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26/01/2009
Biografia de Padre Pio de Pietrelcina - II
Os filhos espirituais de Padre Pio
 
 
 

BIOGRAFIA DE PADRE PIO DE PIETRELCINA

 

Os filhos espirituais de Pe. Pio

 Era com a freqüência de se confessar com ele. Mas havia um outro meio, acompanhado, sobretudo da possibilidade de retornar até ele, e a qualquer um que assim desejasse. Bastava lhe perguntar, bastava lhe pedir para que fossem aceitos como seus filhos espirituais. Ele disse: “Não chamo ninguém e não afugento ninguém”.

 Padre Pio era particularmente exigente com seus filhos espirituais; educava-os à dedicação, ao dever, à cruz, ao heroísmo, quando era possível fazê-lo. Um Jovem, em San Giovanni, testemunhou o que havia acontecido com ele.  Era costume, e como respeito piedoso, fazer em si o Sinal da Cruz quando passasse em frente a uma Igreja Católica. Um belo dia, estava se divertindo com dois amigos, ambos distantes da fé. Estavam passando diante de uma Igreja. Naquele mesmo instante, ouviu ao pé do ouvido uma voz a lhe dizer claramente: “Covarde!”. Imediatamente pensou estar sendo conduzido por Padre Pio. Logo percebeu a mensagem do padre, zombando dele; depois, bastante sério, ele havia dito: “Desta vez foi assim; mas se o fizer de novo, pensarei que é um fujão”.

 Havia alguns dos filhos espirituais de Padre Pio que moravam em uma cidade bastante próxima a San Giovanni. Começaram a reunir-se; falavam de Padre Pio e de suas experiências com ele. Mas principalmente se dedicavam à oração; depois dos primeiros encontros, limitavam-se somente a rezar. Assim, nasceram os primeiros grupos de oração, ou as sementes dos futuros grupos encorajados claramente pelo próprio Padre Pio. Pode-se dizer que os grupos de oração foi um grande impulso da palavra do Papa Pio XII, especialmente a partir de 1947, insistindo na necessidade da oração.

Padre Pio dizia aos grupos: “Espalhem-se desde já, em todo o mundo”, e recomendou: “Reúnam-se periodicamente para a oração em comum. A sociedade de hoje não reza; por isso está em pedaços”.

 O Anjo da Guarda de padre Pio.

 

 Como seus tantos filhos Espirituais faziam para se comunicar com Padre Pio? Havia os métodos normais: confessar-se ou ao ser recebido no parlatório lhes falava alguma coisa , escreviam-lhe cartas, mandavam recados através de algum frei que o encontrasse com mais freqüência...

 Mas também havia um outro método, que muitos haviam experimentado; é um método mais rápido do que um telegrama ou um fax nos dias de hoje, que naquela época não existia: o recurso do próprio anjo da guarda. Era uma experiência para quando não se pudesse aproximar do padre, ou pela distância ou pela multidão de pessoas, muitos se voltavam com fé ao anjo da guarda de Padre Pio ou ao seu próprio anjo da guarda e a mensagem chegava pontualmente.

 Tinha em Roma um confessor capuchinho, Padre Pio da Mondregañez, espanhol. Ele desejava muito encontrar-se com Padre Pio, mas não havia tido permissão. Ao sair para voltar a Roma fez a seguinte oração:  “Se é verdade, como se diz, que o nosso anjo da guarda conhece Padre Pio e leva até ele nossas mensagens, diga-lhe que ao estar na Itália meridional irei me encontrar com ele”.  No mesmo dia, o superior do convento lhe propôs:  “Antes de retornar a Roma, quer ir até San Giovanni Rotondo?”.  Aceitou com alegria e no dia seguinte já seguiu viagem. Quando esteve com Padre Pio, no final do encontro disse-lhe: “Padre, já esteve com o meu anjo da guarda?”. E Padre Pio: “Sim, ele veio uma vez, de Consenza”.  Padre Pio tinha a missão de recordar, instantaneamente, todos os mistérios da fé: a paixão redentora do Senhor e a Sua misericórdia; a existência do paraíso, do inferno, do purgatório; e também a existência dos anjos, em particular, dos nossos anjos da guarda que nos auxiliam as vinte e quatro horas do dia, com uma solicitude extraordinária e a quem nós deixamos de lembrar.

 Uma promessa de grande amor.

 Um dia perguntaram ao padre Pio:  - Jesus lhe mostrou os lugares de seus filhos espirituais no paraíso?  - Claro, um lugar para todos os filhos que Deus me confiará até o fim do mundo, se são constantes no caminho que leva ao céu. “A promessa que Deus fez a este miserável”.  - E no paraíso, estaremos perto de vós?

- Ah! Filha e que paraíso seria para mim se não tivesse perto de mim a todos meus filhos?  - Mas eu tenho medo da morte.  - O amor exclui o temor. O que chamamos morte, na realidade é o inicio da verdadeira vida. E logo, se eu lhes assisto durante a vida, quanto mais vos ajudarei na batalha decisiva!

 Chamado a Co-redenção.

 A vida do padre Pio está tão cheia de acontecimentos extraordinários que é necessário buscar as causas deles em sua vida íntima. Quem é chamado a servir na missão redentora de Jesus Cristo tem que sofrer muito moral e fisicamente.  Estes Sofrimentos o purificam e elevam cada vez mais no amor de Deus. Em uma carta escrita pelo padre em 1913 dizia:  "O Senhor me faz ver como em um espelho, que toda minha vida será um martírio".

 

Desde que ingressou a vida religiosa até que recebeu os estigmas, a vida do padre Pio foi uma Via Crucis. Em 1912 escreve: "Sofro, sofro muito, mas não desejo nada para que minha cruz seja aliviada, porque sofrer com Jesus é muito agradável".  A uma filha espiritual lhe disse um dia:  "O Sofrimento é meu pão de cada dia. Sofro quando não sofro. As cruzes são as jóias do Esposo, e delas sou zeloso.”

 Uma casa para o alívio do Sofrimento físico.  “Estava doente e vieste me visitar” (Mt 25,36)

 O verdadeiro seguidor de Jesus Cristo tem uma particular sensibilidade para todo o sofrimento dos irmãos, em especial, dos enfermos. Lembrar-se das curas operadas por Jesus e na recompensa prometida. Devemos lembrar as fundações das ordens hospitalares e da construção dos hospitais, quase todos nascidos da obra piedosa.

 Pelo espírito sensível de Padre Pio, havia motivos muito fortes que alimentavam essa sensibilidade; no seu coração já trazia cada necessidade dos irmãos. Havia uma experiência pessoal, o contínuo contato com as pessoas que, pessoalmente ou através de carta, lhe contavam todos os males e pediam sua ajuda. Pode-se dizer que Padre Pio sempre foi enfermo. Fortemente provado pelo sofrimento na própria carne, era bastante sensível aos males daqueles que continuamente o procuravam. O Padre tinha tanta compaixão pelos enfermos que se ocupava de todos os males. Mas não era possível colher a dor da humanidade. Mas é possível dar-lhe alívio. Padre Pio pensava, desde 1922, encorajado pela oferta que recebera com o seguinte objetivo: “para fazer o bem”. Mas, foi nos anos quarenta que seus desejos ganharam as primeiras formas reais e concretas. Três filhos espirituais, tiveram imensa atuação nos projetos de Padre Pio. Tal era o afeto que dedicavam ao Padre, que desde então passaram a viver próximo a ele. São eles: O farmacêutico Carlo Kisvarday, de Zara; O médico Guglielmo Sanguinetti, de Parma; O agrônomo Mario Sanvico, de Perugia. Rapidamente impulsionaram as obras do grande projeto. Em 9 de janeiro de 1940, o sonho começava a se concretizar, que haveria de ser continuada e crescer mesmo depois de sua morte. Então, eles, seus filhos espirituais, lhe asseguraram que, próximo à igrejinha delle Grazie, seria levantado um grande hospital.

 

Assim que a notícia foi publicada começaram a chegar ofertas de todas as partes: da pequena oferta, comparável ao óbolo das fieis, à ricas ofertas que dispunham os grandes meios financeiros. É muito provável que o Senhor houvesse antecipado a obra através de uma visão. Não era de seu desejo que se falasse em hospital ou de clínica; uma casa familiar, que recorda o lar doméstico. E o propósito: dar alívio a quem sofre, um alívio direto, antes de tudo, às almas e depois aos corpos. Era realmente uma obra de Deus e da caridade humana, sendo possível graças às ofertas que chegaram de todo o mundo.

 Padre Pio também deixou claro a este respeito: “Esta casa é, antes de tudo, aos doentes carentes”. Mas desejava que todos fossem tratados igualmente, com caridade fraterna. Aqui o enfermo poderia se sentir um irmão sendo cuidado pelos irmãos. Em 5 de maio de 1956, somente depois de dez anos do início das obras, aconteceu a inauguração solene daquela tamanha obra caridosa. Com equipamentos moderníssimos, tornou-se um dos melhores hospitais da Europa, sem perder de vista aquela sua característica de casa de acolhimento fraterna.

 A realização daquela incrível obra profundamente humana e ao mesmo tempo divina aconteceu durante anos de imensos martírios; foi realizada justamente durante aquele segundo período de perseguição (1952-1962) e que apesar da dor, é preciso comentar.

Precisamente, Padre Pio sempre repetia: “obra da Divina Providência”. Não foi à toa que São Paulo escreveu a Timóteo: “Pois todos os que quiserem viver piedosamente, em Jesus Cristo, terão de sofrer perseguição (2Tm 3,12)”.

 É bom lembrar que o ambiente fervoroso no meio do povo guardava também elementos de fanatismo. Nesse período houve um rápida troca de superiores no convento e na província de Foggia e transferência de freis de uma província a outra. Todos supostamente sob ordens. Depois começaram os procedimentos contra ele.

 Se contra religiosos e sacerdotes foram tomados procedimentos injustos, contra Padre Pio se passou a controlar suas conversas privadas.  E pior ainda: foi imposto ao padre Pio de celebrar a Missa em trinta ou quarenta minutos no máximo. Isso foi o cúmulo da incompreensão daquilo que era a Missa de Padre Pio, como nos primeiros anos, quando celebrava em Pietrelcina, levando até quatro horas. O Papa Paulo VI providenciou a plena liberdade a Padre Pio.

 Seu inimigo Volta a atacar.

 Padre Pio foi bastante amado, mas sabia bem os verdadeiros inimigos eram os demônios; inimigos do padre e inimigos de qualquer ser humano. No mundo globalizado de hoje, muitos não acreditam, que esses espíritos agem ocultamente. É uma realidade terrível que São Paulo exprime assim: “Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) no ares” (Ef 6,11-12).  A indicação que São Paulo fala dos demônios é muito precisa, porque os chama com o nome de sua ordem de classificação. Esta talvez tenha sido uma das missões de Padre Pio: uma luta evidente, para ele visível, contra o verdadeiro e oculto inimigo; o terrível inimigo de todos.

 Para tentar desviar o Padre Pio da missão que Deus lhe tinha confiado, o demônio lhe aparecia algumas vezes em forma de um gato negro e selvagem, ou de animais repugnantes: era clara a intenção de incutir o terror. Outras vezes aparecia na forma de jovens moças nuas e provocativas, que dançavam de modo obsceno; era clara a intenção de tentar o jovem sacerdote na sua castidade.

 Mas o maior perigo era quando o demônio tentava enganar Padre Pio aparecendo de forma sacra (o Senhor, a Virgem, o anjo da guarda, São Francisco,...), principalmente na forma de pessoas as quais era submisso (o superior da casa, o superior provincial, seu diretor espiritual...). Para este último caso Padre Pio havia preparado um método de discernimento que depois sugeriu a alguns de seus filhos espirituais e que encontramos já em Santa Teresa d’Ávila, mesmo que Padre Pio não tenha lido os escritos da santa carmelita. O que fazer para distinguir?

 Quando aparecia verdadeiramente o Senhor, a Virgem, o anjo da guarda, o padre havia notado que uma rápida sensação de temor, de espanto; mas depois, terminada a aparição sentia uma grande paz. Quando, ao contrário, era o maligno que se apresentava em uma aparência sacra, o padre sentia uma alegria imediata, atrativa; mas depois ele tinha a impressão amarga, uma grande sensação de tristeza. Talvez possamos dizer com certeza que a maior luta de Padre Pio com o demônio acontecia quando procurava salvar as almas, seja na confissão, seja quando rezava por todos os seus filhos.

 Na luta contra a ação extraordinária do demônio, Padre Pio tinha um particular poder e um particular discernimento, como vemos em tantos santos e santas, por serem exorcistas e não como faziam o exorcismo. Muitas vezes encontrou pessoas possessas pelo demônio e o comportamento do padre variava de caso a caso. Padre Pio sempre obedeceu às autoridades eclesiásticas, também a custo de um heróico sofrimento, sempre com estima e amor. A luta de toda a sua vida foi ininterruptamente conduzida contra o inimigo de Deus de das almas, o demônio.

 Ele viu o demônio em múltiplas formas e levou dele muitas pancadas, por terem sido permitidas para recordar ao mundo incrédulo de hoje sobre essa presença diabólica. Os fatos externos, visíveis e dolorosos de Padre Pio dão uma pequena idéia dos acontecimentos ocultados, da gravidade do pecado, contra tudo aquilo que devemos lutar. Seu dia a dia se desenrolava com o ritmo monótono e árduo de sempre. As várias proibições não atingiram o movimento dos fiéis, que encontravam em Padre Pio um confessor, um padre educador, aquele que sabia corrigir as vidas desencaminhadas e levá-las a Deus. Não era percebido o seu sofrimento, mesmo que estivesse continuamente batendo. Os tempos tenebrosos não fizeram Padre Pio perder o afetuoso contato com os seus filhos espirituais e nem o bom senso de humor, que se manifestava sempre nos momentos de recreação com os confrades, aos quais se juntavam também alguns de seus filhos espirituais mais ativos.

 

 
 
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