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13/04/2009
O gáudio da Ressurreição de Jesus
O divino Pai recebe a Alma de Jesus.
 
 
 

 

GÁUDIO DA ALMA DE JESUS. Minha alma, depois de sair do corpo, foi recebida pelo divino Pai e repousou em seu seio, onde fruiu de imenso gáudio. Então, a divindade, que lhe era unida hipostaticamente, fez com que fruísse daquela alegria inefável, retida no espaço de trinta e três anos no intuito de que minha alma fosse submetida a todas as penas a amarguras. Então, toda a inundação de felicidade que fora contida atingiu minha alma, a qual foi imersa em sumo gáudio, fruindo no seio do Pai da imensa bem-aventurança. Oh! como foram grandes, esposa minha, as alegrias que então teve meu espírito, para jamais terminarem; para sempre, no mar imenso da divindade, ele devia fruir do acolhimento do divino Pai e da glória daí resultante. Oh, as almas bem-aventuradas chegarão a entender tudo isso, enquanto pelas almas que estão ainda na condição de viadores, não podem ser entendidos e captados os gáudios imensos e as glórias inefáveis, de que então meu espírito fruiu, e a glória daí resultante para a Trindade Santíssima. Por ora te digo que, estando meu espírito a experimentar no seio do divino Pai tamanha felicidade e bem-aventurança, não me esqueci de meus irmãos, nem de tornar a cumprir a vontade do Pai, para executar todas as obras por Ele decretadas.

Em primeiro lugar, minha alma adorou e louvou o divino Pai, e lhe agradeceu por tudo o que havia operado em mim, e por tudo aquilo que, por meu intermédio, havia realizado em prol do gênero humano. Depois, louvei-o, adorei-o e lhe agradeci em nome de todos os meus irmãos, pelo benefício da Redenção. Recomendei-lhe todos os meus irmãos, e em particular, e antes de todos, a querida Mãe, a fim de que em minha ausência a confortasse. Recomendei-lhe também que confortasse, de modo especial, os apóstolos e discípulos, os quais estavam dispersos e submersos em grande amargura.

 O DOMÍNIO UNIVERSAL.

 Deteve-se minha alma em imenso e superabundante gáudio, até a noite anterior ao terceiro dia de minha morte. Nesse mesmo tempo, o Pai deu à minha alma todo o poder, o domínio universal e o senhorio absoluto de todas as coisas criadas, como seu supremo Rei e Senhor, e quis que, ao reentrar e unir-se meu espírito novamente à minha humanidade, fosse também esta partícipe de quanto então tinha dado à minha alma, e se tornasse uma só coisa com o meu espírito e com a divindade, pela união hipostática

. NOS ABISMOS INFERNAIS.

 Partindo, pois, minha alma do seio do divino Pai, sem jamais deixar o gáudio imenso, foi de repente encadear ,nos abismos infernais, a Lúcifer com todos os seus demônios, seus companheiros; com minha virtude e poder, e enquanto vitorioso e triunfante, fiz com que sentissem o poder e todo o domínio que tinha sobre eles, ordenando que jamais Lúcifer se retirasse das profundezas, onde se achava então submerso. De igual modo fiz a todos os seus companheiros, privando-os das forças e do poder que até então tinham tido sobre o gênero humano. Ordenei, além disso, que sem minha permissão, não tivessem mais forças, nem audácia, de aproximar-se de alguém, para prejudicar ou tentar. Ficaram, por isso, acorrentados por meu poder todos os espíritos rebeldes, efetivamente sem as forças e o poder que até então haviam tido, tendo sido por mim vencidos e desbaratados. Havia também subjugado e prendido em cadeias os espíritos infernais - os quais não me viram, mas perceberam meu poder e o meu comando. Ficaram com raiva e ódio implacável contra mim, porque eu tanto havia realizado em prol do gênero humano, e com ódio e inveja ferocíssimo contra o fato de que doravante entraria no céu para fruir da posse da glória e ocupar as sedes que eles, por soberba, haviam irreparavelmente perdido.

 O LIMBO E O PURGATÓRIO.

 Depois de fazer tudo isso, imediatamente fui ao Limbo. Lá, mostrei-me glorioso a todas as almas que, à minha vista, ficaram beatificadas. Adoraram todas a divindade, que estava unida a minha alma e se havia manifestado a elas sem véus, cantando louvores com ações de graças, e fruindo todas do mesmo gáudio imenso que experimentava eu em mim mesmo, pela divindade que havia em mim. Dali, em seguida, fui ao purgatório, e à minha chegada ficaram beatificadas todas as almas pela visão beatífica, tendo ainda a elas claramente me manifestado. Todas as almas que lá estavam, se uniram às outras almas beatas no canto de louvores ao seu Redentor triunfante.

 NO SEPULCRO. RESSURREIÇÃO.

 Acompanhado de tão nobre comitiva de almas bem-aventuradas, todas imersas em imenso gáudio pela feliz visão, fui ao sepulcro, onde estava meu corpo. Tendo vindo a hora de minha Ressurreição e havendo chegado o terceiro dia, entrei no sepulcro, selado e vigiado pelos guardas, que dormiam.

Tendo entrado no sepulcro, olhei minha humanidade, que fora sujeita a tantas penas e suportara a morte ignominiosa, e vendo o corpo, tão fiel companheiro de meu espírito, com um ímpeto de sumo amor, voltei a reunir-me a ele, para não mais nos separarmos.

Tendo a alma entrado no corpo, este de repente se tornou não somente bem-aventurado, mas o mais belo e nobre de todos os beatos, de beleza incomparável, como incomparáveis haviam sido as penas por ele recebidas e a deformidade que lhe tinham causado os tormentos empregados por tão ferozes e desumanos carnífices. Beleza tão grande quanto convinha a um corpo que dignamente devia reter unida a si a mesma divindade; beleza tamanha que por toda a eternidade alimentará a contemplação e a fruição de todas as almas bem-aventuradas.

Meu corpo sentiu imenso e sumo gáudio ao reunir-se à alma, por ação da mesma. E assim como a alma havia experimentado toda a torrente da consolação, que por trinta e três anos a divindade suspendera, agora minha humanidade fruía de todas as delícias de que fora privada nos trinta e três anos em que, como habitação da divindade, teria podido delas fruir. Alegrou-se ainda por todos os prazeres e delícias que havia adquirido por meio de tantos tormentos. Começou a usufruir então, para jamais cessar, por toda a eternidade.

Por ocasião da Ressurreição dei a algumas almas bem-aventuradas, que estavam comigo, a graça de reassumirem os corpos. Filo aos mais íntimos, os quais por meu amor se haviam mais afadigado e sofrido muito.

Assim, estando ressurgido, todas as almas bem-aventuradas que estavam comigo, juntas, adoraram-me profundamente, cantando hinos de louvor ao Redentor ressuscitado. O mesmo fizeram os anjos. Depois que sai do sepulcro, os anjos retiraram a pedra que o fechava. A terra foi sacudida fortemente, os guardas despertaram atemorizados, e encontraram o sepulcro aberto, e lá não acharam mais o meu corpo.

Depois de ter recebido das almas bem-aventuradas as congratulações, as adorações, os agradecimentos, fui com toda a feliz comitiva, em visita à querida Mãe, a qual estava retirada e toda imersa em ardentes desejos de minha Ressurreição, esperando, com viva fé, a hora tão desejada.

 APARECE A MARIA SANTÍSSIMA.

 Tendo entrado, glorioso, em seu retiro, logo à primeira vista, ela ficou imersa em imenso gáudio e beatificada. Saudei-a com estas palavras: "Saúdo-vos, digníssima Mãe! Alegrai-vos e regozijai-vos, porque ressuscitei glorioso, segundo a promessa. Sois a primeira a ver-me e fruir de minha gloriosa Ressurreição. Esta graça vos é devida, enquanto Mãe, e ainda por tendes sido a mais constante na fé e a mais amante."

Então a querida Mãe prostrou-se aos meus pés, adorou-me como seu Deus e Redentor, louvou-me e agradeceu-me também em nome de todos os meus irmãos e seus filhos. Foi levantada por mim e convidada a beijar-me o lado. E como havia sentido na alma a dor da ferida infligida a meu corpo depois da morte, assim ali experimentou a torrente da consolação, que lhe inundou a alma, ficando ao mesmo tempo inteiramente unida a mim e em mim centralizada. Então, ela fruiu também de todas as consolações que lhe foram negadas no espaço dos trinta e três anos que vivera em minha companhia, porque enquanto tratava comigo, teria podido e devido sentir sumo gáudio e comprazimento, qual Mãe do Verbo encarnado; todavia havia sido privada disso, querendo seguir-me pelo padecimento e sofrimento de contínuas tribulações e amarguras. Por isso, agora, os gáudios reunidos inundaram-lhe a alma. Fruiu também de todas as consolações e alegrias merecidas na ocasião de minha Paixão, por tantos padecimentos suportados.

A Mãe de Deus esteve por breve tempo totalmente imersa no gáudio imenso, beatificada. Por conseguinte, operei novo milagre, para que voltasse à vida mortal, em benefício da Igreja e dos fiéis, que seriam por ela ensinados e confortados. Pedi-lhe consentimento e ela se conformou à vontade divina.

A querida Mãe, depois de ter fruído um pouco do consolo inefável e gáudio imenso, voltou a si, e foi saudada por todas as almas bem-aventuradas que estavam em minha companhia, reconhecendo-a todas como sua Rainha e Mãe do Redentor ressurgido. Recebeu as congratulações de seus pais, de seu castíssimo esposo José, de todos os Patriarcas e Profetas, especialmente daqueles a cuja estirpe pertencia. Depois, unidos, cantaram hinos de louvor ao divino Pai por suas obras maravilhosas  e a mim, seu Redentor. Os anjos, que em coro me acompanhavam, cantaram também esses hinos de glória ao sumo Deus e ao triunfante Redentor ressurgido.

 

Jesus relata sua vida íntima à Serva Maria Cecília Baij

Livro: A Vida Íntima de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

 
 
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