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Você está em: O Céu Fala / Catalina / Catalina - VII



 
 
10/01/2008
Catalina - VII
 
 
 

 Um chamado urgente: a assistência ao moribundo

 Alguns dias depois, eu estava rezando o Terço da Misericórdia quando ouvi a

voz do Senhor que me dizia:

- Preste atenção ao que irás ver, não temas, mas é necessário que vejas. Nesse

momento tive a visão de um quarto em um hospital. Ali se encontrava um senhor,

entre 50 e 65 anos (não podia estimar melhor sua idade porque estava doente e

muito consumido).

Havia várias pessoas junto dele, umas choravam, mas todas esperavam sua

morte. Escutavam-se prantos desesperados, o homem se contorcia de dor, sabia

que estava morrendo, percebia-se que estava irritado, renegava enquanto dizia:

- Como vou morrer?...! Como Deus vai permitir que eu morra?... Façam algo...

não quero morrer!

Enquanto isso, agitava o corpo bruscamente. Rebelava-se diante da iminência

da morte. Percebia-se o conflito, a tortura, a falta de paz. E me impressionava que

as pessoas que estavam com ele não levavam de maneira alguma a paz para esta

alma, ninguém rezava.

No corredor externo reconheci um pequeno pátio em que algumas pessoas conversavam

e riam, algumas fumavam e bebiam, absolutamente alheias ao sublime

momento que vivia, em conflito, esse doente tão próximo. O cenário era parecido

com qualquer evento social cotidiano.

Então vi chegar uma religiosa e o Senhor me disse:

- É uma enviada de Minha Mãe. Pude ver então Nossa Senhora que, à distância,

contemplava a cena, com as mãos postas rezando, enquanto lhe escorriam lágrimas

pelo rosto. Havia um anjo ao lado do doente com um semblante muito triste,

com uma mão cobria o rosto e com a outra tocava o doente. Logo o anjo se levantou

e com as mãos tratava de afastar muitas sombras que se acercavam do homem.

Estas formas pareciam desfiguradas com cabeças de veados, ursos, cavalos,

não podia ver com mais nitidez porque eram sombras.

Quando a religiosa entrou no quarto, aproximou-se da cama... Tomou a mão do

moribundo. Tentou dar-lhe uma estampa, dizendo-lhe algo. O homem ergueu a

mão em sinal de recusa, a religiosa insistiu outra vez para aproximar a estampa,

mas com o pouco fôlego que lhe restava o moribundo gesticulava, negando essa

aproximação. Gritava, irritado. A religiosa saiu muito triste.

No corredor, tomou seu terço e começou a rezar. As pessoas que a viam, sorriam

de maneira gozadora, não consideravam minimamente a importância que tinha

sua oração nesse momento delicado. Ela os convidava a rezar, mas os olhos e

as expressões manifestavam sua clara recusa.

Em poucos minutos o homem faleceu, e pude ver que quando sua alma deixava

o corpo, todas essas sombras saltaram sobre ele, cada uma o disputava, pareciam

feras, lobos, cachorros que esquartejavam uma presa. Imediatamente o anjo se

pôs diante deles e levantando a mão, ordenou:

- Alto! Soltai-o, primeiro deve apresentar-se diante do trono de Deus para ser

julgado!

Algumas pessoas se puseram a chorar ao redor do defunto de maneira desesperada,

ou melhor, histérica.

Compreendi então a diferença que existe quando despedimos uma alma que está

em paz e parte com a esperança na Misericórdia de Deus.

 

O Sacramento  da Reconciliação

  “Quem de vós que, tendo cem ovelhas e perdendo

uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto

e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la?

E depois de encontrá-la, a põe nos ombros, cheio

de júbilo e, voltando para casa, reúne os amigos e

vizinhos, dizendo-lhes: Regozijai-vos comigo, achei

a minha ovelha que se havia perdido.

Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por

um só pecador que fizer penitência do que por

noventa e nove justos que não necessitam de

arrependimento.” (Lc 15,4-7)


 
 
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