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20/01/2009
Santo Padre Pio de Pietrelcina
Herdeiro espiritual de São Francisco de Assis, foi o primeiro sacerdote a ter impresso sobre o seu corpo os estigmas da crucifixão de Jesus Cristo
 
 
 

  O SANTO PADRE PIO DE PIETRELCINA

 

Santo Padre Pio de Pietrelcina é um dos maiores místicos de nosso tempo. Nos ensinou o amor radical ao Coração de Jesus e a sua Igreja. Sua vida era oração, sacrifício, pobreza.

        Herdeiro espiritual de São Francisco de Assis, foi o primeiro sacerdote a ter impresso sobre o seu corpo os estigmas da crucifixão de Jesus Cristo. Ele é conhecido em todo mundo como o "Frei" estigmatizado.

        O Padre Pio, a quem Deus deu dons particulares e carismas, se empenhou com todas as suas forças pela salvação das almas. Os muitos testemunhos sobre a grande santidade do Frei, chegam até os nossos dias, acompanhados de sentimentos de gratidão. Suas intercessões providencias junto a Deus foram para muitos homens causa de cura do corpo e motivo de renovação do espírito.

        A vida mística consiste nas relações espirituais da criatura com seu Deus Criador, de caráter mais íntimo do que o comum, e que se manifesta de muitas maneiras, sobre tudo com êxtases, aparições, revelações de caráter particular etc...

 Sua Biografia.

        Francesco Forgione (O Santo padre Pio) nasceu no seio de uma humilde e religiosa família, no dia 25 de maio de 1887 às 5 da tarde, hora em que os sinos da Igreja tocavam para chamar a todos os fiéis a honrar a Virgem Santíssima em seu mês.

        Padre Pio nasceu em uma pequena aldeia do Sul da Itália, chamada Pietrelcina, uma pequena vila a 12 km de Benevento .Seus pais, Grazio Forgione e Maria Giuseppa di Nunzio Forgione, ambos agricultores, viviam no setor mais pobre de Pietrelcina.

        Grazio, como tantos camponeses, havia ido várias vezes à América para buscar o necessário à família; mamãe Peppa costurava de manhã até a noite, como todas as mães do vilarejo. Ambos eram analfabetos, mas tinham uma grande fé e um bom senso prático, que ensinava aos filhos. Tiveram sete filhos, dos quais quatro faleceram muito cedo.

        A infância de Padre Pio era diferente dos outros, tanto que logo o Senhor demonstrava Seu desígnio extraordinário. Talvez isso pudesse dar à mentalidade moderna, a idéia de conhecer pessoas semelhantes a nós, com defeitos, com grandes conflitos e que mesmo assim seguem seu caminho de ascensão.

        Não nos esqueçamos de que os santos são, antes de tudo, obras-primas da Graça, e também dão sua resposta ao chamado, livremente; por tantas vezes, além de todo exemplo que nos deixam, e nos quais são inimitáveis, devemos admirar o desígnio extraordinário de Deus, totalmente único e inimitável. Deus deu a Padre Pio o dom de desígnios particulares: os fatos extraordinários que começaram a prepará-lo desde a primeira infância.

        Na rústica Igreja de Sant’Anna encomendaram a proteção de seu recém nascido a São Francisco de Assis, por esta razão o batizaram com o nome de Francesco no dia seguinte de seu nascimento. Nome que se revelava profético pela opção de vida franciscana, abraçada no futuro por aquele menininho.

        Da infância e meninice de pequeno Francesco, sabemos que era muito obediente, tanto que seus pais nunca tiveram a necessidade de repreendê-lo; sempre demonstrou ser um grande apaixonado pela oração e absolutamente intolerante às más palavras e, ainda mais, às blasfêmias, infelizmente comuns na boca das suas jovens companhias.

       Aos doze anos, Francesco recebeu a Crisma, novamente na Igreja Sant’Anna, em 27 setembro de 1899; aliás, a mesma onde recebeu a Primeira Comunhão.

        Desde muito menino Francesco experimentou em si o desejo de consagrar-se totalmente a Deus e este desejo o distinguia de seus coetâneos. Tal "diferença" foi observada por seus parentes e amigos. Narra a mamãe Peppa: "Não cometeu nunca nenhuma falta, não tinha caprichos, sempre obedeceu a mim e a seu pai, a cada manhã e a cada tarde ia à igreja visitar a Jesus e a Virgem. Durante o dia não saia nunca com os seus companheiros. Às vezes eu dizia: - "Francì vá um pouco a brincar". Ele se negava dizendo: - "Não quero ir porque eles blasfemam".

  O Inicio de suas experiências extraordinárias.

        Do diário do Padre Agostinho, o qual foi um dos diretores espirituais do Padre Pio, soube que o Padre Pio, desde 1892 quando tinha apenas cinco anos, viveu já suas primeiras experiências místicas espirituais. Os êxtases e as aparições foram freqüentes, e já começava a sua luta contra o demônio, que também se tornou freqüentemente visível, de modo obsessivo e assustador. Mas para ele pareciam serem absolutamente normais pensando que fosse um acontecimento comum a todos, não falava sobre eles.

        Foi um menino muito sensível e espiritual, calado, diferente e tímido, muitos dizem que a tão pouca idade já mostrava sinais de uma profunda espiritualidade. Era piedoso, permanecia longas horas na Igreja depois da missa. Pedia ao sacristão para que lhe permitisse visitar ao Senhor na Eucaristia, nos momentos nos quais a Igreja permanecia fechada.

        As aparições eram do Anjo da Guarda, do Senhor, de Maria, e até outros; os demônios, geralmente, apareciam sob formas bestiais, pavorosas e ameaçadoras. Esse tormento, embora significativo, da aparição dos demônios e o conforto das aparições divinas foi uma característica quase cotidiana para Padre Pio, pelo menos até o desaparecimento dos estigmas.

        Mas seu pai, percebendo sua inteligência e seu desejo, forçou-o a estudar. Aos quinze anos havia terminado o terceiro colegial; já havia decidido ser sacerdote e, tinha decidido também entrar nos “frades com barba”, porque era admirador do bom frade Camillo, um irmão de longa barba negra, que andava pedindo esmolas.

       Mas como havia amadurecido aquela decisão? Aqui começamos a entrar na via extraordinária pela qual o Senhor conduziu Padre Pio. O amor à oração, somado ao amor à penitência ajudaram, tanto que ainda pequeno, algumas vezes sua mãe o surpreendeu enquanto se flagelava.

 A Preparação para o Noviciado.

        Há dois grandes acontecimentos na vida de Padre Pio, aos quais sempre atribuiu grande importância e sobre os quais comentou, freqüentemente, com seu diretor espiritual. Ambos acontecidos no ano de 1903, por volta de seus 15 anos, pouco antes de sua entrada aos capuchinhos.

 A luta contra um gigante.

        Os dias antes de entrar ao seminário foram dias de visões do Senhor, que lhe preparariam para grandes lutas Espirituais. Jesus lhe permitiu ver o campo de batalha, os obstáculos e inimigos.

        Francesco viu perto dele um homem de grande esplendor, belíssimo que o convida: ”Vem comigo, porque é conveniente lutar com um guerreiro valoroso.“

        Ele o acompanhou até um campo que parecia infinito e encontrou dois grupos de pessoas assim: De um lado havia homens radiantes, com vestiduras brancas e muito belas; ao outro lado, estavam pessoas que se pareciam com imensas bestas espantosas, horripilantes com vestes de cor preta. Era uma cena aterradora e os joelhos do jovem Francisco começaram a tremer.

        Repentinamente Francesco se viu caminhando ao encontro de um homem gigante horrível, que sua cabeça chegava às nuvens.

        O Homem esplendoroso estimulou Francesco a lutar contra aquele gigante; Francesco pediu para evitar aquele confronto, mas o Homem esplendoroso disse: “É vã a sua resistência. Entre nessa luta com confiança e combata corajosamente; você deve lutar contra ele. Diante dos acontecimentos, entre nesta luta com confiança e lute bravamente; Eu estarei perto de você, o ajudarei e não permitirei que ele te vença”.

        O combate foi muito terrível, mas com a ajuda do Homem esplendoroso, o gigante foi vencido e obrigado a fugir arrastando, atrás de si, toda aquela multidão de homens asquerosos, gritando blasfêmias e brados atordoados. Do outro lado, a multidão das pessoas de branco, explodiram de alegria e júbilo louvando o Homem esplendoroso que havia ajudado Francesco naquela luta.

        Foi neste intervalo que o Homem esplendoroso colocou na cabeça de Francesco uma coroa belíssima; removendo-a disse: “Tenho reservada para você uma outra coroa, mais bela, se você souber como lutar nos encontros contra aquele gigante. Ele tornará a assaltá-lo sempre, mas você deve combater sem medo, Eu o farei sempre vencedor porque você o fará se prostrar sempre”.

        Toda a vida de Padre Pio foi uma contínua luta contra o demônio (o gigante) que atacava sempre o padre Pio para impedi-lo de salvar as almas. Era uma batalha interior freqüente; algumas vezes, também um ataque externo. Quando o padre ficava exausto, cheio de marcas das pancadas, vinham seus confrades socorrê-lo, ele sempre confessava: “Obrigado! Com a ajuda divina, eu sempre venço!”. Esse acontecimento foi uma prévia muito significativa de toda a luta na vida de Padre Pio.

        Um segundo acontecimento, logo após o primeiro, mas também antes que Francesco ingressasse aos capuchinhos. É mais difícil falar deste, porque com relação a ele, o padre foi sempre bastante reservado. Disse e escreveu unicamente o essencial, porque para ele era um acontecimento bastante particular, “uma grande missão”. Mas nunca especificou do que se tratava. “Uma missão grandiosíssima, importante somente para Ti e para mim”. Escreveu isso em uma oração pessoal. Talvez, algum sinal; um exemplo foi a grande insistência com que pediu aos superiores de ser indicado para o ministério da confissão.

         Estas são as duas visões que deram sinal profundo na vida de Padre Pio. Na sua luta contra Satanás revivia, sempre, aquele confronto com o gigante. E tem sempre presente “a missão grandiosíssima” que o Senhor lhe havia mostrado; será uma recordação que o suportará na dura luta da longa vida, por causa do atroz sofrimento, como os estigmas, nas ocasiões de calúnia e dos endossos canônicos: oferecia tudo ao Senhor como execução daquela missão. Será esse o segredo de sua inalterada serenidade?

        Realismo e esperança foi como escreveu para duas filhas espirituais, Maria Garzani e Raffaela Cerase.

        “Não tema perseverar na tempestade, pois o pequeno barco do teu espírito não andará mais submerso. O céu e a terra mudarão, mas a palavra de Deus que assim assegura a quem obedece cantar a vitória, não mudará, permanecerá sempre escrita no indelével livro da vida: Eu existirei sempre” (Ep. III)

        “Temos sempre diante dos olhos que a Sua terra é um lugar de combate e que no paraíso se reservará a coroa; que aqui é um lugar de prova e o prêmio se reserva lá em cima; que aqui estamos em exílio e a nossa verdadeira pátria é o céu e que necessita de contínua aspiração. Portanto, vivamos com a fé, a esperança firme e com ardente afeto até que saiamos vitoriosos, para poderemos um dia, quando Deus desejar, habitarmos com Ele” (Ep. II).

 

 
 
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