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25/12/2007
O apostolado em favor das almas - Maria Simma
realidades futuras que nos aguardam após a morte
 
 
 

O APOSTOLADO EM FAVOR DAS ALMAS

 

Observação importante: O que vocês vão ler abaixo é uma entrevista dada por Maria Simma ao Pe. Matteo La Grua. As perguntas e as respostas tratam das bem-aventuradas almas do Purgatório. O carisma de Maria Simma é semelhante ao carisma de Cláudio Heckert, de Porto Belo (SC). Porém, há uma diferença fundamental: O de Maria Simma é restrito à própria Confidente enquanto o de Cláudio Heckert tem abrangência ampla. Ele recebe mensagens de Jesus, Maria e São Miguel Arcanjo para serem divulgadas a todas as pessoas que amam as almas padecentes com o intuito de libertá-las de suas penas, através de orações, sacrifícios, indulgências e visitas a cemitérios. Além disso, também recebe números o que não acontece com a Confidente citada. Porém, tudo faz parte de um admirável e misterioso Desígnio da Infinita Misericórdia de Deus para com a Igreja Padecente, tendo em vista o final dos Tempos.

Uma alma mística ainda viva, que hoje tem 81 anos, chamada Maria Simma de Sonntag, nasceu na Áustria em 1915. Alma religiosa e mística foi favorecida de um carisma não muito raro na história da Igreja e das almas eleitas. Esta pobre senhora que estivera em três conventos onde passou um período de tempo, passou muito tempo ignorada segundo os planos de Deus e encontrou, pouco a pouco, sob a guia do seu Diretor espiritual, Pe. Alfonso Matt, a estrada da sua verdadeira vocação: o apostolado em favor das almas do purgatório e o seu testemunho não pode deixar de nos convencer. Maria Simma, há mais de 50 anos, é visitada pelas almas do purgatório. E que coisas dizem essas almas? Dão advertências e notícias, pedem sufrágio e falam do sofrimento que elas passam no purgatório (mesmo esperando alegremente encontrar-se cedo ou tarde no abraço de Deus); revelam aos vivos a imensa possibilidade que esses têm de aliviar o sofrimentos dos defuntos e de receberem em troca inumeráveis benefícios e ajuda para esta vida e a outra. O testemunho de Maria Simma tem como objetivo nos fazer refletir sobre os “novíssimos” (realidades futuras que nos aguarda após a morte) e quem sabe poderá ajudar-nos a mudar os nossos hábitos e começarmos a viver de uma maneira diferente, segundo a vontade de Deus. Sabemos que são muitos os canais que Deus se utiliza hoje para falar ao mundo, aos seus filhos, para ajudá-los em suas necessidades espirituais. Aproveitemos esta leitura e nos deixemos iluminar pelo Espírito Santo que age e fala através de seus eleitos.    

                                                   Pe. Matteo La Grua

COMO E PORQUE ESTA ENTREVISTA

Há algum tempo tive a ocasião de ler com grande interesse um livro sobre as almas do purgatório. Fiquei muito comovida porque falava de testemunhos recentíssimos no qual explica muito bem a doutrina da Igreja sobre tal assunto.

Trata-se de um livro de Maria Simma, uma alma mística austríaca de título: “As almas do purgatório me disseram ...”

Escrevi subitamente à editora que me respondeu que Maria Simma ainda é viva.

Entrei em contato com ela. E ela aceitou encontrar-se comigo e responder às minhas numerosas perguntas.

Estava radiante de alegria, porque todas as vezes em que eu tinha ocasião de falar na Igreja ou em qualquer conferência sobre as almas do purgatório,   havia sempre constatado o interesse imenso e incrível da parte dos meus ouvintes. Esses, muitas vezes me pediram para continuar a falar e, se eu resolvia acabar, insistiam dizendo: “conta-nos ainda qualquer coisa sobre estas almas”. Via bem que isto correspondia a um desejo muito vivo e de uma sede de saber que coisa acontece a todos nós depois da morte. Preciso dizer que estas coisas não são mais ensinadas nas paróquias, na catequese dominical, nas salas paroquiais; praticamente quase não se fala. Se bem que existe uma ignorância difundida sobre tal assunto, e também uma certa angústia frente a ouvir aquilo que são as realidades ultra-terrenas. O presente livro tem o objetivo não só de ajudar a colocar à parte tal angústia, que não tem motivo de existir no que diz respeito ao purgatório, mas, também, espero esclarecer e fazer compreender que na realidade o projeto de Deus sobre nós é verdadeiramente um projeto magnífico,   esplêndido, verdadeiramente entusiasmante; e agora, nós temos nas nossas mãos um poder imenso sobre esta terra: o poder de dar a felicidade às almas dos nossos defuntos; como também, o poder de encontrarmos, nós mesmos, esta felicidade na nossa vida individual.

 

QUEM É MARIA SIMMA

Maria Simma tem hoje 84 anos e vive só na sua casa de Sontag, uma bela cidade nas montanhas de Vorarlberg, na Áustria, foi lá que eu a encontrei. 

             Quem é então Maria Simma?

         Uma simples camponesa que desde a sua infância reza muito pelas almas do purgatório. Na idade de 25 anos recebeu de Deus um carisma muito particular na Igreja e também muito raro: o carisma de ser visitada pelas almas do purgatório. É uma católica fervorosa e também de uma grande humildade que me comoveu, de uma extrema simplicidade. Neste seu apostolado foi muito encorajada pelo seu pároco e também pelo seu Bispo, como veremos mais adiante. Mesmo com o aspecto extraordinário do seu carisma, ela vive pobremente, propriamente na indigência. Por exemplo, no lugar onde ela me acolheu (era eu a intérprete), tinha apenas um espaço para girar em torno da cadeira que ela havia me oferecido...

             Carisma extraordinário? Sim, mas que na realidade tem as suas raízes na História da Igreja; de fato são numerosos os santos (canonizados ou não) que exercitaram este carisma. Citarei, por exemplo, Santa Gertrudes, Santa Catarina de Gênova,   que escreveu muito a esse respeito, Maria Ana de Jesus, Santa Margarida Maria de Paray-le-Monial, que teve a visão do sagrado coração, o Santo Cura D’Ars, São João Bosco, a bem-aventurada Miriam di Bethleem, Natuzza Evolo da Pavarati, Don Giuseppe Tomaselli, e outros... poderia-se escrever um livro sobre este assunto. Mas quando nos firmamos nos ensinamentos destes santos, vemos bem que todos eles dizem propriamente a mesma coisa. Maria Simma, da sua parte faz reviver na realidade o belo testemunho de todos eles. Eis porque eu não hesitei em interrogá-la, dado que ela teve sorte de viver no nosso tempo. E assim é palpável. Eu poderia então pensar por que não poderia “enchê-la” de perguntas? O problema é que ela não fala nenhuma palavra em francês e por isto tive que servir-me de uma intérprete. 

     Para não estender muito este livro, em parte referir-me-ei eu mesma, resumindo, as respostas de Maria Simma, em parte reproduzirei a tradução de suas palavras.

             Ajuntarei aqui e ali os meus comentários pessoais. 

                                                                               Ir. Emmanuel Maillard

                                       PARTE 1

 ENTREVISTA A MARIA SIMMA

 Uma vocação especial

 Emmanuel: Maria , poderia nos falar alguma coisa da tua infância e da tua vocação?

 Ir. Emmanuel: Como nasceu em ti o amor pelas almas do Purgatório?

 Maria: As almas do Purgatório são almas de pessoas que já morreram, mas que ainda não foram para o céu. São chamadas também de santas almas ou almas eleitas, termo biblicamente mais correto do que pobres almas, também, se de qualquer modo, definimos "pobres" , é correto, porque depende cem por cento de nós: os pobres dependem completamente uns dos outros.

 Minha mãe Maria; Minha mãe teve sempre uma atenção toda particular pelas almas do Purgatório e eu também, desde os primeiros anos de escola, fazia muito por elas. Mais tarde decidi que por elas eu faria qualquer coisa, assim quando terminei a escola pensei: " Bem, irei para o convento, talvez Deus queira isso de mim". Assim, aos 17 anos entrei para o convento do Sagrado Coração de Jesus em Tirolo, mas em apenas seis meses me disseram: " para ser sincera, tu és muito delicada de saúde para estar conosco". Veja só, há oito anos tive uma pleurite e pulmonite e por isso era ainda delicado. Depois de um ano portanto deveria ir-me. Mas a madre superiora na hora de despedir-se disse-me: " estou segura que tu és chamada à vida religiosa. Porém, penso que deves esperar alguns anos até que tu se recupere da tua saúde , e depois tu poderás procurar uma ordem religiosa menos severa, talvez uma de clausura". Depois desse dia eu disse a mim mesma: " ou clausura ou nada. Não, não quero esperar, quero ir logo".

 O segundo convento que fiz experiência foi os das Domenicanas de Thalbech vizinho a Bregenz. Depois, apenas passados oito dias me disseram: "tu és muito frágil fisicamente para nós, não podes ficar". Retornei para casa. Depois de algum tempo ouvi falar das irmãs missionárias. E pensei: " a missão, é isso que eu desejo! Agora entendo porque as outras duas ordens não haviam me preenchido". Assim pedi para ser admitida no instituto das Irmãs Franciscanas de Gossau, na Suíça. " sim podes vir". Esta foi a resposta.

 Ao entrar nesse Instituto deveria dizer que já havia estado em outras duas ordens e que eu fora rejeitada. O resultado foi que como sempre me deram os trabalhos mais duros para desenvolver. As outras candidatas me diziam: "porque faz tudo sozinha? Nós nos recusaríamos". " Estais vendo!". Respondi. "o Senhor me ajudará, está bem assim? Farei tudo aquilo que pedirem". Depois um dia, as irmãs me disseram: "hoje tu podes ficar aqui e fazer um trabalho menos fadigoso". Então pensei: " isto significa que devo sair ou que viram que posso fá-lo!". Mas quando vi a mestra das candidatas descer a escada olhando-me com compaixão, então compreendi imediatamente: " Oh! Oh! devo retornar à casa!" De fato, se aproximou de mim e disse: " devo falar-te". " sim, eu sei, devo ir embora não é verdade? ". "Mas quem te falou? ". "Oh! Eu entendi olhando-a". "Sim, és muito delicada para nós".

Finalmente compreendi: se não posso estar ali, não poderei estar em nenum outro convento, porque não era, evidentemente, a vontade de Deus. Devo dizer que naquele momento a minha alma começou a sofrer muito. Era impaciente e dizia à Deus: "será tua culpa ó Deus, se não fizer a tua vontade!". Não sabia porém, que não devia cobrar este milagre de Deus. Era ainda muito jovem . Desejava muitas vezes que Deus me mostrasse o que ele queria que eu fizesse, mas não era capaz de entedê-lo. Esperava, ou melhor, queria sempre encontrar alguma coisa escrita à mão.

Rezava muito por elas, dedicava à elas muitas ações que fazia com amor, guardando-as sempre no coração. Dizia muitas vezes a nós crianças, que se precisássemos de qualquer ajuda, deveríamos pedir as almas do Purgatório, porque são elas que te ajudam, por terem por nós um profundo sentimento de gratidão. Minha mãe era muito devota de São João Vianney, o conhecido Cura d'Ars.

 

 
 
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