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Você está em: O Céu Fala / Catalina / Catalina - VIII



 
 
11/01/2008
Catalina - VIII
 
 
 

  Vós que tirais os pecados do mundo...

 Na terça-feira, 8 de julho, viajamos a Cozumel, pois havíamos sido convidados a

dar uma palestra ali. O Senhor me ditou uma mensagem para uma jovem, dizendo-

me: “Diz-lhe que por muito tempo esperei por este momento e espero sua entrega”.

Era uma jovem que foi procurar nosso diretor espiritual para fazer uma

confissão de vida. Quando lhe entreguei a mensagem, ela chorou. Então o Senhor

me pediu que a ajudasse.

Conversamos até a chegada do sacerdote. Quando saíam juntos de uma sala,

dirigindo-se a outra para a Confissão, vi de repente que ao redor dela havia uma

grande quantidade de pessoas, talvez dez ou doze, que queriam entrar com ela no

recinto. Eu me surpreendi muito ao ver aquilo, mas logo compreendi que era uma

experiência mística e me pus em oração.

Ouvia-se por um lado umas vozes que falavam alto, com uma música em ritmo

de tambores que aturdia, e ao mesmo tempo um coro, umas pessoas que cantavam

o Ave de Fátima e outro coro que na ladainha cantava e dizia: “Glória e louvor

a Deus Criador, ao Filho Redentor, e ao Espírito Santo...!”

Ajoelhei-me e pedi que o Senhor iluminasse essa confissão. Logo ouvi um barulho

de gente que gritava. Olhei imediatamente para o lugar de que provinham os

ruídos e era a sacada da sala em que estava se confessando a jovem.

O que vi foi espantoso: figuras absolutamente desagradáveis, criaturas disformes,

que saíam correndo e gritando e se lançavam pela sacada ao vazio. Ao ir à

janela ver a queda, que foi o meu primeiro impulso, não vi a mais ninguém.

Nesse momento entrou o amigo que havia pedido ao padre a Confissão para a

jovem, e ambos pudemos ouvir claramente o ruído de correntes e ferros que pareciam

rasgar o teto e as paredes. Pusemo-nos a rezar, disse a ele que não tivesse

medo, que são os barulhos e expressões de raiva típicos do demônio, porque uma

alma lhe estava sendo tirada. Acompanhou-me uns minutos na oração, e depois

precisou ir embora.

Fiquei sozinha em oração por uns minutos, não sei quantos, e logo uma luz me

fez abrir os olhos. Constatei que diante de mim havia desaparecido a parede que

separava a sala em que se realizava a Confissão do lugar em que eu me encontrava.

Pude ver então a jovem que estava sentada, confessando-se, porém não diante

do sacerdote mas diante do próprio Jesus. Eu não via o sacerdote, era Jesus que

havia tomado seu lugar. Via o Senhor de perfil, com as mãos entrelaçadas como

em oração, enquanto apoiava sobre elas o queixo; mas Sua atitude era de escuta

atenta.

Atrás da moça e perto da porta da sala estava o grupo de pessoas entre as

quais se reconhecia uma monja, vestida de azul e com véu negro. Perto dela, sobressaía

um Anjo com as asas muito grandes, uma figura majestosa, com uma

grande lança na mão direita, olhado à esquerda e à direita, em atitude de alerta.

Pensei que poderia ser São Miguel Arcanjo, ou algum capitão de sua Milícia Celeste.

Ao fundo, à direita de Jesus e da jovem que se confessava, reconheci a Virgem

Maria, de pé, vestida como Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, com um traje que

parecia de seda, cor de pérola, e um manto de cor “tostada”, ou de caramelo, com

os emblemas que essa imagem usualmente tem.

Dois anjos muito altos, de pé, sustinham suas lanças em uma das mãos, observando

de maneira atenta, assim como o Anjo da porta. Estavam vigilantes e alertas,

como se custodiando a Virgem, que permanecida de pé com as mãos em oração,

olhando para o céu, enquanto eles pareciam vigiar todo o recinto.

Havia muitos anjos pequenos que iam e vinham, como se fossem transparentes.

Em dado momento, Jesus levantou a mão direita, dirigindo a palma a certa distância

da cabeça da jovem. Toda Sua mão estava cheia de luz, dela saíam raios

dourados que a cobriam inteiramente com todo esplendor, transformando-a. Eu

via como o rosto da penitente ia mudando, como se lhe tirassem uma máscara...

Vi como esse rosto duro de antes se transformava em outro mais nobre, doce e

pacífico.

No momento em que o Senhor lhe dava a absolvição, Nossa Senhora fez uma

genuflexão e inclinou a cabeça e todos os seres que estavam ao seu redor fizeram

o mesmo. Jesus se pôs de pé, aproximou-se da penitente e então pude ver o sacerdote

sentado onde antes estava Jesus.

O Senhor abraçou a jovem e a beijou no rosto. Depois voltou-se, abraçou o sacerdote

e também o beijou no rosto. Nesse instante, tudo se encheu de intensa luz

que desapareceu como se ascendendo em direção ao teto ao mesmo tempo que

desaparecia toda a visão e me encontrava de novo olhando para a parede.

Depois de me haver concedido esta inusitada experiência mística, o Senhor me

falou, dizendo:

- Se soubésseis como se transforma uma alma que fez uma boa confissão, todos

os que estivessem próximos a ela a receberiam de joelhos, porque em virtude da

graça santificante, está cheia do Espírito Santo.

Quando a jovem saiu da confissão, senti um verdadeiro desejo de me ajoelhar

diante dela, mas a abracei com todo o meu amor, pois sabia que estava abraçando

a pessoa que o Senhor havia abraçado antes. Ela parecia diferente, muito mais

jovem e muito feliz. Relatei tudo ao meu diretor espiritual e permanecemos ambos

em oração, dando graças a Deus.

À noite o Senhor me pediu que me preparasse para escrever o que havia visto,

em uma publicação dedicada ao Sacramento da Misericórdia: a

Reconciliação que é o presente texto.

 


 
 
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