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04/01/2008
Catalina - I
 
 
 

Revista Jesucristo Vivo: www.jesucristovivo.org - ANE Brasil

             Prezados amigos do Movimento Salvai Almas: Transmitiremos, a seguir, em capítulos, a experiência pessoal de uma Senhora chamada Catalina, residente na Bolívia. Esperamos que o referido relato que tem aprovação eclesiástica, seja de proveito espiritual aos nossos leitores do Site Salvai Almas. Pedimos escusas àqueles que já o conhecem, pois já foi veiculado pela internet aqui no Brasil.

 Capítulo I

 O amor bate à minha porta

 No final do mês de maio, viajei para a cidade de Orange County, (Califórnia)

nos Estados Unidos, para cumprir um compromisso em companhia de meu diretor

espiritual e um casal de amigos muito queridos. Nesse período, minha mãe estava

muito doente, e o Senhor me pediu que me ocupasse de preparar o luto para

a família. Telefonei para casa, para saber o estado de saúde de minha mãe e me

disseram que era estável, informando-me ainda que meu irmão Carlos chegaria

para nos acompanhar nestes dias tão delicados para nós.

Embora soubesse que não era o mais importante, o fato de ter que procurar

roupas pretas de luto para minha família foi uma experiência muito

especial, pois tinha a ver com a morte de alguém a quem eu amava; neste caso,

pensava em minha mãe. A maneira do Senhor me orientar me fazia

entender que ia preparando meu espírito, meu estado de ânimo e o de minha família.

Dias antes, o Senhor nos havia pedido, ao meu diretor espiritual e a mim que

fizéssemos durante um mês uma hora diária de adoração noturna, em reparação

por nossos pecados, pelos pecados de nossos familiares e dos do mundo inteiro.

No dia 6 de junho, dois dias antes de Pentecostes, o Senhor me ditou, como habitualmente

faz, algumas passagens bíblicas para que as meditássemos. E acrescentou:

- Pede colaboração especial nos afazeres de casa para o dia de sábado; preciso

de ti quase reclusa em comunhão Comigo.

Entendi que o Senhor queria que eu não me distraísse com outros assuntos,

pois deveria estar disponível para Ele, para rezar e para esperar que me falasse.

Disseram-me que meu irmão Carlos talvez não chegasse ainda porque tinha tido

um problema renal.

No sábado, 7 de junho pela manhã, véspera de Pentecostes, disse o Senhor logo

depois das orações de Laudes:

- Quero vossa disponibilidade, não penseis em outros assuntos, conto convosco;

deixai que os outros façam o que tiverem planejado. É necessário que saibas agir

com calma e firmeza. O importante é o amor que se põe em tudo o que se faz...

Enquanto fazíamos nossas orações matutinas, meu diretor espiritual e eu recebemos

a visita de uma pessoa, que se uniu a nós em orações. Mais tarde chegou

meu filho com a tremenda e inesperada notícia de que meu irmão Carlos tinha

falecido em meu país.

Corri diante do Santíssimo e me pus a chorar, perguntando ao Senhor por que

o havia levado num momento em que ele não estava preparado, pois era isso o

que eu pensava. Eu estava preocupada porque meu irmão, divorciado, havia contraído

matrimônio em segundas núpcias e não podia comungar. Essa situação o

fazia sofrer muito, já que tinha iniciado sua aproximação ao nosso apostolado e a

uma vida de intensa oração.

Não podíamos dar esta notícia a minha mãe, pois ela estava no período terminal

de sua doença. Decidimos que eu viajaria no dia seguinte para a Bolívia com meu

filho. Voltei ao meu quarto para rezar por sua alma, pedi misericórdia para que

sua alma não se perdesse, que minhas orações chegassem a tempo para interceder

por sua salvação.

O consolo do Senhor

Inexplicavelmente, comecei a sentir uma profunda paz e um gozo interior tão

imenso que até tinha vontade de cantar e rir. Assustei-me com minha reação e

pedi que o Senhor me orientasse sobre o que acontecia comigo.

Então Ele me disse: - Olha para Mim!

Contemplei o crucifixo ao lado de minha cama; este começou a se iluminar o

Senhor continuou:

- Novamente te digo: Não Me vês com os braços abertos na cruz em frente a ti?...

Teu pai e teu irmão já estão junto de Mim... Comigo, porque Minha Misericórdia os

cobriu. Esse é o teu gozo, ele já está salvo.

Mais tarde, durante o jantar, comentávamos a morte de meu irmão e o Senhor

nos ditou uma passagem bíblica: Atos 7, 55-56, que diz assim: “Mas, cheio do Espírito

Santo, Estêvão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de

Deus: ‘Eis que vejo’, disse ele, ‘os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita

de Deus’”.

Lendo essa passagem fiquei ainda mais reconfortada. Meu diretor espiritual celebrou

a Missa por ele nessa noite. Eu tinha pedido ao Senhor para saber como

estava a alma de meu irmão, que me permitisse sentir algo, e Ele, em Sua infinita

Misericórdia, me permitiu ouvir interiormente a voz de meu irmão que me dizia

que estava muito feliz. Tinha uma alegria e um entusiasmo inusitados.

No dia seguinte, domingo, dia 8, preparando-me para viajar para seu enterro,

arrumava minha bagagem quando começou a me doer o braço esquerdo e o peito.

Falei com minha família na Bolívia e eles me aconselharam que não fosse, pois

nesse estado minha saúde poderia piorar. Apesar disso, eu tinha o profundo desejo

de estar a seu lado, já que ele tinha sido como meu filho, era seis anos mais novo

que eu e me chamava de “mãezinha”.

Como usualmente faço, decidi colocar tudo nas mãos do Senhor, pedindo que

Ele me guiasse. Entrei no quarto de minha mãe para que me

abençoasse antes de viajar, dizendo que tinha que ir para o exterior, mas ela se

pôs a chorar como nunca e pediu que não viajasse, que ela me queria muito e precisava

de mim. Entendi então que era Vontade do Senhor que eu não viajasse.

Meu filho iria em meu nome, minha filha já estava tratando da situação e meu esposo

preparava o lugar para o velório. A decisão me foi muito penosa, mais tive

que optar por permanecer ao lado de minha mãe, para passar junto dela os que

seriam seus últimos dias.


 
 
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