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24/02/2008
A besta semelhante a um cordeiro
O cordeiro, na Sagrada Escritura, sempre foi o símbolo do sacrifício.
 
 
 

Confira Apocalipse 13,11ss

 – “Filhos prediletos, recordais hoje a minha segunda aparição, ocorrida na pobre Cova da Iria em Fátima, em 1º de junho de 1917. Já desde então eu vos predisse o que estais vivendo nestes tempos. Anunciei-vos a grande luta entre Mim, mulher vestida de sol, e o enorme dragão vermelho,que levou a humanidade a viver sem Deus. Eu vos predisse também o trabalho enganoso e tenebroso, executado pela maçonaria, para afastar-vos da observância da lei de Deus e tornar-vos assim vítima dos pecados e dos vícios. Sobretudo, como mãe, vos quis advertir do grande perigo que ameaça hoje a igreja, devido aos muitos e diabólicos ataques que se desferem contra ela para destruí-la.

Para conseguir este fim, à besta negra que sobe do mar, vem da terra em auxílio, uma besta com dois chifres semelhantes ao de um cordeiro. O cordeiro, na Sagrada Escritura, sempre foi o símbolo do sacrifício. Na noite do Êxodo, foi sacrificado o cordeiro e, com o seu sangue, foram aspergidos os umbrais das casas dos hebreus para subtraí-los ao castigo, que ao contrário, golpeou todos os egípcios. A Páscoa hebraica recorda este fato todos os anos, com a imolação de um cordeiro, que é sacrificado e consumido. Sobre o calvário Jesus Cristo se imola para a redenção da humanidade, se faz ele próprio nossa Páscoa e se torna o verdadeiro cordeiro de Deus que tira todos os pecados do mundo.

A besta traz sobre a cabeça dois chifres semelhantes ao de um cordeiro. Ao símbolo do sacrifício está intimamente unido o do sacerdócio: os dois chifres. Um chapéu com dois chifres era usado pelo sumo sacerdote no Velho Testamento. A mitra - com dois chifres- usam os bispos na Igreja, para indicar a plenitude de seu sacerdócio. A besta negra, semelhante a uma pantera, indica a maçonaria; a besta com dois chifres, semelhante a um cordeiro, indica a maçonaria infiltrada no interior da Igreja, isto é, a maçonaria eclesiástica, que se difundiu, sobretudo, entre os membros da hierarquia. Esta infiltração maçônica, no interior da Igreja, já vos foi predita por mim em Fátima, quando vos anunciei que satanás se introduziria até ao vértice da Igreja. Se o objetivo da maçonaria é de conduzir as almas à perdição levando-as ao culto de falsas divindades, o objetivo da maçonaria eclesiástica é, por outro lado, de destruir Cristo e sua Igreja, construindo um novo ídolo, isto é, um falso cristo e uma falsa igreja.

 Jesus Cristo é o filho de Deus vivo, é o Verbo encarnado, é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, porque une na sua pessoa divina a natureza humana e a natureza divina. Jesus, no evangelho, deu de si próprio a sua definição mais completa, dizendo ser a Verdade, o Caminho e a Vida. Jesus é a Verdade, porque nos revela o Pai, nos diz a sua palavra definitiva, leva toda a divina revelação ao seu perfeito cumprimento. Jesus é a Vida, porque nos dá a própria vida divina, com a graça por ele merecida com a redenção, e institui os sacramentos como meios eficazes que comunicam a graça. Jesus é o Caminho, que conduz ao Pai, por meio do Evangelho, que nos deu como caminho a percorrer, para chegar à salvação. Jesus é verdade, porque é Ele- Palavra viva- fonte e sinete de toda a divina revelação.

Então, a maçonaria eclesiástica age para obscurecer a sua palavra divina, por meio de interpretações naturais e racionais e, na tentativa de torná-la mais compreensiva e acolhida, a esvazia de todo o seu conteúdo sobrenatural. Assim se difundem os erros, em todas as partes da própria igreja católica. Por causa da difusão destes erros, hoje muitos se afastam da verdadeira fé, realizando-se a profecia que eu vos fiz em Fátima: - Virão tempos em muitos perderão a verdadeira fé. – A perda da fé é apostasia. A maçonaria eclesiástica age de modo enganoso e diabólico, para conduzir todos à apostasia. Jesus é vida porque dá a graça. O objetivo da maçonaria eclesiástica é o de justificar o pecado, de apresentá-lo não mais como um mal, mas como um valor e um bem. Assim se aconselha a cometê-lo como um modo de satisfazer as exigências da própria natureza, destruindo a raiz da qual pode nascer o arrependimento e se diz que não é mais necessário confessá-lo. Fruto pernicioso deste maldito câncer, que se difundiu em toda a igreja, é o desaparecimento da confissão individual em toda a parte. As almas são levadas a viver no pecado, recusando o dom da vida, que Jesus nos ofertou. Jesus é caminho que leva ao pai, por meio do Evangelho. A maçonaria eclesiástica favorece as explicações, que dão dele interpretações racionalistas e naturais, por meio da aplicação dos vários gêneros literários, e assim, o Evangelho é dilacerado em todas as suas partes. Chega-se, finalmente, a negar a realidade histórica dos milagres e da ressurreição e se põe em dúvida a própria divindade de Jesus e a sua missão salvífica. Depois de ter destruído o Cristo histórico, a besta com dois chifres semelhantes ao de um cordeiro procura destruir o Cristo místico que é a igreja. A igreja instituída por Cristo é uma só: é a Igreja Santa, Católica, Apostólica, Una, fundada sobre Pedro. Como Jesus, também a Igreja fundada por ele, que forma o seu corpo místico, é verdade, vida e caminho.

A Igreja é verdade, porque só a ela Jesus confiou a sua guarda, na sua integridade, todo o depósito da fé. Confiou-o à Igreja hierárquica, isto é, ao Papa e aos bispos unidos a ele. A maçonaria eclesiástica procura destruir esta realidade com o falso ecumenismo, que leva à aceitação de todas as igrejas cristãs, afirmando que cada uma delas possui uma parte da verdade. Ela cultiva o projeto de fundar uma igreja ecumênica universal, formada pela fusão de todos os credos cristãos, entre os quais a Igreja Católica. A igreja é a vida porque dá a Graça e só ela possui os meios eficazes da graça, que são os sete sacramentos. É vida, especialmente porque só a ela foi dado o poder de gerar a Eucaristia, por meio do sacerdócio ministerial e hierárquico. Na Eucaristia, Jesus Cristo está realmente presente com o seu corpo glorioso e a sua divindade. Então a maçonaria eclesiástica, de tantas e enganosas maneiras, procura atacar a piedade eclesial para com o sacramento da Eucaristia. Desta valoriza só o aspecto da ceia, tende a minimizar o seu valor de sacrifício, procura negar a presença real e pessoal de Jesus nas hóstias consagradas. Por isso, foram gradualmente suprimidos todos os sinais externos, que são indicativos da fé na presença real de Jesus na Eucaristia, como as genuflexões, as horas de adoração pública o santo costume de circundar o tabernáculo com luz e flores. A igreja á caminho porque conduz ao pai, por meio do filho, no Espírito Santo, sobre a estrada da perfeita unidade. Como o Pai e o Filho são um, assim deveis ser uma só coisa entre vós. Jesus quis que a sua Igreja fosse sinal, e instrumento de unidade de todo o gênero humano. A Igreja consegue ser unida, porque foi fundada sobre a pedra angular da sua unidade: Pedro e o Papa que sucede ao carisma de Pedro. Então, a maçonaria eclesiástica procura destruir o fundamento da unidade da Igreja, com o ataque traiçoeiro e insidioso ao Papa. Ela urde as tramas da dissensão e da contestação ao Papa; sustenta e premiam aqueles que o vilipendiam e lhe desobedecem; propaga as críticas e as oposições de bispos e teólogos. Desta maneira é demolido o próprio fundamente de sua unidade e assim a Igreja é cada vez mais dilacerada e dividida.

- Filhos prediletos, eu vos convidei a vos consagrardes ao meu coração imaculado a entrardes neste meu materno refúgio, sobretudo para serdes preservados e defendidos contra essa terrível insídia. Por isso, no ato de consagração do meu movimento, eu vos solicitei a renunciardes a qualquer aspiração de fazer carreira. Assim podeis subtrair-vos à mais forte e perigosa insídia, usada pela maçonaria, para associar à sua seita secreta tanto dos meus filhos prediletos. Eu vos levo a um grande amor a Jesus e a verdade, fazendo-vos corajosas testemunhas de fé; a Jesus vida, levando-vos a uma grande santidade; a Jesus caminho, pedindo-vos para serdes na vida somente Evangelho vivido e anunciado à letra. Depois, vos conduzo ao maior amor à Igreja. Faço-vos amar a Igreja-Verdade, fazendo-vos fortes anunciadores de todas as verdades da fé católica, enquanto vos opondes, com força e coragem, a todos os erros. Torno-vos ministros da Igreja-vida, ajudando-vos a ser sacerdotes féis e santos. Ficai sempre disponíveis ás necessidades das almas, prestando-vos com generosa abnegação, ao ministério da reconciliação e sede chamas ardentes de amor e de zelo para com Jesus presente na Eucaristia. Nas vossas Igrejas volte-se a fazer com freqüência as horas de adoração pública e reparação ao Santíssimo Sacramento do altar.

Transformo-vos em testemunhas da Igreja-caminho, e vos torno instrumentos preciosos da sua unidade. Para isto vos dei como segundo compromisso do meu movimento, uma particular unidade ao Papa. Por meio do vosso amor e da vossa fidelidade, o desígnio divino da perfeita unidade da Igreja voltará a resplandecer em todo o seu esplendor. Assim à tenebrosa força que hoje exerce a maçonaria eclesiástica, para destruir Cristo e a sua igreja, eu oponho o forte esplendor do meu exército sacerdotal e fiel, para que Cristo seja por todos amado, escutado, e seguido, e a sua Igreja seja cada vez mais amada, defendida, e santificada. “Nisto, sobretudo, resplandece a vitória da Mulher vestida de sol e o meu Coração Imaculado obtém o seu mais luminoso triunfo.”

 Mensagem de Nossa Senhora ao Pe. Stefano Gobbi, em 13 de junho de 1989

 

 
 
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