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Você está em: O Céu Fala / Catalina / Catalina - VI



 
 
09/01/2008
Catalina - VI
 
 
 

  Confissão, morte e transformação

 Haviam transcorrido dez dias desde a morte de minha querida mamãe quando

uma manhã, ao terminar de fazer minhas primeiras orações do dia, em meu quarto,

o Senhor me pediu que permanecesse ali por alguns instantes. Logo, como em

um filme, apareceu diante de meus olhos a cena da morte de mamãe.

Volto então ao dia em que minha mãe agonizava, tal como pude ver nesta visão...

Ela estava em sua cama, acabávamos de recostá-la sobre seu lado direito e eu

lhe limpava o sangue que perdia pelo nariz. Ela olhou acima de mim, em direção à

janela, apertou minha mão e me disse: “Quero estar contigo”.

- Tens medo, mamãezinha? - perguntei-lhe, um tanto angustiada.

- Não, não tenho medo, mas quero estar contigo.

Nesse momento vi umas pessoas que se aproximavam por trás de mim e de minha

mãe, do lado direito dela.

Reconheci São José, Santo Antônio de Pádua, Santa Rosa de Lima, São Domingos

de Guzmão e São Silvestre, que se colocaram por trás da cabeceira de minha

mãe, ao lado de “Leopoldo”; assim se chamava o Anjo da Guarda de minha mãe,

um jovenzinho muito bonito que de joelhos parecia estar em oração enquanto com

suas mãos acariciava sua cabeça.

Havia outras mulheres e homens, jovens e velhos, eram cerca de quarenta pessoas,

todas rezando. Um jovem, vestido com uma alba branca, tinha uma pequena

fonte dourada nas mãos. De tempos em tempos punha uma mão nela e tirava fumaça,

lançando-a para cima como incenso.

Com isso ele parecia evitar que se aproximassem umas sombras escuras, que

se viam como afastadas do quarto, temerosas de se aproximar. O jovem movia os

lábios como se rezando algo, depois mudava a pequena fonte de mão e fazia o

mesmo com a outra, lançando no ar essa fumaça. Dava voltas ao redor de todos

os que rodeavam a cama de minha mãe, por trás de nós. Fiquei espantada de ver

tantas pessoas. Então Jesus falou e me disse:

- São seus santos protetores e aquelas almas que ela ajudou a salvar com sua

oração e seus sofrimentos, e embora ela não as conhecesse, vieram para acompanhar

seu trânsito.

Quando a viramos do outro lado para trocá-la, mamãe disse:

- Já tenho que ir com eles. - enquanto olhava por cima de meu ombro.

Aconselhamo-la a tranqüilizar-se. Cantamos para ela um Salmo e ela foi repetindo

o canto. Abriu os olhos quase maravilhada, como se contemplando algo que

não podia exprimir e disse:

- Acendam a luz!

Fizemos isso, porém entendendo que ela já não via o que havia na terra, mas

que estava mais além. Então, apertando minha mão, disse: Deus Santo!... Deus

Santo!... Como se me levasse a rezar, a repetir a jaculatória: Deus Santo, Deus

Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro!

Ela repetia e repetia a jaculatória enquanto insistia:

- Tenho que ir! - mexia os pés como se fosse andar e dizia: “Não me detenham”...

E novamente tornava a dizer: “Deus Santo, Deus Forte... tende piedade

de mim e do mundo inteiro”.

As pessoas que a rodeávamos começamos a rezar a oração do Terço da Misericórdia.

Mas ao mesmo tempo ela repetia suas próprias orações. Insistia dizendo:

“Pai, meu espírito! Já..., já!...” Não recordava a oração completa. Começamos a dizer:

“Pai, em Tuas mãos entrego meu espírito...”, entendendo que era isso o que

ela queria expressar... Assentindo, ela repetia nossas palavras.

Na visão que tive, observei que para o lado esquerdo de minha mãe, atrás de

onde estávamos, começava a chegar outro grupo de gente, e entre eles pude reconhecer

a figura de meu pai, uma de minhas avós, uma tia que viveu conosco, e

outras pessoas cujos rostos não consegui ver claramente. Estava deslumbrada pelo

que contemplava, mas tratava de me concentrar mais em minha mãe.

Diante dela se acendeu uma luz e vi aproximar-se, como se baixando do teto,

um coro de anjos que cantava. Formavam duas fileiras de personagens celestes, e

ao chegar junto a nós se separaram para rodear o lugar. Tudo era muito solene.

Em um momento minha mãe disse, como se dirigindo às pessoas que certamente

vinham acompanhar seu trânsito:

- Esperem, primeiro tenho que ver Nossa Senhora!

Meu irmão lhe disse: “Mãezinha, o Senhor está aqui, está te esperando...” Disse

isto porque antes minha mãe havia manifestado ter visto o Senhor. E ela retrucou...

“ainda devo ver a Virgem...”

Muitas vezes ela havia ouvido que Nossa Senhora recolhia as almas daqueles

que esperavam a morte rezando o Rosário.

Passamos para ela o quadro de Nossa Senhora Auxiliadora para que visse a Virgem,

pensamos que era isso que queria ver, mas ela olhava por cima do quadro,

parecia que já não via as coisas deste mundo, mas tudo o que existe além... Logo

disse: “Aí A vejo, aí está... dêem lugar à Mãezinha! Devemos pedir perdão a Nossa

Senhora ...”

O terno abraço da Mãe

Nesse instante vi que Nossa Senhora descia do céu e, suspensa no ar, ficou aos

pés de minha mãe; vi que estendia as mãos em direção a minha mãe. Em um dos

braços, a Virgem Maria tinha um vestido branco. Minha mãe estendeu a mão como

para receber algo ou tocar algo, observei como Nossa Senhora lhe tomou a

mão. Mamãe perdeu os sentidos nesse momento, por menos de um minuto, e expirou.

Quando sua cabeça ficou quieta sobre minha mão, pois eu a estava sustendo,

pensei que toda a visão desapareceria, mas imediatamente contemplei o instante

em que se ergueu a alma de minha mãe, separando-se de seu corpo…

Dirigiu-se até Nossa Senhora , que nesse momento lhe apresentou o traje branco

com as duas mãos, como se medindo-o por cima do camisão que ela vestia. Imediatamente

apareceu vestida com esse traje... Nossa Senhora tinha muita doçura

em Sua expressão, sorria e tomou minha mãe abraçando-a. Ela, por sua vez,

fez o mesmo apoiando sua cabeça no ombro da Virgem e subiram juntas com todo

o séquito de personagens que acompanhavam a cena.

O quarto ficou quase vazio. São José nos dirigiu um olhar, tocou a mão de São

Silvestre e este nos deu a bênção a todos. Deu meia volta e saiu, seguido por São

José.

Jesus me disse muito solenemente:

- Conta ao mundo, para que os homens valorizem a Graça que é estar junto a um

moribundo que parte auxiliado pelo céu. O recolhimento deve ser absoluto, pois parte

do céu se encontra nesse recinto. É o momento em que Deus visita esse lugar.

Concluída a visão, ajoelhei-me para agradecer a Deus, chorando, por nos ter

presenteado com toda essa graça, e por ter me permitido ver essa maravilha que

hoje posso relatar ao mundo, para que se dê conta da importância e do dever que

temos, de ajudar a nossos moribundos e a todo moribundo, para que iniciem felizes

a viagem para a eternidade do Amor de Deus.

 


 
 
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