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27/01/2009
Biografia de Padre Pio de Pietrelcina - VIII
Nos livros se busca a Deus, na oração se encontra
 
 
 

BIOGRAFIA DE PADRE PIO DE PIETRELCINA - VIII

 

A Oração como oxigênio para a alma.

 É famosa sua auto-definição, que refletia o aspecto mais profundo da vida de Padre Pio: a sua incessante oração.  Jesus advertia para rezar sempre, sem cessar jamais (Lc 18,1) e São Paulo repete para rezar sem interrupções (Tm 5,17). Na prática, seguido o ensinamento dos santos e do Mestre da alma, devemos nos esforçar para transformar em oração todas as ações do dia a dia, sabendo que isso só é possível se dedicarmos um tempo exclusivo à oração.  Mas para Padre Pio não era assim. Primeiro porque dormia muito pouco e comia pouquíssimo. Na pré-adolescência já era habituado à intensidade de oração, que foi transformada por ele em uma necessidade vital e permanente.

 Gostava repetir: “Nos livros se busca a Deus, na oração se encontra”. Na sua oração também era uma alternância de sentimentos contraditórios; não era certo o repouso: “Rezo para que nenhum raio de luz caia do céu”. Eram momentos quase que contínuos de batalha interior; quando rezava parecia não ver nada. Outras vezes, quando se colocava assim, a orar, sentia-se invadido pelo amor do Senhor, sentia-se inflamar. Era assim habitualmente unido a Deus que algumas vezes parecia distraído, com os olhos fixos em outro ponto, como se conversasse com alguém.  Preferia rezar por seus filhos, mais do que conversar com eles, se não houvesse necessidade. Certa vez havia revelado que rezava mais pelos outros do que para si. Durante sua contínua oração, recebia o dom das aparições celestiais, sobretudo depois da luta diária como o demônio. As aparições mais freqüentes eram de Jesus, de Maria Santíssima, do anjo da guarda.

 A sua terna oração a Maria mereceria uma atenção especial, bem como toda a sua devoção mariana. O rosário que chamava de sua arma, o absorvia todo de uma vez, rezando de uma só vez, o rosário completo. Escreveu que recitava pelo menos cinco rosários no dia, em termos de tempo, cinco horas diárias ou mais de rosário. Mas ele rezava bem mais que isso; e é compreensível somente se levar em consideração que o tempo para Padre Pio era diferente do nosso habitual, pois dormia muito pouco e pela capacidade de fazer mais coisas ao mesmo tempo.

 O Santo Padre Pio sofreu sensível e visivelmente, as dores da Paixão de Cristo; sentia na sua alma, as dores de Maria, que justamente é considerada a grande Mártir, a verdadeira Rainha do Martírio. “É de fato, um homem de oração”. “A oração era o seu respiro, o seu oxigênio”, e vivia em união constante com Deus, em qualquer coisa que fizesse; não somente em união de graça, mas de verdadeira presença, de diálogo.

A necessidade da oração também lhe parecia sugerida pelo constante senso de indignidade; sentia-se um grande pecador porque era justamente consciente de sua fragilidade, comum a todos nós homens, nesta vida; porque sempre teve medo, direi pavor, de cair em pecado, de ofender ao Senhor, de não ser digno do que estava fazendo (ainda mais quando se colocava a celebrar a Santa Missa).

Padre Pio e as Almas do Purgatório.

 Numa tarde o padre Pio estava em um quarto, localizado na parte baixa do convento, destinado para casa de hóspedes. Ele estava só e descansando sobre o sofá, quando de repente, apareceu um homem envolto em uma capa preta.  O padre Pio, surpreso, ergueu-se e perguntou para o homem quem ele era e o que ele queria. O estranho respondeu que era uma alma do Purgatório. "Eu sou Pietro Di Mauro". Disse-lhe então:

 "Eu morri em um incêndio neste convento, em 18 de setembro 1908. Na realidade este convento, depois da desapropriação dos bens eclesiásticos, tinha sido transformado em uma casa de repouso para anciões. Eu morri entre as chamas quando eu estava dormindo, em meu colchão feito de palha, exatamente neste quarto. Eu venho do Purgatório: O bom Deus deixou-me vir até aqui e lhe pedir que celebre para mim a santa missa da amanhã de manhã para o meu descanso eterno. Graças a esta Missa eu poderei entrar no Paraíso".  - Padre Pio falou para o homem que ele teria a missa santa para a sua alma..

 O Padre Pio contou: "Eu, queria levá-lo até a porta do convento para me despedir quando repentinamente para minha surpresa ele desapareceu. Eu seguramente percebi que havia falado com uma pessoa morta; na realidade, tenho que admitir que eu reentrei no convento bastante amedrontado.  O Padre Superior do convento, Monsenhor Paolino de Casacalenda, notou meu nervosismo, e então lhe contei o que havia acontecido. Ai então lhe pedi a permissão para celebrar a Santa Missa da manhã seguinte em voto daquela alma necessitada.

 Alguns dias depois, Padre Paolino, despertado pela curiosidade foi até o escritório de registro de óbitos da comunidade de St. Giovanni Rotondo, e pediu a permissão para consultar o livro de registro de óbitos do ano de 1908. Após a consulta ele pode então verificar que a história do Santo Padre Pio era verdadeira, pois no registro relacionado às mortes do mês de setembro, Padre Paolino achou o nome, o apelido e a razão da morte: No dia 18 de setembro de 1908, no incêndio da casa de repouso morreu o Sr. Pietro Di Mauro. 

 Padre Pio contou a seguinte história ao Padre Anastásio.

 “Uma tarde, enquanto eu estava rezando a sós, eu ouvi o sussurro de um terno, e eu vi um monge jovem que se mexeu próximo ao altar”. Parecia que o monge jovem estava espanando os candelabros e regando os vasos das flores.  Eu pensei que ele era o Padre Leone que estava reestruturando o altar e como era a hora do jantar, eu fui próximo a ele e lhe falei: Padre Leone, vá jantar, não está na hora de espanar e consertar o altar. Mas uma voz que não era a voz do padre Leone me respondeu: Eu não sou o Padre Leone. -Então perguntei: Quem é você?  A voz então respondeu:

 - "Eu sou um irmão seu que fez o noviciado aqui. Minha missão era que eu limpasse o altar durante o ano do noviciado. Desgraçadamente eu durante todo esse tempo  não reverenciei a Jesus Sacramentado Deus todo Poderoso, todas as vezes que passava em frente ao altar causando grande aflição ao Sacramento Santo, por causa da minha irreverência. Por este descuido sério, eu ainda estou no Purgatório. Agora, Deus, com a sua bondade infinita, enviou-me aqui para que você estabeleça o dia em que eu passarei a desfrutar o Paraíso. É para você cuidar de mim".

 Eu pensei ter sido generoso com àquela alma de sofrimento e assim exclamei: "você estará  amanhã pela manhã no Paraíso, quando eu celebrar a Santa Missa". Aquela alma chorou e disse: "Cruel de mim, que malvado eu fui”.  Então ele chorou e desapareceu.  Aquela exclamação me produziu uma ferida no coração, que eu senti e sentirei a vida inteira.  Na realidade eu teria podido enviar aquela alma imediatamente ao Céu, mas eu o condenei a permanecer outro noturno nas chamas do Purgatório.

 No final de sua vida.

 Desde novembro de 1966 o padre foi obrigado a celebrar a Missa sentado. A sua Missa deveria ser mais breve do que antes, pela sua evidente situação, desde quando foi obrigado à cadeira, parecia que não seria uma vez. O declínio físico era evidente. Não causou espanto quando alguém veio a saber que ele afirmava com precisão, falando a uma sobrinha sua: “Daqui dois anos não existirei mais, porque estarei morto”.

 O que não cessaram mais foram suas lutas com Satanás, o “gigante” visto na infância e contra o qual sempre combateu e sempre venceu. Ainda suportava as feridas daqueles combates.  No dia 6 de julho de 1964 houve um grande barulho vindo da sua cela; os frades entraram no quarto e encontraram Padre Pio caído, ferido no supercílio; foi necessário suturar a ferida com pontos. O demônio havia batido sua cabeça no chão; o inchaço é bastante visível numa fotografia do Padre Pio tirada naquela ocasião.

 Padre Pio não tinha medo da morte; pois em várias ocasiões entendeu-a como uma libertação. Em 22 de setembro, domingo, a Igreja estava decorada para festa dos cinqüenta anos dos Estigmas; e na sua hora de costume, às 5 horas, Padre Pio começou a celebrar a sua última Missa. Após ainda deu o seu “último adeus aos seus filhos”, por volta das 10,30 horas da janela do coro .

 Passado um pouco da meia-noite, quando já se podia realizar a  celebração Eucarística do novo dia, pediu ao padre Pellegrini para celebrar a Missa. Havia se confessado e renovado seus votos religiosos. Faleceu serenamente às 02,30 horas da segunda-feira, 23 de setembro de 1968. Examinaram seu corpo e constataram que os estigmas haviam desaparecido completamente, sem deixar nenhuma marca ou cicatriz; deste fato foram registrados documentos por escrito e documentação fotográfica.

 Para a ciência restará sempre um mistério de como os estigmas apareceram e também desapareceram misteriosamente, como duraram por mais de cinqüenta anos. Estava concluída a missão que o Senhor lhe havia confiado.

 

 

 
 
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