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27/05/2014
O SÉCULO DE SATANÁS
A fumaça de satanás penetrou na Igreja
 
 
 
 
O espírito do mal sempre esteve muito ativo no mundo. Nunca, porém, como no último século, que por isto mesmo se tornou conhecido como “o século de Satanás”. Em meio a uma verdadeira batalha cósmica, a criação inteira está sendo devastada pelas forças do mal, sem que a maioria se dê conta.
 
            O início da maciça investida satânica costuma ser situado no ano de 1884, quando daquela visão aterradora do papa Leão XIII. O episódio, relatado pelo padre Domingo Pechenino, pode ser lido em “Ephemerides Liturgicae”, no 69 (1955), pp. 58-59. 
 
            No dia 13 de outubro – conta ele – o Santo Padre, terminada a Missa, estava assistindo a outra, em ação de graças, como era seu costume. De súbito foi visto erguer energicamente a cabeça, fixando-se num ponto acima do celebrante. Olhava sem pestanejar, com uma expressão de terror e assombro que chegou a fazê-lo mudar de cor. Algo de estranho se desenhava antes seus olhos.
 
            Por fim, como voltando a si, ele se levanta e encaminha-se para o gabinete. Os presentes o acompanham ansiosos.
 
- Santo Padre, não está se sentindo bem? Precisa de alguma coisa?
 
- Não, nada!
 
            Fecha porta por dentro. Meia hora depois, manda vir o secretário da Congregação dos Ritos e lhe entrega uma folha, pedindo-lhe que a mande imprimir e faça chegar  aos bispos do mundo inteiro.
 
            O que conteria aquela folha? Uma oração para ser recitada no fim da Missa. Dizia:
 
            São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, defendei-nos com vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, insistentemente pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos que vagueiam pelo mundo, para perder as almas. Amém”.
            Mais tarde, o próprio Papa contaria como tudo aconteceu: durante a Missa tivera uma visão, na qual ouvira a voz profunda e gutural de Satanás, jactando-se diante de Deus:
            - Eu posso destruía a Igreja e arrastar a humanidade toda para o inferno. Mas para isto preciso de mais tempo e mais poder.
            - Quanto tempo e quanto poder? – perguntou-lhe uma voz doce.
            A voz gutural redarguiu:
            De 75 a 100 anos, e mais poder sobre os que se põem ao meu serviço.
            -Pois tens esse tempo! – replicou a vos suave¹.
            A oração a São Miguel Arcanjo, prescrita pelo Papa, continuou sendo rezada durante o resto do século XIX, até 26 de setembro de 1964, quando foi decretado: “Não se dirão mais as orações leoninas depois da Missa”.
            Foi justamente depois de suprimirem essas orações – comenta Cámpora – que  “a fumaça de Satanás entrou na Igreja por todas as frestas, desencadeando a vertigem, o aturdimento e a aberração”. “E todas as medidas de doença social e declínio moral, como a taxa de crime, de abortos, de divórcios etc, começaram a subir rapidamente a partir do final da década de 1960... Poucos anos após esta oração ter cessado nas liturgias da Igreja” – constata Bryan J. Walsh, na Internet.
           
Cumpria-se o prometido
 
            Começava assim a realizar-se o que Nossa Senhora anunciara em 1634, à Madre Mariana de Jesus Torres, uma das sete fundadoras do Monastério Real de La Limpia Concepción, de Quito (Equador). São anúncios referentes aos nossos dias, e impressionam pela precisão, riqueza de detalhes e semelhanças com as predições feita em Fátima.
            Um dia, enquanto reza diante do sacrário, a lamparina se pagou. Ao acendê-la novamente, a capela se encheu de luz, e a Virgem apareceu.
            “A lamparina que viste apagar – falou ela à Madre Ana – tem muitos significados:
1 – No fim do século XIX e grande parte do século XX, surgirão várias heresias... A luz preciosa da fé quase se apagará nas almas, devido a uma corrupção dos costumes quase geral.
2 – Neste tempo, os ares se encherão de espírito de impureza que, à semelhança de um dilúvio de imundície, inundará as ruas, as praças e os lugares públicos. Tamanha será a libertinagem que não haverá mais almas virginais no mundo.
3 – Ao controlar todas as classes sociais, as seitas penetrarão habitualmente nas famílias, e os demônios se gloriarão de alimentar perfidamente os corações das crianças. Perder-se-ão assim as vocações sacerdotais, será um verdadeiro desastre... Satanás controlará a terra, por meio de homens infiéis que, quais nuvens negras, escurecerão o véu, bloqueando a alvorada radiante da liberdade da Igreja. Tão terrível será esta noite, que dará a impressão de o mal ter triunfado. Chegará então o meu tempo, quando destruirei, de maneira assombrosa, o orgulho de Satanás, lançando-o debaixo de meus pés, acorrentando-o no inferno e deixando a Igreja finalmente livre de sua cruel tirania”.
            Uma advertência ainda mais clara se repetirá em La Salette:
 
            “No ano de 1864, Lúcifer e um grande número de demônios serão soltos do inferno e, pouco a pouco, acabarão com a fé até das pessoas dedicadas a Deus... Porque agora é o tempo de todos os tempos, o fim de todos os fins. A Igreja será eclipsada e o mundo ficará em estado de consternação, confusão e perplexidade.”
            Realmente, durante as aparições de La Salette e depois delas, a Igreja foi assediada por maçons e sociedades secretas. Uma mescla de sistemas filosóficos – liberalismo, humanismo, indiferentismo, socialismo, marxismo, liberalismo teológico, feminismo radical, deísmo, agnosticismo, ateísmo e panteísmo – produziu um leque imenso de erros a respeito de Deus, de Jesus, da Igreja, do pontificado e dos sacramentos, que ainda perdura.
            “Hoje – reconhecem Ted e Maureen Flynn – existe uma confusão generalizada dentro da Igreja, inclusive com referência a doutrinas básicas. Uma enfermidade moral se propagou a tal extremo e em tão pouco tempo, que nem sequer nos damos conta de como pudemos chegar a um tal estado de divisão e confusão. Divisão que deu lugar à apostasia, à perda da fé, sobretudo nos últimos cem anos”.
            Os dois principais responsáveis por essa “confusão generalizada” foram: o liberalismo e o modernismo.
 
Nota:
1 – Quatro anos depois, Leão XIII parecia ter ainda viva diante dos olhos esta cena, quando escrevia, em seu motu próprio de 23 de setembro de 1888: “Satanás vagueia pela terra... e com o sopro pestilento da impureza e dos vícios mais infames, lança o veneno da sua perfídia, como um rio de lama sobre a humanidade”. A preocupação dos Papas com o espírito do mal volta a manifestar-se com Paulo VI: “Uma das maiores necessidades da Igreja é a defesa contra o demônio – realidade terrível, misteriosa, assombrosa, o tentador por excelência, o inimigo oculto que semeia erros e desgraças na história humana... Com o demônio, o mal deixa de ser mera deficiência, para se transformar em eficiência, num ser vivo, espiritual, pervertido e pervertedor”.
 
2 – Palavras do papa Paulo VI em 1972, demonstrando sua preocupação com a “onda de profanidade, dessacralização e secularização” que invadiu a Igreja logo depois do Concílio Vaticano II, ameaçando “confundir e afogar o sentido religioso e mesmo fazê-lo desaparecer”. Tudo isto o Papa atribuía à “fumaça de Satanás que penetrou no templo de Deus”.
 
3 – Aparição reconhecida pela Igreja. Veja: Cumpria-se o prometido
 
4 – Apenas alguns exemplos. Ainda há pouco, o teólogo romano Giovanni Marchesi, da revista jesuíta Civiltà Cattolica, surpreendia o mundo cristão com sua teoria segundo a qual, no fim dos tempos, “Deus vai redimir todos os homens, inclusive o diabo”. Outro jesuíta, o padre Oscar G. Quevedo afirma em Porto Alegre que “o demônio é criação dos homens”, que “os demônios nunca tentaram ninguém... que foram os primitivos cristãos os inventores das guerras dos anjos, nas quais os bons eram capitaneados por Miguel, e os maus, por Lúcifer”. Só faltou aplicar a si mesmo as palavras de Os Lusiadas: “Cesse tudo o que a musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta”. Sim, cale-se a Bíblia, calem-se os Papas, calem-se os santos, esqueça-se tudo o que a Igreja ensinou unanimemente, ao longo de 2000 anos, sobre a ação nefasta do demônio e... abram alas ao profeta da última hora, que finalmente descobriu a chave do enigma.
Depois disto, não mais surpreende ouvir afirmações assim na pregação: “O diabo... mas que é mesmo o diabo? O diabo é a corrupção, o diabo é a droga, o diabo é a prostituição, o diabo é a injustiça social... “ Omite-se, porém, que o diabo é uma pessoa, se esquece que ele é “uma força atuante, um ser espiritual vivo, perverso e pervertedor, uma realidade misteriosa e amedrontadora”, nas palavras de Paulo VI, que reconhece: hoje “uma das maiores necessidades da Igreja é a defesa contra este mal chamado Satanás”. Aos que questionam sua existência, ele adverte: “Negar a existência do diabo... ou explicá-lo como pseudo-realidade, personificação conceitual, extravagante, das causas desconhecidas de nossas desventuras é afastar-se da realidade bíblica e dos ensinamentos da Igreja... Ele é o inimigo dissimulado que semeia o engano e a infelicidade na história humana”.
E quanto à batalha entre os anjos bons e os maus, “inventada pelos primitivos cristãos”, o Papa não deve estar a par da novidade, pois, numa recente mensagem dada na hora do Ângelus, recitou com o povo a oração a São Miguel Arcanjo, acrescentando: “Embora em nossos dias não se diga mais esta oração no final da Missa, peço a todos que não a esqueçam e não deixem de rezá-la para obter ajuda na batalha contra as forças das trevas”.
E ele próprio – como informa o exorcista oficial da diocese de Roma, padre Gabriel Amorth – em 1982, em plena audiência geral, o Papa exorcizou uma jovem que se retorcia no chão, e nos anos seguintes realizou exorcismos públicos em mais duas oportunidades. Certamente não o faria se, como padre Quevedo, acreditasse que “o demônio é criação do homem”.
 
 
 
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