vi que o Pai se comportaria de igual modo para com eles, isto é, como juiz justo e rigoroso diante de sua obstinação e perversidade e do rigor e malignidade empregados para com o próximo. Pedi, em consequência, ao Pai lhes concedesse luzes maiores e estímulos mais fortes. E vi que alguns se arrependeriam, mas muitos ficariam mais obstinados e receberiam o castigo merecido. Grande pesar sofreu o meu Coração, porque abusam de tantas luzes e de tamanha graça que o Pai, com infinita misericórdia e liberalidade, lhes distribui. Eles próprios quiseram experimentar os rigores da justiça divina. Jamais condescendem a usar de misericórdia com o próximo, tornando-se, com isto, cruéis até para consigo mesmos.

REFLEXÃO SAGRADA DE JESUS. Liberada e absolvida a adúltera, falei com alguns daqueles que me seguiam e muitos outros que haviam ocorrido. Fiz uma reflexão sobre o fato, ensinando a compadecerem-se das faltas do próximo e observarem as próprias; a terem, em relação ao pró:imo, a mesma misericórdia e caridade que desejam para si mesmos. Falei-lhes da grande misericórdia que o Pai tem para com todos, querendo que o pecador se converta e viva, com a esperança do perdão. Ele está sempre pronto a perdoar, se o pecador contrito recorre a Ele. Declarei que devem condoer-se e não alegrar-se, se o próximo for surpreendido em falta, e não imitar a malignidade dos Fariseus, que tripudiavam por terem encontrado em pecado aquela miserável. Eram grandes culpados na presença do divino Pai, e queriam proceder com tanto rigor para com ela, menos culpada em comparação a eles. De fato, eram assaz maiores os pecados deles, por terem tanta malignidade e tanto furor contra mim, desonrando-me com falsas imposturas e ofendendo tão gravemente o Pai, na minha pessoa.

CONFUSÃO E FUROR DOS FARISEUS. Depois de meu discurso, ficaram todos bem instruídos e persuadidos de quanto lhes asseverara e, por isso, retirei-me para orar ao Pai. Vi que os Escribas e Fariseus ainda mais se enfureciam contra mim, por não poderem opor-me coisa alguma acerca do ato da adúltera. Haviam combinado que, se eu a condenasse, queriam acusar-me como pessoa rigorosa e sem caridade, que não exercia a misericórdia por mim pregada, e usurpava a faculdade que competia a seus juízes. E eu a absolvesse, queriam acusar-me de pessoa que tinha intercâmbio com esta gente e por isto a favorecia. Extensos foram os planos elaborados obre este fato, para por-me em descrédito diante da turba e de todos os que me seguiam e acreditavam em mim. Mas, percebendo que o fato resultara bem diversamente do que esperavam, e, ao invés, muitos haviam  ficado confundidos e envergonhados, enfureciam-se, mas não podiam dizer coisa alguma, uma vez que sua consciência era culpada de muitas e graves culpas e sabiam que eu descobria e evidentemente conhecia tudo.

Nesta oração pedi ao Pai luz mais clara e poderosa para eles, a fim de se renderem à verdade conhecida. O Pai lhes concedeu isto. De fato, pensavam render-se a minha doutrina e darem-se por vencidos, visto que claramente conheciam ser eu o Messias prometido, seja pelas obras admiráveis que fazia, seja pela sabedoria mais do que humana que tinha, e muito mais porque penetrava no segredo dos corações e descobria-lhes a culpabilidade. Deram, portanto, algum lugar às luzes divinas, mas quando deviam ir até às resoluções, a sua dureza e pérfida obstinação não se quiseram render. Assim, rejeitando as luzes divinas e resistindo à graça, tornaram-se mais do que nunca perversos e obstinados, animando-se mutuamente a continuarem com a habitual simulação para comigo. Criam que, se prosseguissem desta maneira, por fim apanhar-me-iam em erro por palavras, e assim publicamente me envergonhariam. Diziam entre si, um apoiando o outro: Jamais aconteça que tenhamos de sujeitar-nos ao filho de um vil e pobre operário e de uma plebéia vulgar." Falavam injusta e apaixonadamente, por saberem muito bem que tanto minha querida Mãe como José eram de estirpe real e da tribo de Judá, donde nasceria o Messias. Mas, calavam tudo isso, considerando somente a condição presente, visando diminuir-me. De fato, dirigiam-se à multidão, apresentando-me por vil plebeu, ignorante, iletrado. Não sabiam que, com isto, davam maior motivo a quem me ouvia, de acreditar ser a minha doutrina e sabedoria inteiramente celeste e divina, porque não havia aprendido por ciência humana o que eu sabia e ensinava.

 

Ex libris: A Vida Íntima de Nosso Senhor Jesus Cristo revelada à Sóror Maria  Cecília Baij

 
 
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